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domingo, 30 de agosto de 2015

Mixtape#16: Visibilidade Lésbica

Arte: Cabeça Tédio
No dia 29 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. É fundamental mostrar que as lésbicas existem, resistem, sofrem opressões específicas, são reais e incríveis. Especialmente em um mundo heterocapitalista como o nosso, é importante demais ouvir e celebrar músicas sapatãns que falam sobre crushs, alegrias, amores, tristezas e tudo mais que cabe numa música. Porque isso torna visível o amor entre mulheres e a cultura lésbica. Porque celebrar a resistência e a coragem de ser quem você é, é um ato afetivo, político e incrível de ser fiel a você mesma.

A melhor forma que encontrei para falar sobre a data foi fazendo a Mixtape#16: Visibilidade Lésbica que, obviamente, só tem músicas de bandas e artistas lésbicas. A nossa pauta é sempre divulgar bandas contraculturais feministas, queer e com mulheres. Por isso a capa da mixtape não podia ser outra: Team Dresch, fotografadas por Tammy Rae Carland, outra artista lésbica e feminista que tem como berço o Riot Grrrl.

Team Dresch é/foi uma banda formada por Donna Dresch, Kaia Wilson, Jody Bleyle e Melissa York em 1993. Elas são lésbicas e seus álbuns "Personal Best" e "Captain my Captain" são grandes referências no Queercore, assim como a própria banda.

Em 2013 o blog True Love convocou a Semana de Blogagem Coletiva pela Visibilidade Lésbica e Bissexual e rolaram posts muito bons, como este que fala sobre (in)visibilidades lésbicas na Literatura. O link do True Love está quebrado, mas esta semana o Imprensa Feminista postou muitos textos que recomendo que todxs leiam. Nos educando temos maior potencial para minimizar nossa lesbofobia e sermos pessoas menos babacas.

Alguns blogs celebram a data como dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual. Eu não mencionei a bissexualidade para invisibilizá-la, apenas preferi focar na visibilidade lésbica porque acho importante, por ser uma pauta diferente da bissexual e por existir também o Dia Internacional da Visibilidade Bissexual, que é dia 23/09. Ou seja, uma oportunidade para falar apenas sobre as bees.
Tentei criar uma playlist que fosse diversificada para mostrar variadas músicas, artistas e sentimentos. Por isso, além de selecionar bandas da cena punk/hardcore e independente, coloquei artistas como Ellen Oléria e Mary Lambert. Também me preocupei com a sonoridade da mixtape como um todo, por isso tentei encontrar uma unidade musical entre todas. 

Para quem gosta de uma sonoridade mais indie, tem a incrível Allison Weiss. As bandas propriamente ditas do punk/hardcore/queercore são Team Dresch, Longstocking, Songs for Moms, Little Lungs e Feral Future. Não resisti e tive que colocar uns sons mais pop feat bate cabelo com Gossip, The Butchies (num som remix), Uh Huh Her, Tegan and Sara, MEN e fecho a playlist com a calientíssima "Don't You Want It", de Lovers. Fazer mixtapes não é fácil e especialmente esta foi difícil, mas espero que alguém curta, que faça sentido pra você, que seja uma boa trilha sonora e que até mesmo te faça pensar naquela crush que até hoje você tenta entender o que foi. Ufa.

(Temos outras duas mixtapes sobre a comunidade LGBT: Stonewall Riots e Love Wins!)

Tracklist Mixtape #16: Visibilidade Lésbica

01. Ellen Oléria - Geminiana
02. Mary Lambert - She Keeps Me Warm
03. Allison Weiss - Fingers Crossed
04. Little Lungs - Loft Coffin
05. Longstocking - Goddess pt.4
06. Team Dresch - Take On Me
07. Songs For Moms - Coney Island
08. Gossip - Dangerr
09. Feral Future - Xoko
10. The Butchies - Disco
11. Uh Huh Her - Many Colours
12. Tegan and Sara - I Couldn't Be Your Friend
13. MEN - All The Way Thru

domingo, 28 de junho de 2015

Pra bater o cabelo Mixtape#15: Love Wins!

JD fucking Samson 

A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento homoafetivo em todos os estados do país, na sexta-feira, dia 26. Por isso, o Facebook criou o app "Celebrate Pride", que permite você deixar a sua foto de perfil com as cores do arco íris e a minha timeline inteira virou um arco íris e ainda está bem colorida. YAY!

Um gesto simbólico apenas, mas que pode renovar a simpatia de algumas pessoas pela humanidade, especialmente em tempos em que a bancada do Congresso é extremamente conservadora. Essas cores todas deram um quentinho muito bom por dentro! Lembrando que desde 2013, casais do mesmo sexo podem se casar no Brasil.

Claro, tudo não são flores, os EUA continua sendo um país imperialista e isso é sobre respeito e não sobre assimilação. A luta continua, com certeza, mas por aqui aproveito esse clima incrível de um momento histórico para fazer a Mixtapex#15: Love Wins!, só com destruidor les-bi-cha pra bater a cabela na buacthy. Vem botar a cara no sol!


