domingo, 28 de junho de 2015

Pra bater o cabelo Mixtape#15: Love Wins!

JD fucking Samson 

A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento homoafetivo em todos os estados do país, na sexta-feira, dia 26. Por isso, o Facebook criou o app "Celebrate Pride", que permite você deixar a sua foto de perfil com as cores do arco íris e a minha timeline inteira virou um arco íris e ainda está bem colorida. YAY!

Um gesto simbólico apenas, mas que pode renovar a simpatia de algumas pessoas pela humanidade, especialmente em tempos em que a bancada do Congresso é extremamente conservadora. Essas cores todas deram um quentinho muito bom por dentro! Lembrando que desde 2013, casais do mesmo sexo podem se casar no Brasil.

Claro, tudo não são flores, os EUA continua sendo um país imperialista e isso é sobre respeito e não sobre assimilação. A luta continua, com certeza, mas por aqui aproveito esse clima incrível de um momento histórico para fazer a Mixtapex#15: Love Wins!, só com destruidor les-bi-cha pra bater a cabela na buacthy. Vem botar a cara no sol!


Tracklist Mixtape #15: Love Wins!

01. Le Tigre - Dyke March 2001
02. Lovers - Boxer
03. Gravy Train - You Made Me Gay
04. Peaches - I U She
05. Chicks On Speed - For All The Boys In The World
06. Lesbians On Ecstasy - Summer Luv
07. Tegan and Sara - Closer
08. The Gossip - Men In Love
09. JD Samson & MEN - Who Am I To Feel So Free?
10. Gloria Gaynor - I Will Survive

Mixtape #15: Love Wins! - Download




sexta-feira, 26 de junho de 2015

Trash No Star lança clipe de "Medo"



Trash No Star, banda mezzo garage mezzo punk lo-fi do Rio de Janeiro, lançou nesta semana o clipe de "Medo", música inédita que vai ser lançada no novo álbum da banda.

Extremamente intimista, e totalmente diferente dos sons anteriores da banda, por ser acústica, a música é um acalento. As imagens fazem recortes de momentos pessoais da banda, além da beleza disso, é totalmente possível você conectar a sua própria história às imagens e também a letra.


Se você ainda não ouviu, confere os dois álbuns últimos discos da banda, que estão disponíveis no bandcamp e acompanhe a banda no Facebook

domingo, 21 de junho de 2015

Luana Hansen lança clipe de "Negras em Marcha"

Luana Hansen @ Espaço Mulheres em Ação, foto retirada da fan page da MC

"A Mulher Negra vai marchar contra os Racistas
Pra acabar de vez com a história dos Machistas
Pelo fim do Genocídio da Juventude Negra
Acontece todo dia não finja que não veja
Onde a parcela mais oprimida e explorada da Nação
Luta diariamente contra a Criminalização"

Leia a letra completa da música



Eu estava no meu quarto quando ouvi pela primeira vez "Negras em Marcha", música que a DJ e MC Luana Hansen compôs para a Marcha das Mulheres Negras. Eu tinha acabado de postar a Mixtape Grrrl Power I, que celebrou a música e a força das mulheres negras. O que eu mais queria era parar as máquinas e "despostar" para incluir a nova música de Luana, porque ela é boa assim.

Não deu, mas consegui ouvir demais a música que dá uma aula de história e justiça social. É um hino para uma revolução, que para mim é sempre negra e feminista, e acredito que seja a trilha de muitas revoluções de cada dia. Religião, resistência e memória: está tudo na música da rapper negra e lésbica. Mais fatores para celebrar o empoderamento da MC, que se multiplica e atinge tantas outras mulheres.

O clipe, lançado na semana passada, conta com a presença da sambista e deputada estadual de São Paulo Leci Brandão. A banca é forte e vale a pena demais conferir o trabalho dela.




Se você ainda não conhece a música de Luana, se liga que é incrível. Pega o soundcloud e a página dela para acompanhar essa mulher que está fazendo um "riot grrrl" no rap. E se você é de entrevista, confira esta!

terça-feira, 16 de junho de 2015

resenha: RVIVR na Audio Rebel (RJ)



Todas as fotos por Carla Duarte

Eu sei, gente. Mais um post sobre RVIVR no Brasil. Espero que vocês não estejam de saco cheio e eu até perguntei se vocês ainda estavam querendo ler sobre isso. Acabei arriscando e fazendo mais esta resenha. E dessa vez, não temos o registro foda da Ana Laura Leardini (aqui e aqui), só as fotos que fiz com meu celular.


