terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Zombie Dogs


Foto por Cristina


Conheci a Zombie Dogs através do Scene Report que estou traduzindo, que aliás em breve a segunda e última parte será publicada. Quatro garotas do Brooklyn influenciadas por Bikini Kill e Minor Threat tocando hardcore. Elas participam da coletânea Best of the Nest Compilation, feita pelo For the Birds Collective (coletivo que organiza shows, oficinas e festivais com/de bandas femininas. Além delas participarem da coletânea participam: Brilliant Colors, Death First, Condenada (banda de Chicago que também tem um split com SIN ORDEN, que recentemente terminou sua GIRASUDAMERICA, tocando na primeira semana de janeiro na Audio Rebel, no Rio), Grass Widow, Grocery Thief, The Homewreckers, Nuclear Family e outras bandas. Para saber mais sobre a coletânea entre em contato com o coletivo pelo site. Para quem quiser ver outro vídeo delas tem esse aqui.

A música mais fodalesca é NERD IN THE PIT:



I found about Zombie Dogs when I was translating the Scene Report Girl Germs: a Brooklyn Scene Report, published in Octuber isse of Maximum RocknRool. They're four girls influenced by Bikini Kill and Minor Threat, playing hardcore with a nice vocal. They participated in the BEST OF THE NEST compilation done by FOR THE BIRDS COLLECTIVE, from Brooklyn. Other bands in the compilation: Brilliant Colors, Death First, Condenada, Grass Widow, Grocery Thief, The Homewreckers, Nuclear Family.
This is a great collective that spread, support, organize gigs with girls bands. In the portuguese post have the links to you get to know all about then. And watch the video of NERD IN THE PIT song, is the best song!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

entrevista: Ive Môco (Ricto Máfia)

Sou da região sul-fluminense do Rio de Janeiro, da provinciana e coronelista, Barra Mansa. Entre Resende e Volta Redonda. E tenho esse blog, e o que menos faço é falar sobre a produção musical – seja ela a independente ou punk (são coisas distintas, para mim) – da região. Mas é pós natal e nos últimos três natais a Ive Môco (a mulher por trás do Macacos sem Deus fanzine, Ricto Máfia, Subterrânea Rock e inúmeros outros shows) apresenta uma coletânea de bandas independentes, undergrounds dessa região tão amada e odiada por todas nós.

A coletânea é a “Sempre chove no Natal” que já está em sua terceira edição e nada mais justo do que vez ou outra lembrar e registrar que existe produção que não pretende, à priori, ir para a rádio e animar as baladas. Não que isso seja puramente ruim, mas como ouvinte de música e de barulho é sempre o algo mais que chama a minha atenção.
Ive respondeu algumas poucas perguntas sobre a coletânea para o cabeça tédio, e as outras foram gravadas despretensiosamente no Zombie Crew Revival. Despretensiosamente mesmo, é a primeira vez que filmo uma entrevista, então tem todo aquele nervosismo e falta de jeito. A íntegra da entrevista esta aí, com a minha gagueira – hilária, diga-se de passagem – as mudanças de locais – em busca de melhor iluminação – confira o vídeo com o restante das perguntas.
Perguntas, gagueira e voz aguda: Carla Duarte.
Respostas, serenidade: Ive Môco.
New metal porra: juventude roqueira de Resende.

Quantas bandas participam da coletânea? E como elas foram escolhidas?

Ive: Da terceira edição participaram 10 bandas. Diego (Pando) Linx e eu que selecionamos as bandas. Nos conhecemos na época de Mirc (alguém lembra disso?), estudamos no mesmo colégio, ele tocou baixo na Ricto Máfia também e tem ótimas composições. Colocamos nossas bandas na coleta (a dele é a Lamadart) e fizemos um apanhado de bandas que gostamos, como Amplexos, Iguanas e Leis de Murph, com bandas mais novas e propostas que julgamos interessantes, como a Não Fique Triste e a Membranas. Como Linx e eu ouvimos mais rock alternativo, foi o estilo que predominou na coletânea, mas tem a Elasticdeath representando o barulho também hehe.