Tracklist Mixtape #15: Love Wins!

01. Le Tigre - Dyke March 2001
02. Lovers - Boxer
03. Gravy Train - You Made Me Gay
04. Peaches - I U She
05. Chicks On Speed - For All The Boys In The World
06. Lesbians On Ecstasy - Summer Luv
07. Tegan and Sara - Closer
08. The Gossip - Men In Love
09. JD Samson & MEN - Who Am I To Feel So Free?
10. Gloria Gaynor - I Will Survive

Mixtape #15: Love Wins! - Download




domingo, 4 de janeiro de 2015

Mixtape#12: Melhores de 2014


Foto: Downtown Boys
Nada melhor do que começar o ano com uma nova mixtape! Foi a lista dos Melhores de 2014 que pautou a seleção da Mixtape #12: Melhores de 2014, que é justamente com as bandas da lista. Hardcore, lo-fizeira, eletropunk, pop punk: tem sons para todos os momentos na tracklist. Pode aumentar o som e chamar azamiga pra dançar!


Tracklist 

01. Hysterics - Outside In
02. Downtown Boys - Haz Algo
03. Trash No Star - How Are You
04. Fleabite - Maybe Call Me
05. MEN - Making Art
06. Sleater Kinney - Bury Our Friends
07. Lily Richeson - Fast or Slow
08. Parasol - At Bay
09. High Dive - Seventeen
10. Martha - Bubble In My Bloodstream
11. VYVYAN - That's Not The Way We Do Things Anymore

Mixtape #12: Melhores de 2014 - Download


sábado, 3 de janeiro de 2015

Retrospectiva: Melhores de 2014

Bandas, discos, clipes, banda revelação, melhor show: tudo girlcentric! 


Por Carla Duarte


Já passou da hora da nossa lista dos melhores de 2014! Eu e Nandolfo compartilhamos com vocês a nossa lista, que é o crème de la crême do que lemos, vimos e ouvimos, lançado no ano que passou. O formato da lista é igual a outra que fizemos: cada uma com suas categorias. O critério é o de sempre: produzido por mulheres (cis e trans), feminista, elegêbetêtêtê. Bora?! 









Melhor banda
Parasol (Boston, Massachusetts,EUA)

O álbum Not There, lançado em janeiro, me conquistou na primeira ouvida. Com um ritmo uniforme, o disco mantém a sonoridade da banda, com riffs abafados que se conectam com a bateria e dão espaço pros solinhos que casam com a voz da Lily harmonicamente. Quanto mais ouvi, mais gostei, e acho que deve ter sido o lançamento que mais ouvi no ano. Minha música preferida é "At Bay", a baladinha que toda vez que eu ouvia dava uma dançadinha. As músicas, o posicionamento político e as letras fofas: tudo me faz gostar desse álbum. Ouça já!



Melhor disco
"EP", High Dive (Bloomington, Indiana, EUA)


É uma das minhas bandas preferidas? Sim. Tem o Toby Foster? Sim. Se a Ginger Alford entrou para a banda nessa gravação? Com certeza. É por essas, e por outras já vou falar delas, que o EP lançado em setembro pela Yoyo Recs me ganhou. Além da Ginger (Good Luck), Richard Wehrenberg Jr também entrou para a banda, que deixou de ser um power trio para ter cinco pessoas. O grande diferencial do álbum é o vocal, que agora Toby compartilha com a Ginger, que também toca guitarra. A voz dela é foda, e deu muita vida para as músicas. Claro que esse disco não é ótimo por acaso, não dá para serem ruim músicas feitas por quem toca/va no Defiance, Ohio e Good Luck. Claro, os pianos do Richard também deram outra sonoridade, que nesse disco diminui a velocidade e a "crudeza" dos sons. O álbum tem apenas cinco canções, e Seventeen é a minha preferida por motivos de "And i am getting used to growing up / but i still believe in the same things that i did when i was seventeeeen". Cheia de amor, essa música descreveu onde me encontro e foi muito reconfortante nos dias em que as responsabilidades e o "crescer" pisaram na minha cabeça. Quando o que queria era voltar no tempo, só um pouquinho. Ouça o álbum e assista o clipe de Untouched.



Melhor clipe
Making Art, JD Samson & MEN (Nova Iorque, EUA)
Como eu sou punk, vou quebrar uma regra porque. Making Art, de JD Samson & MEN, foi lançado em outubro de 2013, mas recentemente não encontrei outro mais bacana que esse. Não é novidade que MEN lacra muito nos clipes. Um réptil maravilhoso que não sei o nome se souber me conta? é a primeira imagem, e no fundo JD canta "my friends are making art and i wanna", como quem mostra para a sua comunidade o quanto ela é incrível. Conceitual, o vídeo - que mostra o processo de construção de algo - me fez pensar em todas as minhas amigas que mudam o meu mundo com o que criam. A música é incrível e só reforça a qualidade da banda. Em 2013, foi lançado o último álbum do MEN, Labor.