Este foi meu segundo e último mega snif snif show da tour de 2015. Também assisti o show de 2012 que rolou na Audio Rebel, então foi bem especial poder e conseguir estar lá no show que rolou na quinta-feira, dia 11. Ao contrário do show do Rock Together, na Rebel o show não foi tão quente. Lá também é um estúdio, mas a ventilação ajudou a deixar o show ainda melhor.

Eles tocaram um set list bem parecido com o show de São Paulo, e pelo que conversei com outras pessoas, há uma similaridade entre os sets. O meu destaque é para "Paper Thin", que não rolou em São Paulo. "Grandma", "Change on Me", "Real Mean", "Wrong Way One Way", entre outras, foram as figurinhas repetidas (ainda bem!). Do ep Bicker and Breath acho que rolaram todas, posso estar errada. As que tenho certeza absoluta que tocaram: a incrível "In Waves", "Goodbyes", "20 Below" e "The Sound".

Mais uma vez o entrosamento e troca de olhares entre a banda chamou a minha atenção. Maaaas, teve uma parte chata. A Erica não conseguia ver o pessoal curtindo o show, pois estava um pouco escuro. Então, ela pediu no microfone que aumentassem um pouco a quantidade de luz, para que a banda visse tudo melhor. Não sei o motivo, mas não rolou. Durante o show, por vezes, ela chegava um pouco para a esquerda, se agachava um pouco e colocava a mão na testa para tentar ver o público, e o show rolou assim.







Aí tinha um omi curtindo muito o show, tipo muito mesmo. Toda hora ele voava lá pra frente e destrambelhava em cima das garotas que estavam pirando demais. Me pergunto se a banda tivesse visto o omi fazendo omisse se ele teria continuado assim por muito tempo. Claro que as garotas não precisavam de proteção, e elas mesmas colocaram o babaca mais pra trás. Mas é uma característica muito própria do RVIVR, de olhar pra casos assim no show. Isso durou pouco tempo e obviamencthe não foi um buzzkiller, e nem sei se incomodou outras pessoas, mas achei justo comentar.

O fato é que o show foi bem animado, cheio de minas dançantes. Até que um pouco antes da Erica falar que a "música era sobre mulheres fortes" - ela sempre fala algo assim antes de "Grandma*" -, uma menina subiu no palco e em 30 segundos tinham umas 10 garotas (ou mais) lá em cima. O Mattie ficou no fundo do palco e a Erica, meio sem reação, ficou olhando e disse "tudo bem, nós somos RVIVR e meninas para frente". *Pelo que me lembro.

[Na tour de 2012 "meninas para frente" virou um grande mote, porque a banda deu de cara com a macho cena brasileira e encontrou essa forma de visibilizar a presença e a diversão das minas em seus shows]

Elxs tocaram "Grandma" e as "meninas para frente" ficaram umas duas músicas lá em cima, pulando, cantando e curtindo. Foi muito foda ver aquilo tudo! No meio tempo, deu ruim na distorção do baixo da Sue e o som não foi mais o mesmo, mas isso não interferiu na animação e na pogação. Ah, e tocaram também Panorama Dreams e Ostra Brains, mas não consegui pegar esses shows. E o que também foi legal é que as bandas terminaram em tempo para todo mundo pegar o ônibus e voltar para casa.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Didática Zine: projeto aponta metodologias para debater gênero e sexualidade com estudantes



Uma cartilha feita como se fosse um fanzine, com diferentes metodologias e dicas de conteúdos para que professorxs conversem sobre gênero, sexualidade, raça e etnia com seus estudantes. É isso o que a Didática Zine oferece. O projeto, lançado este ano, foi desenvolvido pela zineira e mestra em comunicação, Camila Melo Puni e pela mestranda em antropologia Halina Gricha.

A proposta do material é oferecer caminhos e ideias para que os professores dialoguem sobre temas urgentes e necessários com os alunos. Em um tempo em que a homofobia e racismo continuam matando e violentando as pessoas, este documento se torna ainda mais relevante. Quadrinhos, fanzines e dicas de filmes: está tudo muito bem desenvolvido no projeto, que pode ser de grande ajuda para professorxs, interessadxs em educação e graduandos do curso de Pedagogia. Eu tive o prazer de participar, colaborando com duas colagens, uma delas é esta última do post. 



