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sábado, 21 de setembro de 2013

Free To Fight - Self Defense For Women And Girls (1995)

"Free To Fight - Self Defense For Women And Girls" é uma compilação lançada em 1995 pelos selos independentes Candy Ass,  de Jody Bleyle,  e Chainsaw Recordsde Donna Dresch. Ambas fundaram e tocam até hoje no Team Dresch, importante banda de queercore/riot grrrl. A compilação foi é um álbum duplo, lançado em LP e CD, que acompanha um livreto de 75 páginas que contém textos, histórias em quadrinhos feitos por várias pessoas diferentes. 

Free To Fight #1 (1996) split do Sleater Kinney e Chyper in the Snow

O mais importante dessa compilação não é a música, e sim o objetivo do projeto que é falar sobre defesa pessoal para mulheres e garotas. As tracks musicais são intercaladas por spoken words (um texto lido) em que as participantes do álbum falam sobre suas experiências de abuso, ensinam como dar um soco e desabafam. A compilação tem 25 músicas de 15 bandas diferentes - formadas apenas por mulheres - e 13 tracks de spoken word/relatos, totalizando 28 faixas.

Trata-se de uma abordagem interessante para discutir o assunto, e para mim, muito poderosa. Ouvir relatos, ouvir outras mulheres te dando dicas de como se defender de situações de violência, e como sair delas é empoderador quando não se recebe apoio de outras pessoas. E é empoderador também quando se recebe, é uma forma de lembrarmos que o problema é a cultura do estupro e suas consequências, e que para vivermos minimamente bem devemos nos cuidar, tanto psicologicamente quanto da saúde. 

Acionadores (trigger warning) - as músicas, spoken words e as estratégias de auto defesa podem ser acionadoras para sobreviventes de violência.


Música, música, música


15 bandas participam da compilação, que traz nomes conhecidos como, Team Dresch, Fifth Column, Heavens to Betsy e Excuse Seventeen. Tem várias outras que não conheço, e alguns projetos solos. Em 1996, um ano depois do material ser lançado, o objetivo do Candy Ass era continuar lançado splits do Free To Fight. Isso aconteceu, gerando o Free To Fight #1 (imagem acima), um split 7" do Sleater Kinney e Cypher in the Snow. O disquinho tinha "Big Big Lights", do melhor trio do mundo, e "Blame The Victim", do Cypher in the Snow.

Disponibilizamos abaixo o Free To Fight - Self Defense For Women And Girls com algumas páginas do livreto.

Free To Fight - Self Defense For Women And Girls

Tracklist (em negrito o nome das bandas, spoken words e estratégias de auto defesa)

01. Sarah Rides the Greyhound (spoken word)
02. Monster Snack – The Third Sex
03. Definition of Self Defense (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
04. Song for Anne Bannon – Team Dresch
05. Sleep’n wit’ the Enemy – Mizzery
06. Violence is Violence (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
07. Killing Your Clone is Still Murder – Sue P. Fox
08. Carnation Red – Rebecca Gates
09. Body Language (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
10. Don’t – Fifth Column
11. Yelling (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
12. Real Defense – 151
13. Make a Scene (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
14. The Martyr – Containe
15. Assertiveness Practice (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
16. New Terror Story – Nikki, Jen, Rueben
17. St. What’s Her Name – The Lois
18. Alice’s Story (spoken word)
19. Primary Targets (self defense strategy - 
estratégia de auto defesa)
20. Target Practice (self defense strategy/song - 
estratégia de auto defesa/música)
21. Striking (self defense strategy - estratégia de auto defesa)
22. Disgracias – Cheesecake
23. Laura Sister Nobody Crosses the Street - (spoken word)
24. Daddy’s Crazy – Azteca X
25. Get Out of My Head – Heaven’s to Betsy
26. Sylvia Gets Fancy (spoken word)
27. Forever Fired – Excuse Seventeen
28. Lucky One – Nikki McClure 


Free To Fight - Self Defense For Women And Girls - Download 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

VA: Move Into the Villa Villakula (1994)

Ou: como ouvi músicas do Sleater Kinney e da Kaia que ainda não conhecia

Esses dias baixei uma compilação de várias artistas chamada Move Into the Villa Villakula. Nela há a música "write me back fucker" e "you ain't it", do Sleater Kinney, e pelo que a minha memória esquisita se lembra, eu ainda não as conhecia. E em que mundo conhecer uma música que ainda não conhecia do SK é ruim, não é mesmo? Em nenhum. E é por esse motivo que upei a VA, para que outras SKzêras tenham um pouco de felicidadesleater.