Melhor show
Trash No Star no Mais Rock, Mais Bichos (show em Volta Redonda, banda do Rio de Janeiro)

Trash No Star é uma banda lo-fizeira, garageira, com sujeiras, distorções no talo e músicas curtas. O show delas foi tudo isso só que elevado até a décima potência. As músicas são fodas, o show tinha um clima ótimo, mas nada foi mais massa do que ver uma banda que toca com vontade e que está presente. Sem afetação, sem palhaçada e com muita simpatia. A cereja do bolo foi o cover de One More Our (Sleater Kinney) fiel à sonoridade da TNS, que destruiu tudo. Só sobrou muito suor e amor. Quando esse power trio do Rio de Janeiro tocar na sua cidade faça esse favor a você mesma: cole!
O último lançamento deles é "Stay Creep (No) Summer Hits", do ano passado. How are you?, Miss me e Misses Digger são as melhores (difícil escolher uma só).


Melhor vocalista
Stephie Crist (Hysterics)


Falo até umas horas de pop punk, mas meu coração bate forte, há anos, pelo hardcore punk. Foi assim que me meti nisso tudo, inclusive. Stephie Crist e seu vocal rasgado, gritadeiro e potente é bom desde sempre. Mas no EP Can't I Live? está ainda melhor, com seus gritos rasgados que embalam riffs, solos e deixam qualquer um com vontade de pogar. Lançado em 2014 pela M'Lady's Recs, não poderia deixar de falar do Hysterics, que representa as punks feministas no role hardcore punk. Please Sir é o som mais foda, e se ainda não ouviu, vemk.




Banda revelação
VYVYAN (Bloomington, Indiana, EUA)

Punk com pegadas pop, folk e uma pitadinha country. Um baixo que é uma lindeza e a pepita de ouro que é a voz da Garret Walters. Bastaram apenas quatro músicas para eu passar mal com VYVYAN, que é da terra em que banda boa parece ser uma regra. A sinceridade das letras junto com as músicas formam algo lindo demais. Queria ouvir um full lenght deles logo, mas enquanto isso não rola, a demo fica no repeat. Parece ser injusto dizer qual é a melhor música, mas a minha preferida é Saint Mary's River. Ouça!!




Zines de 2014 que recomendo
Bikini Kill, O Viés, XXX, Manzanna*, Ciborgue de Pele, Liturgia das Bruxas, Vênus e Gata Pirata


Bikini Kill, zine-homenagem com colagens e desenhos da Jessica Nakaema. Ela também faz O Viés, com Régis Bezerra. Esse é recheado de colagens fodas. Com cinco volumes de quadrinhos feitos por mulheres, impresso em gráfica e com qualidade profissa, indico o zine XXX, que marca o boom da cena dos fanzines de quadrinhos feito por minas. O zine de papel craft é da Manzanna, e tudo que li dela até hoje gostei bastante. Essa publicação tem  desenhos incríveis que retratam questões existenciais e misantrópicas. *O zine não tem nome, mas para identificá-lo citei o nome da autora.  Ciborgue de Pele, da Halina Gricha, é uma viagem pela saudade feita com a ajuda de Donna Haraway, que samba na cara da heteronormatividade. É cheio de coração. Liturgia das Bruxas e Vênus, são poderosos. A liturgia é uma profanação de sororidade, com desenhos em aquarela gatos demais. Vênus é sobre garotas que despertam a vontade de fazer coisas proibidas. Ambos feitos pela Desalineada (Aline Lemos), e você precisa comprá-los logo. O Gata Pirata, da Maiara Moreira, mistura desenhos e textos que falam sobre olhar para você mesma e se reconstruir. E sobre a importância da amizade entre mulheres nesse processo, é bem lindo. Não sei se ele é de 2014, mas entra para a lista mesmo assim. E se você me perguntar quais zines eu fiz em 2014 eu te digo: o Histérica #3 e o Ainda Não. E deixando um comentário você pode comprá-los ou fazemos uma troca.


Melhor música
Bury Our Friends (do álbum No Cities To Love, Sleater Kinney)
Essa foi a primeira música do Sleater Kinney divulgada após o hiato de 10 anos. Não preciso mais dizer porque é a melhor música, é apenas o primeiro som divulgado depois de uma década de não músicas de Janet, Corin e Carrie. Ouça, logo!!








Melhor banda 
Downtown Boys (Providence, Rohde Island) 

Quando ganhei a demo dels no meio do ano já tinha ouvido falar do entusiasmo em torno da banda. Afinal, é punk com saxsofone, né gente! Punk político e latino numa cena branca também política, mas que ainda parece ser separada. Shows fodas, interação público-banda, tudo aquilo que faz uma banda ser considerada a melhor do ano. E ainda não falei da Victoria Ruiz, vocalista da banda, que é encantadora e passa uma força enorme, pela vivência e pela forma como apresenta a banda. Há quem a considere a KH de hoje. Foda? Sim! E sim, é a melhor banda do ano, né! Ouça, ouça! 