Essa não tem a ver com a coletânea, mas como andam as expectativas para fazer shows nesse 2010 tão novo? O fim de 2009 terminou com dois shows diferentes que eram produzidos em Resende, o SubterraneaRock e o Zombiew Crew Fest. Como é dar ponta em murro de faca: produzindo shows, chamando bandas, carregando equipamentos para a mesma atitude roqueira juvenil que – aparentemente – não muda?

Ive: Para 2010, Robin Zombie Crew, Rafael Fralda e eu estamos unindo forças e idéias pra fazer eventos juntos. Uma coisa que está atrapalhando e que ainda estamos procurando é o local, de preferência centralizado aqui na cidade e sem um aluguel exorbitante. Porque a casa do Robin fica bem afastada, num bairro conhecido como “buraco quente”, os shows lá chegaram a dar uma pausa uma época porque parte da molecada roqueira ficava na rua sem entrar no evento e os ‘aviões’ da área viram nisso uma boa oportunidade de ‘comércio’. Chega de associar rock a drogas em geral. E no local em que Rafael e eu fazíamos o Subterranea tivemos muita divergência de idéias com o gestor, apesar do espaço encaixar muito no que precisávamos, uma pena. Também parte da molecada colaborou muito pra que acabasse. Falamos disso no MSD Zine #7, ainda tenho cópias impressas, quem quiser só dar um toque, mas devo disponibilizar em pdf também. É que a história é comprida mesmo rs.

“Dar murro em ponta de faca” creio que é a expressão que melhor representa todo nosso esforço rs. Entenda por “nosso” toda essa região sul-fluminense, apesar de que em Volta Redonda as coisas parecem melhores, mas sabe como é a grama do vizinho. Conheci o Rafael, ele já estava nessa, nisso já vão uns seis anos, provavelmente mais (noção de tempo não é meu forte), desde então organizo com ele, já tomamos prejuízos, ficamos putos, mas também já nos divertimos bastante. Robin também deve ter bastante história pra contar, ele ainda é mais animado que nós. A atitude dos jovens não muda porque, na real, eles mudam o tempo todo. Explico: desde que “me entendo por roqueira” (rs) todo ano sai gente que pára de ir aos shows pra ir em balada, ou por outro motivo qualquer, e chega gente diferente, nova e com idéias mais deturpadas, principalmente porque ouviu histórias da “geração” doida anterior. É um grupo de umas 20 pessoas que acaba com a festa dos outros, por isso os shows rolam bem durante 6 meses e depois a coisa desanda. Mas o lance todo é que, se não fizermos os shows, quem fará? Faço os shows porque quero assistir também e mostrar pra quem está interessado.



Ricto Máfia, com participação de Leandro Peixe

Lançar a coletânea virtualmente é interessante por ser acessível a todxs que sabem do blog e da coletânea. Você tem noção de quantos downloads foram/são feitos nessas últimas três coletâneas?

Ive: Dessa mais nova até agora 34 do arquivo zipado. Da segunda uma média de 150 downloads, já que também é possível baixar faixa a faixa. Da primeira, não sei te dizer porque ficava hospedada no Rapidshare, mas o link expirou, daí coloquei pelo 4shared, que é ótimo por possibilitar ver a quantidade de downloads e um controle maior. Outra coisa legal é que, quem baixar uma, provavelmente baixará as outras duas e, como existem bandas diferentes nas outras coletâneas, todo mundo ganha uma pouco mais de espaço.

Resende está pro rock assim como Barra Mansa está para o ? (hardcore? balada? Hm...) Os roqueiros daí, que são vários, apóiam e ouvem a coletânea ou são os próprios feitores, produtorxs?