Se você é do rolê de zines/colagens punk feminista, provavelmente já conhece o trabalho da Camila Puni. Há 10 anos ela faz zines, colagens, oficinas e participa de feiras e eventos com esta temática. Seu fanzine principal é o Grrrito Mouco, cheio de colagens e poesias.  

Halina também é fanzineira e o seu Ciborgue de Pele entrou na lista de zines de 2014 que recomendei. Já Puni, colaborou recentemente no Cabeça Tédio, com a resenha do show de Sleater Kinney em Dublin



Por Carla Duarte

domingo, 14 de junho de 2015

fotoresenha: show do RVIVR, dia 7 de junho, em São Paulo



Todas as fotos por Ana Laura Leardini

É amigas, a turnê do RVIVR no Brasil acabou ontem. Assim como em 2012, o último show da banda de Olimpia foi em Piracicaba. Hoje, eles ainda vão tocar em Buenos Aires (Argentina) e depois disso não rolam mais shows em terras tupiniquins pelo menos a partir do que foi divulgado no evento.

Aqui no blog as postagens sobre os shows continuam, yay! No domingo, dia 7, rolou o segundo e último show da banda na cidade de São Paulo, no Porão da SanFran. Como não fui (snif, snif), não consigo fazer comentários sobre, mas nossa super colaboradora Ana Laura preparou essa fotoresenha bonita pro Cabeça Tédio. 





Como não podia deixar de ser, neste show eles também tocaram "Goodbyes" e "Real Mean", sons clássicos e "must play". "Goodbyes", do ep Bicker and Breath (2014), já nasceu hit pois fala sobre uma constante punk rock: se despedir de amigues com os quais você construiu um mundo. É a trilha ideal para quando você volta de um role muito poderoso, e vai ouvindo a música e lembrando das amigas e de tudo que rolou. Goodbyes tem clipe, veja aqui.

"Real Mean" é um dos hinos do full lenght de 2010, o sem título, que tem também "Grandma", "Cut the Cord"e "Change on Me". A música fala sobre um grande desafio no qual muitas pessoas falham com maestria: crescer sem se tornar alguém que fere os outros propositalmente. No primeiro show, os três primeiros versos do som rolaram só com guitarra e voz e na sequencia foi uma explosão de todo mundo pirando junto. 

Faça como eu, ouça uma música ou álbum que você gosta muito enquanto lê o post, assim ele fica melhor!  



























segunda-feira, 8 de junho de 2015

resenha: Sleater-Kiney, 24 de março de 2015, Manchester, Reino Unido

Fotos Marcelo Mama


Coluna do Mama

“And when the body finally starts to let go
Let it all go at once
Not piece by piece.”


Então era isso, eu estava ali no Albert Hall em Manchester. Vendo e ouvindo e sorrindo e dançando Sleater-Kinney! Carrie, Corin e Janet tocavam "Get Up" e era já a metade do set, eu acho. Na hora eu nem sabia disso e só me importava com não perder a cadência da respiração. Eu sou uma pessoa que se abate fácil e constante e,  quando elas começaram a tocar esse som com Corin dando esses conselhos do começo da letra:

“E quando o corpo finalmente começar a se esvair
Deixe ir de uma vez
Não em pedaços”,

foi pra mim um dos momentos de maior catarse nesse show ( e olha, não foram poucos não! :) ), meu coração batia na rítmica de Weiss e eu sentia minha corrente sanguínea fluindo com os riffs daquelas duas guitarras da união Browstein-Tucker, as vozes que entravam em mim se aconchegando no meu peito, e um tal burburinho que estava no meu coração (quase como aquela água que começa a ferver pro café) numa ligação direta com a cabeça, apenas aguardando o momento correto de se deixar levar e explodir num “Oooooooh get up!”. Deixando as pernas, braços e quadris irem juntos, no meio de tanta gente desconhecida mas também incrivelmente alegres/eufóricas/chocadas/insanas/chorosas, que fizeram daqueles minutos essa experiência, de fato, inesquecíveis.