Melhor disco
Courting Strong da banda Martha (Durham, UK)

É um disco de trajeto. O melhor disco de trajeto desse ano. Me acompanhou um semestre inteiro e assim consegui ouvir cada faixa como se deve. Tem balada, reefs poppunks, pianos na intro, tudo isso acompanhado de guitarrinhas sem distorção e vocais fodas da Naomi, JC, Daniel e Nathan (esses dois da ONSIND também). Esse é um disco que não perde o pique, músicas sobre amores queers, pessoal-político, um clima anarco e uma brisa pop daquelas que te faz sentir bem por ter uma relação mínima que seja com tudo isso. Disco ótimo pra ouvir numa viagem entre cidades, numa visita a uma amiga querida que te faz falta nos dias. Ouça aqui! 



Banda revelação
Fleabite (Boston, MA)
Gente, não é banda nova. Acho até que foi criada no final de 2013, por aí. Mas comecei a acompanhar com o lançamento da demo Over It, no primeiro semestre desse ano. Grunge, punk, pop, distorção e gatxs. Misturinha ótima, que me fez voltar a ouvir música com distorção nas alturas depois de ter abraçado as guitarras suaves.  A banda é de Boston e fazem parte a Chelsea, Ali (da Tomboy e Springsteen) e Vick (da Peeple Watchin e Parasol S2!!). Mas pelo que li a Vick saiu, por ter mudado de cidade. Enfim, melhor novidade pra mim que espero virar melhor banda. Ouça!! 




Melhor projeto solo
Lily Richeson 
(Boston, Massachusetts,EUA)
 
Passei um bom tempo da minha vida ouvindo música feita apenas com guitarra, voz e sentimento. É o tipo de música que explora mais que a sonoridade, notas e melodias. Eu aprendi muito de mim com a energia que a música feita com alma passa e sempre quando ouço o projeto solo da Lily Richeson me volto a mim e a uma parte da minha vida. Reverb, coração e o peso de uma vida estão aqui. Recomendo muito! Ouça.



Zine de 2014 que recomendo
Sentidos Transmutados em Textos (de Bianca Amorim, Serra, Espírito Santo, Brasil)


Esse ano passou com poucos zines por aqui, não consegui acompanhar um sequer, nem mesmo procurar por novos. Mas no finalzinho do ano recebi um que me encantou, muito por eu ter estado “por perto” enquanto estava sendo feito. Sentidos transmutados em textos é um zine de poemas/inquietações feito pela Bianca Amorim, no melhor estilo zine punk. Corta e cola muito bom, gosto do jeito como foram feitas as colagens. E ler as impressões que o mundo deixa nela me faz pensar nas minhas próprias, de uma forma bem amiga. Ela escreve de uma forma única, sempre digo que há uma identidade muito boa ali. Nunca acompanhei um zine nesse formato, mas não vejo a hora do número dois sair. Para saber um pouco mais é só escrever pra ela: sentidostransmutadosemtextos@hotmail.com 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ilustradora retrata cinco ícones do punk feminista em seu trabalho

Sara Stode deixou Poly Styrene, Beth Ditto, Carrie Brownstein, JD Samson e Kathleen Hanna ainda mais incríveis






A artista Sara Stode esparramou amor punk feminista pelas tintas e colocou no seu traço artistas que nós gostamos demais, como Beth Ditto (acima) que aparece em um vestido arrasante no apropriado tom de lilás. As ilustrações da artista nasceram em parceira com o blog sueco Grrrl Collection, que, durante cinco semanas, publicou os desenhos de Stode com textos sobre as divas.





Em breve, o Grrrl Collection publicará uma entrevista com Sara Stode, falando sobre seu trabalho e carreira. Ainda, o blog vai vender uma edição limitada de desenhos para apoiar a artista. Muito bacan, né? Acima, Poly Styrene, vocalista da banda inglesa Xray SpeX, que faleceu em abril de 2011. Os versos mais-que-famosos "Oh Bondage, Up Yours" foram cantados por ela.




Nossa libriana preferida, a.k.a Carrie Brownstein, também foi retratada por Stode. Aliás, nós homenageamos a Carrie esses dias, por conta do aniversário dela. Não viu? Vem aqui então. 




Le Tigre e MEN. É de lá que você conhece o super rosto de JD Samson, que em breve vai lançar o ep Labor. A última música que foi divulgada do álbum é "Making Art", mas não deixe de ouvir a romantiquinha e fofa "All The Way Thru".



E poxa, mais figurinha carimbada do que Kathleen Hanna não tem, né? Sorte a nossa e dos nossos olhos essa parceria do Grrrl Colection e da Sara Stode, né?

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MEN vai lançar Labor, seu novo álbum e divulga a romântica "All The Way Thru"

JD Samson, líder do MEN, anuncia lançamento de novo álbum e EP e libera stream do single



MEN, projeto musical solo de JD Samson (Le Tigre), vai lançar em outubro seu novo álbum, Labor. E, para dar um gostinho para todas nós, hoje foi divulgada a música "All The Way Thru" um dos sons do disco. E como sempre, é pra dançar, só que dessa vez com parzinho. A música foi feita em parceria com o produtor francês Yuksek.

Além de Labor, a banda já divulgou que ainda em agosto lançara um EP, que incluirá um pop mix de Alex Soares (Cobra Starship), e 3 remixes de "All THe Way Thru", feitos por Lauren Flax, Eli Escobar e W. Jeremy.