Ive: Eu não diria que Resende está para alguma coisa rs. Quando você fala Barra Mansa também, já logo entendo Volta Redonda, já que os shows da BMHC Crew são lá. Acho que a diferença é que no rock daí a maioria que curte já não é mais adolescente, tem noção coletiva de algumas coisas, pelo menos no hardcore.
De resto, creio que estão na mesma situação que nós.
Aqui existem os roqueiros que foram em shows e os que, digamos, consomem rock, através de roupa ou música mesmo, mas nunca nem ficou sabendo o que é um “showzin”. Percebo mais isso por causa da loja que abrimos: muita gente que compra aqui, eu nunca vi em shows e muita gente que vi em shows não vem na loja, ou seja, essas pessoas provavelmente não se conhecem, não se comunicam, não percebem que tem mais gente curtindo o mesmo. Acho que se juntasse esses dois grupos, já teríamos um público médio de 300 pessoas em shows.
Em 10 dias que a “Sempre Chove...” está disponível foram 34 downloads, o que considero bom. Mas meus pré-conceitos me levam a crer que menos jovens roqueiros baixaram e mais pessoas “do meio”: outras bandas, gente de zine, que conhece a gente ou as bandas participantes, isso pelos contatos que chegaram a mim.



Descontraída Ive no Mulheres no Volante, em Juiz de Fora/MG.

O restante da entrevista:



Ricto Máfica
Macacos sem Deus
DOWNLOAD DA COLETÂNEA SEMPRE CHOVE NO NATAL VOL 3

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

resenha: Tubarão Martelo #1



Slogans, Symbols and Lies toca enquanto escrevo essa resenha. A revista data dezembro de 2009, e agorinha no início de 2010 eu a recebi pelo correio, Ingrid mandou uma cópia e eu uma do Histérica, que aliás me deixa na expectativa de ler uma resenha do Histérica na segunda edição da Tubarão Martelo. Essa revista, como é chamada, é mais uma produção de Pedro e Ingrid, além de dividirem os vocais na Mahatma Gangue eles produziram essa primeira edição. Não é o primeiro zine deles, desde a época da Distro-Ição eu acompanho os zines de Mossoró, tenho ainda o Video Violence, feito por Raphael, se não me engano ele posta o Lixo Jovem, o Paleolítico Psiquico, feito por Márcio (se a memória não falha). Tenho também o Nenhum respeito por Nada e o Navalha. Isso tudo é 2007, se não me engano. A Tubarão Martelo não tem aquela tosquice e colagens que esses zines tinham, e não tem um discurso político muito marcado, acredito que é o tempo fazendo o que tem que fazer, a urgência e a raiva – parecem – ter diminuído, pelo menos a maneira como é externalizada mudou, dão lugar à uma busca pela diversão, novas ondas e novas maneiras falar sobre as coisas. E o resultado é bem legal, a revista é em a4 dobrado, impressa em papel reciclável e conta com patrocínio de uma sorveteria, acho. E foi lançada pelo Queima Roupa em parceria com Capitão Lixo Riscos. A propaganda inclusive é bem legal, não são aquelas que deixam o zine todo zoado. Não ter que se preocupar com xerox, eu queria.



São 36 páginas trazendo conteúdo inédito e alguns textos que foram publicados no blog deles, o Circle Nerds e no Lixo Jovem. Resenhas de discos, Daniela Rodrigues falando sobre a The Renegades of Punk, diário de bordo da tour do Mahatma Gangue no sudeste, e textos falando sobre música são alguns dos vários assuntos abordados no zine. O que mais gosto é das resenhas, das “resenhas de verdade”, onde são resenhados alguns discos, como, “Can´t remember at all” do Evil Idols, e “Disconnected Satallites” da The Cherry Bomb me fizeram ter vontade de ter esses cds. Sem contar com a resenha da V.A Matado por la Muerte. Duas entrevistas foram feitas, com as bandas mais hypadas de 2009, Velho de Câncer e Os Estudantes. As duas entrevistas são ótimas, gosto mais da com Velho porque gosto mais de Velho, mas lendo as entrevistas à vontade de ouvir o disco que o Angu vai lançar com eles mais, Homem Elefante e The Renegades of Punk só aumenta.