Eu mantenho essa memória muito viva, parece que eu saí de lá com uma tatuagem numa região especifica do cérebro pois é algo que eu sempre acabo precisando. Não foi por acaso que eu resolvi começar a falar do show por esse momento.


Esse é um texto que devo ter escrito há mais de 2 meses já, foi dia 24 de Março e uma das promessas que eu fiz quando saí das perdizes, foi que com certeza iria escrever sobre isso para o blog/zine mais sleaterzístico do pedaço, esse Cabeça Tédio. Mas as palavras não saíam. Então, ter lido a experiência da Puni me ajudou muito. Perceber as emoções dela descritas da maneira que estão, por também ter presenciado essa coisa mágica que é estar presente num show das Sleater-Kinney. Isso me inspirou a finalmente pôr meu relato pra fora. Assim como as sábias palavras de Carla me motivaram bastante.

E é por isso que eu volto a esse momento delas tocando "Get Up". Pois é uma das memórias que eu cultivo pra não deixar a tristeza se fazer muito confortável dentro de mim. E ah, como eu preciso de momentos assim! É reconfortante poder existir (dentre outras bandas, claro) esse S-K que pode promover isso. Me evitar enlouquecer em sofrimentos auto-depreciativos ou problemas despropositadamente desproporcionalizados. E o melhor de tudo, sabe qual é? A importância da banda e a relação que muitas pessoas também tem com ela! Não é só comigo, cada pessoa tem suas sensações e euforias revitalizadas, remexidas e saber disso é como respirar tranquilamente em um momento de paz.

Por favor não estranhe essa resenha de show baseada num instante congelado. Mas a minha experiência foi bem próxima a isso por ter uma relação especifica com a banda. Assim como cada uma tem a sua e eu tenho com outras bandas. Viva as nossas pessoalidades que se encontram por conta disso!

É impossível não passar por uma jornada paralela de pensar nas pessoas queridas, amigas que gostam da banda, com quem já conversei sobre, com quem já ouvi um som... pessoas que eu desejo muito que vejam elas ao vivo, porque todas merecem. As saudades que bateram... o fato de um dos meus melhores amigos ter visto o show delas antes no Canadá e ter naquele relato de whatsapp o ótimo sentimento que elas deixaram nele. Poxa, isso é Sleater-Kinney pra mim também! É um pouco do efeito que tiveram a minha vida. Né Carla? Quando a gente se conheceu foi uma das nossas primeiras conversas e cá estou eu, depois de ter visto o show, escrevendo sobre.


Ok, tem uma maneira mais prática aqui de descrever o show, que foi como eu me senti no final. Era muita ansiedade antes delas subirem ao palco e parecia que aquilo já durava dias. Quando, de repente, lá estavam Carrie, Corin, Janet e Katie com seus instrumentos encaixando música atrás de música... ah, como tocam! Pareciam que 30 segundos haviam se passado e elas já não estavam mais lá, as luzes se acenderam. Ai ai, foi muito rápido... (como na canção do Fragile Arm “...que vem forte, passa rápido e seca logo”).

Mas, me organizado um pouco melhor, a visão mais crítica do show consegue vir à tona. A banda de abertura, The Pins, foi bem bacana. Deu aquela refrescada ouvir musicas que eu nunca tinha ouvido antes. A baterista tinha uns trejeitos parecidos com os de outro dos meus melhores amigos (que também estava naquela mesma conversa de whatsapp), e me fez gostar ainda mais! Deu aquela marejada nos olhos. Elas todas cantavam numa dinâmica bem legal mesmo e deixaram a casa num clima muito do bom.

Então tá, era chegado o momento.
A felicidade se espalhava, os gritos e as palmas e pimba: lá foram elas a tocar. O set list estava bem baseado no último disco, o que não podia deixar de ser... e que belo disco, não?! É a fase delas e, como até já falamos isso em outros textos (aqui e aqui), a banda acaba se caracterizando e se diferenciando bastante pela fase de disco (pelo menos nessas nossas opiniões por aqui). Ao vivo não parecia diferente pois os sons que mais preenchiam eram mesmo os do No Cities To Love. Também porque ali a galera fez a tal lição de casa e cantava principalmente esses sons, acho que a bela surpresa que foi a volta+disco novo+shows deixou todo mundo empolgado pra caramba. 