O primeiro full length da banda, Talk About Body, foi lançado em 2011, e você pode baixar ele aqui. Para saber mais sobre MEN, aqui.

sábado, 23 de março de 2013

Le Tigre - From the Desk of Mr.Lady (editado)

Depois de um considerável tempo sem atualizações, voltamos e pensamos em algo bacana para dividir com vocês. Upamos o "From the Desk of Mr.Lady" que é um EP do Le Tigre, com sete músicas, lançado em janeiro de 2001 pelo selo Mr.Lady Records. Com uma mesinha e um computador, flores e café espalhado pelos cantos, a arte do EP já fala um pouco sobre sua sonoridade lo-fizística. 

(Me disseram que o link para download não estava funcionando, eu então upei novamente, e comecei a editar o post. No meio de uma série de ctrlz perdi o post. Tentei de várias formas recuperar o dito cujo, mas foi em vão. Mas vamos lá, vou escrever este post, de novo, e torcer para que os links funcionem, as pessoas façam o download, ouçam, sejam felizes, dançem, ganhem na mega sena, etc e tal). 

Olha ele aí
O som do "From the Desk", para mim, é o menos característico do Le Tigre. Não é aquele som cheio e com várias variações e para dançar, como o Self Titled de 1999 (que ainda tinha Sadie Benning na banda), e não chega a ser aquela animação toda que é o Feminist Sweepstakes, de outubro de 2001 (o EP é de janeiro). O "From the Desk" talvez tenha um pouco menos de energia, se o compararmos com as músicas que foram feitas antes e depois dele, mas não é sempre que estamos nos sentindo como um raio de sol e vendendo motivação. E claro que eu digo que o ele tem "menos energia" em um contexto de energia Le Tigreana, ou  seja, ainda é animado, porque né, acho que todos os sons delas são animados.
O "Da mesa da senhorita moça" tem canções ótimas, e alguns clássicos, como,
Get Off the Internet, Mediocrity Rules e All That Glitters.

Li uma resenha meio dura a esse EP, que resumia o Le Tigre à Kathleen Hanna, além de comparar Bikini Kill e Le Tigre. É injusto resumir o Le Tigre ao trabalho de Kathleen Hanna, é injusto com Johanna Fateman, JD Samson e Sadie Benning, que fazem/faziam parte da banda.
É errado comparar Le Tigre e Bikini Kill. As bandas foram criadas em épocas diferentes, cidades diferentes, por pessoas diferentes. Uma, queria que sua mensagem chegasse ao máximo de pessoas possíveis, queria criar uma música que fosse divertida, dançante e politizada. A outra, estava conquistando com mãos, empurrões e zines espaço para que garotas e dykes conseguissem o mínimo de estrutura para habitar o punk dos anos 90 de Olímpia.

No LT elas criavam conscientemente arte feminista, e se apropriando de técnicas (música eletrônica) para tal. No BK elas travavam uma pequena guerra a cada show, sempre que chamavam as meninas para frente (lembrando que em alguns locais isso acontece até hoje). Então, é por essas e por outras que acho injusto e errado comparar as bandas e resumi-las a Kathleen Hanna. Os links para download estão ali embaixo, se joga.

KH + JS + JF + Fofinho = amor

TracklistFrom the Desk of Mr.Lady (EP) 
01. Get Off the Internet
02. Bang! Bang!
03. They Want us to Make a Symphony Out of the Sound of Women Swalling their Own Tongs
04.Yr Critique
05. Gone b4 Yr Home
06.Mediocrity Rules
07. All that Glitters (remix by Rachel Kozak)


sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de março + Spitboy

Ok. Hoje é o dia de ouvir abobrinhas, desinformações e toda aquele discurso terrível que rola no dia internacional da mulher. Tem um tumblr que foi criado pensando no 8 de março, que justamente postam várias fotos que representam tudo que NÃO É sobre essa data. Um exemplo que ilustra bem o asco que tenho por (boa parte dos) publicitários (que só reforçam o patriarcado, status quo e muito do que faz mal as mulheres) é essa campanha publicitária feita pela prefeitura (sim, prefeitura) de Porto Alegre.

"Só uma mulher sabe o que é perder a chave dentro da bolsa"
                    
Claro que só uma mulher sabe o que é perder a chave na bolsa né? Além de serem as únicas feitas para o cuidado e para lavar pratos, são as únicas feitas para perder chaves. Homens, esses seres abençoados e sagrados não passam por esse tipo de situação segunda. Mas, pelo menos essa escrotidão não ficou sem resposta. A ONG SOMOS fez sua própria versão do cartaz:


Apesar disso tudo, a gente continua, né? Como eu acredito que o pessoal é político reproduzo aqui meu textinho, em primeira pessoa, sobre a data.

Não quero florzinha, aperto de mão e esse papo furado todo. Hoje, pra mim, é dia de lembrar do salário menor, dos idiotas machistas, dos agressores, do feminicídio, das mulheres pobres que morrem por não ter acesso ao aborto seguro, dos publicitários incompetentes, dos almoços em família em que nenhum homem lava um copo, da lesbofobia que machuca, fere e mata e da discriminação que os,as,xs transsexuais sofrem.