A parte gráfica da revista é muito bem feita, são desenhos dos dois, o traço fino e limpo da Ingrid me agrada bastante, e o traço mais sujo e cheio de forma de Pedro também. Entre em contato, leia, compre, xeroque. Valorize os materiais impressos, para não ter que passar o resto da vida lendo numa tela.

Contatos: www.circlenerd.blogspot.com / longedo@yahoo.com.br
Flickr Ingrid
Flickr Pedro


This is a review of a magazine called Tubarão Martelo (Sharp Hammer) it's done by Ingrid and Pedro, from Mossoró/RN, they also have a band (that we interviewed) punk surf one called Mahatma Gangue. The magazine is very weel put together and has very cool drawings done by thenselves. Lots os reviews and they interviewed two greats brazilian bands: Os Estudantes (from Rio de Janeiro) for those who enjoy circle jerks and 80's hardcore and Velho de Câncer (from Rio Grande do Sul) the untuned voice of the vocalist plus the Wipers trips in the musics is smothing. There's some article about bands and shit. You really should make some trades with brazilian girls, they're doing pretty cool things. Pictures and stuff you see the links above? Go there!

The Gossip - Discografia



Em março elas vem ao Brasil, no primeiro festival Chilli Beans. Dia 19/03 em São Paulo e dia 20/03 no Rio.

Baixe a discografia da banda:

That's Not What I Heard [2001]

Movement [2003]

Standing in the Way of Control [2006]

Music For Men [2009]


EPS


The Gossip - The Gossip [1999]

Arkansas Heat [2002]

Real Damage [2005]

GSSP RMX [EP] [2006]

[Live]

Undead in NYC [2003]

Live In Liverpool [2008]

CRÉDITO: GUIH, da comunidade do orkut The Gossip

sábado, 30 de janeiro de 2010

Exposição Lote 64 - Colagens de Alex Vieira



Lote 64 é a exposição do artista plástico Alex Vieira (Morto Pela Escola / Revista Prego) que está aberta pra visitação na Galeria Homero Massena, no centro de Vitória. Pelo release que li, trata de uma exposição de colagens usando xerox p/b. Já tive oportunidade de ver alguns trabalhos do Alex e ele manda bem demais! Eu ainda não fui na exposição, mas, se nada der errado, semana que vem eu passo por lá. E se você for da Grande Vitória, não deixe de visitar.

Exposição "Lote 64", colagens de Alex Vieira
Visitação: de 29 de janeiro a 05 de março - segunda a sexta-feira, entre 10 e 18 horas
Local - Galeria Homero Massena - Rua Pedro Palácios, nº 99, Cidade Alta, Vitória ES.

Acesse o blog da Revista Prego pra saber um pouco mais sobre os trabalhos do Alex: http://revistaprego.blogspot.com/


*Imagens retiradas do blog da Revista Prego

Resenhas atrasadas



Em 23 de novembro de 2009 o Maikon postou a resenha do True Lies #5 na página do mau humor, o tempo passou e eu acabei não comentando aqui. Hoje a Gabi, iniciando seu blog, resenhou o Histérica #1 e o Pouco Viável. Ela fala na resenha do zine antes do True Lies que eu fazia, o Chato, que só as pessoas que eu trocava carta conheceram. Se alguém tinha alguma dúvida que essa Carla era aquela Carla, sim, apesar das diferenças, da idade e do humor, ainda habitamos o mesmo corpo.

Essa semana criei um perfil no twitter, mas fiquem tranquilos, vou priva-los de todo conteúdo segreto-piadinha-problemasecansaços, obviamente. Tá lá pra ser mais uma forma de divulgação do blog e dos zines que faço, e para ter acesso à algumas notícias.

Para quem não sabe: toda atualização de resenha de show, entrevista e tradução, eu mando um email pra algumas pessoas comentando. Quem quiser receber o email deixe-o nos comentários, ou no cbox, ou me manda uma carta.