Elas também tocaram bastantes sons do The Woods, que por ser um disco mais próximo a essa continuidade que estavam dando com a banda, eram outros que ressoavam bastante o ambiente inteiro, ficava um som cheião, rock mesmo, bandona!


A dinâmica do show funcionava mais ou menos assim: pra tocar os sons do No Cities To Love, a muito talentosa Katie Harkin (que toca na banda Sky Larkin) se juntava a elas, tocando ao lado de Janet a sua guitarra, e por vezes um tecladinho ou até uma percusão, preenchendo as músicas em alto estilo.

E quando ela saía do palco e deixava as três, era a hora que vinham os sons de antes do hiato. Os hits do nosso cotidiano. Nossa, e teve hits mesmo! Acho que por estar ouvindo muito o The Hot Rock na época, "Start Together" foi um som cabulosíssimo quando veio.

Mas não era isso que eu ia dizer. O meu comentário abalizado é que, sem dúvida, ir ao show das S-K teve aquele fator sonho realizado pois tava tudo lá! A bateria da Janet cheia de sorrisos e balançadinhas de cabeça, sempre direta ao ponto. A guitarra mais grave da Corin, que mesclam linhas de menos notas com seus riffs que combinam e destoam ao mesmo tempo dos riffzinhos mais agudos e caminhantes da Carrie. As dancinhas e jogos de perna invejáveis que só ela sabe! As trocas de olhares, os sorrisos confortáveis. As harmonias de vozes das três. O vocal da Carrie meio anasalado. E a Corin que, só ela, chega fazendo aquele agudo, aquela gritadinha, que vai la em cima e leva a gente junto! Nossa, nossa, show de Divas!

Outra coisa que deu pra notar bastante são as diferenças dos climas de discos. E como em alguns sons mais velhos, aquele estranhamento da individualidade de cada uma em seu instrumento se somando a uma mesma canção é sensorialmente forte! E causa essa novidade, a vontade pela empatia e auto-conhecimento, a busca. E ainda mantendo a unidade da mesma banda, deixando todas as pessoas ali confortáveis. Sim elas são Sleater-Kinney! Não há dúvidas, nunca haverá.


Na volta ao palco (o tal do encore) Corin volta só com o microfone com Katie na sua guitarra, cheia daquela malemolência, pra tocarem Gimmie Love. Um show à parte dela, muito a vontade só com o microfone, sem precisar da guitarra.

Durante o show eu fui invadido por muitos sentimentos e seria injusto também não expor que as músicas daquele jeito, ao vivo e na minha cara, me trouxeram muita reflexão e aquela busca do auto-conhecimento. Também, o pesar de erros e besteiras feitas e futuras, mesmo que por vezes não intencionais. Ou movidas reativamente por essa bagunça que é a cabeça e os pensamentos que nela habitam. Pois a banda faz, sim, lembrar de dias passados e pessoas que ficaram lá, ou pessoas que não se tem a mesma convivência (pelo motivo que for), mas que sabem que elas também tem, ou poderiam ter, as suas relações e momentos com a banda. E esse show é uma experiência que todas deveriam passar. Então é bom poder pôr os pés no chão e tentar seguir tentando compreender mais os erros e coisas passadas, relembrar bons e maus momentos nesse pretérito imperfeito. E nunca se esquecer dessas canções que já te fizeram sentir o que precisava ou o que pode precisar. E tem uma música que acho que me trouxe em especial pra isso também. 

Sim, elas tocaram "One More Hour"! E sim, foi lindo!

E eu vou me colocar esse limite de ficar lembrando e lembrando e comentando cada som e momentos que surgem em mente, se não isso nunca vai ser postado haha. Como um comentário final, acho que muito da magia do show foi por causa dos meus olhos mas eu tinha uma expectativa e ela foi excedida! Foi incrível pra mim! E isso conta alguma coisa, eu espero. Cada pessoa viu um show, tem gente que viu elas em outras cidades, tem gente que viu em outras épocas, tem gente que ainda vai ver. Os dias são diferentes, os lugares são diferentes, os climas são diferentes, as pessoas são diferentes.

“There are no cities, no cities to love
It's not the city, it's the weather we love!
There are no cities, no cities to love
It's not the weather, it's the nothing we love!
It's not the weather, it's the people we love!”