É dia de lembrar que esse dia existe não porque as mulheres são ótimas porque se submetem a jornada tripla de trabalho, e sim porque é um dia de luta, que marca reivindicações para uma vida menos sofrida.

Enfim, é dia de ouvir Spitboy e Bikini Kill, ler Solanas para dar aquela animada, é dia de odiar o status quo, vários homens e o patriarcado. E é dia de dizer para as feministas: continuem, vocês são importantes, inteligentes, criativas e tem o maior senso de sobrevivência do universo. Continuem, continuem. 

Pras que lembram mais dores do que do papo furado fiquem com super gate JD Samson



Agora, como diz o Marcelo, a parte musicaaaal!

Para animar a data com um as anarca feminista vamas ouvir Spitboy (se você nunca ouviu, aqui)? Elas são de São Francisco, Califórnia, e tocaram de 1990 a 1995, mais ou menos, e com uma agressividade bem boa criticavam o patriarcado e as regras de gênero. Lançaram 6 álbuns, entre eles um split com Los Crudos (que está tocando em São Paulo este fim de semana).

Nhac, nhac né?
Encontrei boa parte da discografia delas já upada (pelo StayxFemale) e compartilho aqui. Só dois álbuns (o Rasana 7", de 1995 e o The Spitboy de 1995 que não estão aqui no post para download), valeu stayxfemale!

       
E para fechar o post, reproduzo o FAQ do 8 de março, escrito por Cely Couto, onde ela tira dúvidas sobre a data. É bacana porque tem vários argumentos e posicionamentos que talvez não se enxergue com tanta clareza. 

Por Cely Couto

O Dia internacional das Mulheres está chegando e tem atividades feministas pra todo lado, mas muito comentário/piadinha sexistas e misóginos também. E tem desinformação, e tem perseguição, e tem aquele monte de cara chato que te dá parabéns ironicamente (ou não) e acaba com o seu dia. Aqui vai uma pequena contribuição, pelo menos pra colocar em pauta a discussão sobre a data. 

Por que não tem o dia do homem?Porque é uma data "comemorativa" com uma função específica: fixar no calendário a memória de luta das mulheres. Isso porque existe uma longa trajetória de esforços para que as mulheres pudessem ter seus direitos mais básicos reconhecidos. Basta pensar que há poucos anos éramos consideradas propriedades de pais e maridos, economicamente dependentes e nossa única função social era reproduzir e cuidar da família, sujeitas a todo tipo de violência por nossa condição subordinada. Muitos grupos tem um longo histórico de luta pelo seu reconhecimento, mas com certeza os homens não enfrentaram nenhuma discriminação com base no seu gênero, por se tratar simplesmente do gênero dominante que sempre oprimiu "a outra metade" do mundo. O patriarcado manteve os homens em posição de autoridade, dominando a política e as ciências, detendo todo o conhecimento e restringindo o acesso das mulheres à esfera pública, é mais do que suficiente para relembrarmos aquelas que batalharam pelos seus direitos mínimos. Ainda temos muito trabalho pela frente em busca da igualdade, mas nada mais justo do que uma data que celebre as conquistas das mulheres e coloque o feminismo em discussão. Um dia do homem, como foco na sua condição de gênero, não faria nenhum sentido e seria inclusive uma afronta às mulheres que resistiram à dominação masculina, já que eles sempre contaram com privilégios sociais e nunca sentiram na pele o estigma do "segundo sexo" - pelo contrário, se posicionaram contra a libertação feminina.  


Mas porque tem que ter um dia específico pra isso?
Uma data comemorativa é mais uma estratégia de ação afirmativa, ou seja, faz parte das políticas públicas que garantem direitos a grupos minoritários, historicamente discriminados, em busca de igualdade social. Nesse caso, é fixada uma data que relembra um evento histórico representativo para a luta das mulheres, com o objetivo de resgatar sua trajetória e avaliar o quanto avançamos ou regredimos. É uma estratégia questionável? Sim, até porque hoje nós vemos a apropriação comercial de todas essas datas, é mais fácil encontrar artigos sobre lucrar mais no Dia da Mulher do que sobre o real significado da data. Mas isso não anula a importância da discussão e nos incentiva a retomar o sentido original do 8 de Março. Particularmente, eu prefiro encarar como mais uma oportunidade de tornar a questão pública e reacender o debate, sempre ciente de que corremos o risco de restringir a visibilidade para um único dia no ano, como se fosse pra cumprir agenda de movimento. Por isso a necessidade de insistir no tema durante todo o ano, se possível deslocando comemorações do tipo também para outras datas.