Two blogs posted reviews of True Lies #5 and Histérica #1, and I didn't coment about it here, so I doing it know. I gotta tell you that I'm so curious to know more about you guys that read my english posts. I mena, you're queer, punk, feminist? You found the blog how? If anyone answers it I sure will read.
This cover I did thinking about Asia, she lives in Poland and Fernando sent her True Lies #5. She has a feminist group and the revenge of the nerds myspace page to spread her distro of books. I just don't know if she got this stuff. The reviews are in portuguese, just click on the link of the blog to take a look.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

resenha: Zombie Crew Fest Revival – 23/01/10

Saiba de antemão que essa resenha não é completa, além deu ter chegado depois da primeira banda não anunciada ter tocado eu não assisti o show do Imperioux e do Ynsane, ouvi apenas a reação do público e a chuva que não parava.Confira também a resenha da Ive, no MSD. Sem mais delongas, vamos ao revival.
O show comemorava 4 anos de duas bandas distintas: o Ynsane, que toca New Metal e acredito que seja) influenciado por Slipknot. E Zähc, que mistura velocidade, com vocais grind e partes thrash, misturando o gosto deles por filmes de terror e zumbi, eles aniversariaram.
A primeira banda, a não anunciada, foi a Elasticdeath, que fez um show-teste, por isso não anunciaram. Porque esse foi o primeiro ensaio com Rafael Fralda na bateria, novo baterista. Não consegui chegar a tempo de assiti-los, mas acredito que eles não tenham feito feio.
Depois o show segue sua cronologia anunciada no flyer, a Imperieuxs abre o show, eles tocam hardrock e inúmeros covers de Iron Maiden, e de bandas que não identifiquei. Nessa hora a chuva já chovia (há!) e a tenda que cobria o exterior do show dava trabalho, mas os bravos marujos da Zombie Crew e da isabella Superstar persistiam em deixar o local tanto aconchegante quanto possível. Os tradicionais pastéis de soja estavam à venda, e estavam saborosos. Depois do hardrock foi à hora do power violence tomar o palco.
Os paulistas do Isabella Superstar, com seu novo baterista, Montanha, se apresentam: Luan (vocal), bem protegido para o show, com joelheiras e capacete, e apenas de meias, e Chico (baixo), com uma máscara e tanto de cachorro. Acredito que tenha feito inveja em alguns presentes, hehe. Parte do público bêbado curtia o show com a outra parte sóbria, os vocais de Luan e Od (guitarra e vocal) variando, e uma música mais rápida que a outra. Foi um show divertido, animado e se tornou fatídico quando um resendense pega a meia que Luan usava (vale citar que era uma meia usada, suja de lama e água de chuva) e coloca na boca. Morde a meia e continua curtindo o show. Não sei se foi a chuva, as ondas do power violence adentrando a mente e corpo dele, ou apenas estar chapado que motivou ele. Tive a chance de acompanhar tudo e relembro mentalmente e em câmera lenta, agora. Alardeei a situação tanto quanto possível, para que outros pudessem se divertir com a cena, na terceira foto, prestando atenção, é possível ver um pedaço da meia na boca dele:



A máscara



A meia



na boca

Eles terminaram o show e o pessoal queria a “saideira”, instantes depois eles tocaram um cover de Olho Seco e deixaram a varanda pra Zähc. Não tenho certeza se aqui a chuva tinha dado uma trégua, porque não parava de chover. Mas agora era à hora dos marujos-zumbis tocarem, e com ou sem chuva isso seria feito. O show foi muito legal, animado tanto pela banda, Ramon (baixo) e xDinox (vocal) dançavam/pulavam bastante, como pelo público que dançava e cantava junto. Não teve circle pit, mas teve dança de zumbi, pulos e participação do Dudu em uma música. Um
vocal meio death metal, a música ficou bem diferente das do Zähc, bem bacana também.