Mas a mulherada só quer saber de ganhar presente, não acha?
Infelizmente, no geral, é só mais uma data apropriada pela lógica capitalista, isso não é novidade pra ninguém. Existe o 8 de Março no que ele realmente respresenta, que está restrito muitas vezes ao pessoal dos movimentos sociais ou envolvido em algum nível com política, e o 8 de Março do senso comum. Obviamente é esse último que interessa na sociedade de consumo, até porque a história real do 8 de Março é anti-capitalista! Nada como transformar a memória de luta pela libertação das mulheres em uma oportunidade de vendas, mas isso não é exclusividade dessa data, absolutamente TUDO será engolido por isso nesse contexto. E as últimas culpadas por isso são as mulheres que querem ganhar seu presentinho, que enxergam isso como uma gentileza e recebem todas as felicitações por cumprirem seu papel feminino na sociedade - em uma data que, VEJA BEM, deveria contestar o papel feminino. Cabe a nós, pessoas preocupadxs com as desigualdades sociais, retomar a verdadeira função dessa data e combater a apropriação do capital, embora essa luta seja muito maior e esteja ligada a todas as perspectivas de uma realidade diferente. 


Qual o problema em dar parabéns, entregar a rosa ou um presente?
Parabéns pelo que, presente pelo que? Essa é a grande questão. Claro que a gente não quer reforçar essa ideia de transformar uma data que é referência de luta em uma comemoração a nível pessoal, mas muito além disso, o significado dessas felicitações é problemático porque vai na CONTRAMÃO da proposta. Não se trata de "Parabéns pela trajetória de luta dos movimentos de mulheres, que você continue em frente pelos seus direitos!", isso seria um cenário razoável, mas o que acontece de verdade é o contrário: felicitam as mulheres pelo seu papel atual na sociedade, que ainda é extremamente desigual. Parabenizam a gente por corresponder a uma ideia engessada do que é ser mulher: bonitas, sensíveis, boas mães e esposas... até os famigerados "independente e batalhadora" estão ligados a uma ideia de jornada tripla, da mulher que se mata pra cumprir uma jornada de trabalho fora e ainda cuidar da casa e dos filhos, sem divisão justa de tarefas, o que é considerado ideal hoje em dia. Apelam para o estereótipo mais tosco de feminilidade, reforçam os papéis de gênero que nos limitam, nos colocam como apaixonadas, dedicadas à família, lindas e sedutoras, a mesma porcaria de sempre. É interessante pra qualquer umx que esteja comprometidx com o fim do sexismo que não felicite as mulheres pelo papel que elas alcançaram, mas pela luta feminista que é mais atual do que nunca e necessária. 


Mas ainda é necessário relembrar e prosseguir com a luta feminista?
Violência contra a mulher, divisão sexual do trabalho, precarização do trabalho feminino, criminalização do aborto, jornada tripla, disparidade salarial, tráfico sexual, ditadura da beleza... não são poucas as demandas que o feminismo ainda tem como desafio atualmente. Avançamos muito, mas ainda estamos longe da igualdade social de fato, que está interligada com outras lutas. O 8 de Março coloca em pauta todas essas questões, porque mais importante do que parabenizar pelas conquistas é ter um olhar crítico sobre elas, a quem beneficiaram, qual direção estamos tomando, quais serão as próximas estratégias. Como a própria data se origina entre as mulheres trabalhadoras, para mim, atualmente, é o momento de repensar o formato institucionalizado que o feminismo vem tomando e pegar firme na questão de classe, chegar onde realmente importa. Um bom sinal de que o feminismo é mais necessário do que nunca são essas mensagens incríveis de Dia das Mulheres nos resumindo a "presentes da natureza, pura ternura, lindas florzinhas", isso porque a data é em memória de mulheres combativas, independentes e insurgentes - as trabalhadoras de Petrogrado. 


E essa história de Petrogrado? Qual a origem do 8 de Março, afinal?
A grande polêmica é que a história das trabalhadoras queimadas dentro da fábrica nos EUA, durante a greve, pode ser um mito. Eu, particularmente, dou crédito à versão da Renée Cote, que escreveu "O dia Internacional da Mulher - Os verdadeiros fatos e datas das misteriosas origens do 8 de março" (1984). Ela nunca encontrou evidências dessa greve, na verdade, houve uma mistura de fatos que geraram um mito, e a verdadeira origem do 8 de Março ocorreu entre as mulheres socialistas. Com a queda da URSS, foi politicamente mais interessante retomar a versão das operárias americanas do que dar o crédito às russas, assim a ONU e a UNESCO consolidaram o mito do 8 de março. A versão que eu acredito é a de que, em 8 de março de 1917, na Rússia, houve uma greve espontânea de tecelãs e costureiras de Petrogrado, que saíram às ruas pedindo pão e paz e contrariando a decisão do partido. Essa manifestação foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa, como Kollontai escreve: "O dia das operárias, 8 de Março, foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução”. Em 1921, na Conferência das Mulheres Comunistas, a data foi unificada como Dia Internacional das Operárias e mais tarde espalhada como comemoração da luta das mulheres pela 3ª Internacional. Desmistificar o mito do 8 de março não desvaloriza seu significado histórico, até porque as greves das operárias americanas ocorreram em vários períodos e merecem ser lembradas, na verdade a retomada da história verdadeira enriquece ainda mais o sentido dessa data, trazendo à tona o fato: o 8 de março nasceu das mulheres socialistas! E isso quer dizer que a luta das mulheres está diretamente ligada à luta contra todo tipo de exploração, que o 8 de março é libertário e que é, acima de tudo, o dia da mulher trabalhadora. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Links quebrados + download de MEN, "Talk About Body"

Alguns links que disponibilizamos para download estão quebrados. Me avisaram que o MEN e Gossip não estão funcionando, mas ainda não parei para buscar um a um que estão. Se você viu que há algum quebrado nos avise pelos comentários, por favor, e na medida do possível, vamos ajeitando isso.