ZÄHC

Posso estar errada, mas acho que todos os Zombie Crew Fest foram realizados na casa do Robin. É uma casa, com famílias, varanda e um bom espaço. Porem, algumas pessoas que vão aos shows não percebem isso. Não entendem que não é uma estrutura de um bar, padaria ou casa de show. É uma questão de puro bom senso que falta e que atrapalha os shows acontecerem. São os mesmos roqueiros juvenis que atrapalham sempre os shows. Fora a chuva, e essas pessoas, o revival foi fiel aos shows – pelo menos os que eu estive – feitos pela Zombie Crew.

O show do Isabella Superstar já está no youtube:


*Duas primeiras fotos tiradas por mim, a da meia na boca não sei quem tirou.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Girl Germs: a Brooklyn scene report [parte 1]

Girl Germs: a Brooklyn scene report escrito por KATE WADKINS, para a Maximim RocknRoll número 317 (outubro de 2009) foi a primeira coisa que li no zine, e logo comecei a traduzi-lo para o português. Essa edição é a mesma que o Fernando participa, na entrevista do Teu pai já sabe?

Vou dividir a tradução em duas postagens, para a leitura não ficar cansativa e para terminar de traduzir o restante. Se você sabe que o Girl Germs foi o primeiro zine riot grrrl (escrito por Allison Wolfe e Molly Neuman - fundadoras da Bratmobile) você pode imaginar que o scene report vai focar exclusivamente nas bandas de/com garotas do Brooklyn. As fotos das bandas e flyers usados nessa postagem não são as mesmas que foram usadas na Maximum RocknRoll. Na segunda parte da postagem vou colocar todos os myspace que são citados no scene report.Dito isso fica a tradução:

GIRL GERMS - A BROOKLYN SCENE REPORT
Escrito por KATE WADKINS
Traduzido por CARLA DUARTE

O Brooklyn tem sido a casa de shows para todas as idades, shows DIY e rolado muitos shows por um tempo nos últimos dois anos. Nova Iorque no geral, mas especificamente o Brooklyn tem muitas bandas de garotas, começando em alguma época de 2007, quando shows DIY encontraram quase todas as bandas tendo garota, envolvendo a banda EACH OTHER’S MOTHER’S (das cinzas do COM AMORE), junto com a punk CHEEKY, a banda feminista hardcore CARNAL KNOWLEDGE e a HAND JOBS, se tornou óbvio que as garotas planejavam dominar.

Agora extintas e/ou em hiato indefinido, muitas dessas bandas acabaram e novas foram formadas. Recentemente, ZOMBIE DOGS apareceu, uma nova banda thrash de garotas com músicas como “nerd in the pit” e “thrashin”. Se você se sente como a única garota no pit que ama matemática ou vive para andar de skate, essa é a sua banda. Se você sente falta de bandas que não tem medo de unir o feminismo sério com diversão, essa é para você. Para os tipos garota-hardcore: DEATH FIRST é a nova banda de Jessy (CARNAL KNOWLEDGE). As letras impassíveis de Jessy estão de volta na nova banda que relembra a grandiosidade de ANTI PRODUCT. Bandas de garotas hardcore punk parecem estar reaparecendo bastante. Cristy Road, que todas devem conhecer como a radical-cubana-queer-punk-artista está agora numa banda gritty pop punk, junto com Cristal, da PARTYLINE na bateria e Jackie O. e também, Frank Unloveble, chamada THE HOMEWRECKERS. Uma das coisas mais legais da Cristy ser vocalista é que ela fala de abuso sexual de um jeito que é totalmente franco, gritando: “ME DESTRUIR? EU VOU TE DESTRUIR!”
Jen Shell da dupla dinâmica SHELLSHAG está administrando em conjunto a Stareleaner Records há 15 anos, organizando shows, fazendo discos e tocando bateria no início da manhã na nossa casa de shows favorita.


The Homewreckers



GROCERY THIEF tem vocais brutais, feitos por Julie, tocando muito, rápido como “hell hardcore punk”. HAND JOBS continuam tocando do jeito deles o punk rock, que relembra muito o clima das bandas riot grrrls.
Existem muitas bandas de garptas (INA INA, HEY BABY, PARTYLINE, LOVE OR PERISH!, THE NEW DRESS, TAIGAA!) agora que temos garotas tocando em bandas de estilos diferentes fica mais fácil organizar e ver shows que tenham mais bandas de/com garotas e que tenham um clima mais positivo para garotas. Uma vez considerando outras bandas radicais que cercam as cinco divisões (nota da tradutora: divisão da cidade de Nova Iorque: 1. Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island) nós também temos a FATAL ERECTION, banda de rock n’rool hardcore de Long Island, como a já infame SCREAMING FEMALES da vizinhança chata de New Brunswick em Nova Jersey. Falando em New Brunswick as gartoas parecem estar comandando no Hub City. O pop punk vive em THE MEASURE(AS) e FULL OF FANCY. LITTLE LUNGS está presa em algum lugar entre Nova Iorque e Nova Jersey e sempre toca seu poppy jans melódico a lá ARCHERS OF LOAF.


Zombie Dogs



Maximum RocknRoll #317 published the queer issue, KATE WADKINS wrote a scene report called: Girl Germs: A brooklyn Scene Report. If you know that Girl Germs is the name of the fisrt riot grrrl zine (done by Allison Wolfe and Molly Neuman - both members of Bratmobile) you can see that this scene report focus on girls bands. And encourage girls to read, play, transalte and speak up is something that I care about, so I translated to portuguese the scene report, and I'm posting here in two parts. I don't know if this scene report is available on the internet. But it's probably not that hard to get a copy and read it. But Kate Wadkins is from FOR THE BIRDS COLLECTIVE, if you search it you can find something about what she is doing. Wait, this is her blog. In part 2 of the post, when the scene report will be fully translated I'll put all myspace that are in the scene report.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sábado tem rock!



Dia 23, surpreendentemente, tem show. Tem dois, até.
Um em Resende, organizado pela Zombie Crew e Subterranea Prod, trazendo a Isabella Superstar de São Paulo, banda de power violence. Além deles três bandas locais participam: duas representam o grande contingente da juventude roqueira (pense em cabelos compridos, vinhos baratos, "new metal porra",blusas do nirvana, e a lista segue e segue), apesar deu joga-las numa vala do rock não tão interessante, musicalmente elas são diferentes: Ynsane (não digitei errado) anima, de fato,o pessoal que gosta, com New Metal.
A banda que abrirá o show chama-se Imperieuxs que, citando a Ive e o MSDzine, tocam heavy/hard rock. Não me lembro se já assisti o show deles ou não. E a última e não menos importante são os veteranos do Zähc, esse revival do Zombie Crew Fest comemora os quatro anos da banda que misturando zumbis, anilina, grind e vários tipos de barulho fazem shows animados.
O outro show é organizado pela BMS Crew, pessoal straight edge de Volta Redonda, no Centro Cultural Afro Reggae. Com as bandas: Still Strong de São Paulo, The Risk (BH), Future Waves (SP) H.E.R.O (SP) e a banda local da crew, Nossa Vitória. Confesso não poder detalhar com muita habilidade sobre a música e o que esperar desse show, além de imaginar que o show será uma celebração do pride, mas fica o convite a quem tem interesse, descobrir. A incansável Ive levará alguma edição do Macacos Sem Deus, eu me pergunto. Pois confesso que não faz muito tempo meu interesse e vontade para insistir nesses tipos de coisas e pessoas que - supostamente - teriam interesse estão tão altas como a chance de eu ganhar na mega sena. Leia também no MSD o post sobre os shows de sábado, com os respectivos myspace das bandas, preço dos shows e tudo mais.

I'm talking about rock! Yeap, there's a gig going on and we gotta celebrate and go, cause here it's not that often we have one. So, one of the bands that's playing this gig is ZÄHC (Grind/Thrash from Resende/RJ) and you really should watch this video. Live at Leo's Bar, Rio de Janeiro, from 2007 (this gig tthey make 4 years of band) and they have some demos out there, so check out.