É chato, mas acontece
A ideia do blog nem era tanto ser um blog para downloads, e mais para comentar/resenhar, mas acabou que isso foi mudando com o tempo. Por isso, alguns links que disponibilizamos para download no blog são upados por nós, outros, encontramos na internet, e sempre avisamos quando é upado por nós ou quando encontramos.

Mas, enfim, upamos o primeiro álbum de MEN - projeto paralelo de JD Samson, eletrofeminista pra dançar - "Talk About Body", que é um pouco chatinho de encontrar para download. Todas agradece ao Luan, que foi quem baixou no slsk e passou pra nós. Download aqui.

JD Samson não curte link quebrado

sábado, 24 de novembro de 2012

JD Samson & MEN, e várias indicações de vídeos

Nos últimos posts falei sobre música eletrônica feminista - Le Tigre, Le Tigre² e Visiona (e claro, se falarmos sobre música dançável nem precisamos citar Gossip, né? - e hoje estava aqui, ouvindo MEN, e me dei conta que dei o mole gigante de não ter os citado em nenhum momento. Não pela qualidade da crítica ou da música delas, é ótimo. Talvez tenha esquecido por não ouvir tanto, porque sempre to ouvindo mais coisa barulhenta do que coisa dançante. Mas enfim, MEN já tinha sido postado aqui antes.

Foto: tumblr
É fato que elxs estão produzindo um novo disco, chamado "Next", que terá 17 músicas e será lançado no inverno/primavera norte americano. Para compensar o esquecimento de antes, selecionei alguns videos legais da banda, fugindo (tentando) dos clipes e de outros materiais mais "óbvios".

É tanta elegância que fica até difícil escolher outra foto.. Foto - Tiff @ Shows
Make Him Pay - essa música é do segundo álbum do MEN, "Next", que ainda está em fase de produção. Vamos combinar que "make him pay" por si só já soa muito agradável. Isso somada a voz de JD e ao clipe, fica melhor ainda. O video foi produzido este ano e é dirigido por Tyler Jensen.

E quando lemos a letra, só sobram mais corações pra JD:

"you don't know you don't know you don't know what I am
and if I don't kiss you ass you think I'm biting your hand
not gonna ask for your permission just to live in my skin
pretend to play a game that I can never win"

"você não sabe, você não sabe, você não sabe o que eu sou
e se eu não pagar pau pra você, você acha que estou mordendo sua mão
não vou pedir permissão para apenas viver na minha pele
e fingir jogar um jogo que nunca posso vencer"



Let Them Out or Let Me In - música que JD fez em solidariedade ao Pussy Riot. O Video - que é demais e complemente muito a música - foi feito por Tyler Jenson. Muito bom!



Entrevista com JD Samson para o NoiseVox, onde elx fala sobre a relação entre letra de música e música dançante, sobre a indústria musical e etc. Nesse link só tem um trecho da entrevista, para ver toda é necessário acessar o site do NoiseVox.



What's in my bag - pra quem gosta de saber que músicas quem faz música ouve



MEN @ May Day March, dia 1o de Maio deste ano, muito bom, e elas tocam "Make Him Pay".



(e pra fechar!) MEN @ Madison - 2009 - um show da banda em alta qualidade e com várias músicas. Pra dar o play e dançar enquanto arruma a casa.

domingo, 1 de janeiro de 2012

MEN lança seu primeiro álbum, Talk About Body

Post Atualizado em 11 de fevereiro de 2013. O link para download estava quebrado, upamos de novo, agora está ok.


Foto por Allison Michael Orenstein, retirada do myspace

Em fevereiro de 2011 - vá, não faz tanto tempo assim... - o MEN, projeto liderado pela Le Tigre JD Samson lançava seu primeiro álbum, Talk About Body. Fui conhecer o projeto não faz muito tempo, meses depois da passagem da banda pelo Brasil. Nessa entrevista elx fala, inclusive, sobre bandas brasileiras que conhece -  Bonde do Role e Cansei de Ser Sexy - e da produção do Talk About Body. Tem tipo assim fááárias pessoas envolvidas e tocando, e o projeto existe desde 2007, mas só quatro anos de ter começado a tocar a banda lançou seu primeiro álbum.

Capa do primeiro álbum da banda


Ainda não ouvi o álbum inteiro, mas pelo que ouvi é aquele som dançante, pra bater cabelo. E já rolam alguns clipes de algumas músicas, como o de Off Our Backs e Who Am I To Feel So Free.

Download - Men - Talk About Body