Descobri que só Sleater Kinney faz com que o Mama fale palavrão. Posso contar as poucas vezes que ouvi ele falando, e depois de ouvir as duas músicas que eu citei ali em cima, ele involuntariamente (palavras dele), soltou um "porra". Quer dizer, alguma coisa essas duas músicas semi desconhecidas tem. 

Para fotos coloridas do encarte veja aqui
Sleater Kinney não é a única banda da compilação. Há duas músicas - Peyton vs. Your Boyfriend e Off - do projeto solo de Kaia (Team Dresch, The Butchies), onde ela toca violão e canta. As letras expressam uma tristeza e cansaço que somadas ao violão dão vontade de passar um longo tempo no quarto se recuperando (ou cuidando) das consequências das interações com outras pessoas. Quando ouvi pela primeira vez a compilação foram as músicas que mais gostei. Talvez ainda sejam, depende do dia que se ouve. No soundcloud de Kaia Wilson tem músicas novas.

Pesquisando encontrei este site em que a dona do selo que lançou essa compilação - que se chama Villa Villakula - conta como nasceu o selo e essa VA. Não sei o nome da dona do selo e nem tenho muitas informações sobre. Alguém tem?

Tattle Tale
Mas, voltando a falar das bandas da compilação, são 10 artistas que participam dela. Tem spoken word (onde a pessoa lê um texto, ou fala alguma coisa, ao invés tocar um instrumento e cantar) de Eileen Myles, e pelo título das canções da para se preparar para as falas. Tem Tattle Tale, que são duas garotas na voz e violão, com vocais alternados, muito bom. É o tipo de banda que entra pro meu bloquinho de "procurar mais informações sobre".

Seguindo, tem Rubby Falls, que é uma banda não acústica com músicas mais arrastadinhas (mas sem tanto peso), com várias distorções e solos. Azalia Snail tem uma música instrumental e outra com vocais alternados, dessas bonitinhas que grudam em você. Led Byrd segue no instrumental, Kore faz uma música mais lenta, Denise Monahan faz uma música que em alguns momentos até parece spoken word, pelo seu ritmo. E a compilação termina com duas músicas de DQE, que é mais uma garota fazendo música acústica, e para mim a compilação não poderia ter terminado de um jeito mais legal. 

Tracklist VA: Move Into the Villa Villakula
01. Sleater-Kinney – You Ain’t It
02. Sleater-Kinney – Write Me Back Fucker
03. Sleater-Kinney – More Than A Feeling
04. Kaia – Peyton vs. Your Boyfriend
05. Kaia – Off
06. Eileen Myles – Memorial
07. Eileen Myles – I Always Put My Pussy
08. Eileen Myles – Warrior
09. Eileen Myles – Rape
10. Eileen Myles – Debate With A Glove
11. Tattle Tale – Take 10
12. Tattle Tale – Erica
13. Ruby Falls – Spanish Olive
14. Ruby Falls – The Way of Colleen
15. Azalia Snail – Possibly
16. Azalia Snail – Vitriolic Feeling
17. Led Byrd (members of Helium) – Fantastic Castle
18. Kore – Embrace
19. Kore – Cry
20. Denise Monahan – Miss Unknown
21. DQE – Knoxville Girl
22. DQE – Treat Her

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

VA - Riot Grrrl is Not Dead nº01

Quase um mês sem postar aqui, mas não abandonei. O titulo do post é o nome de uma coletânea organizada pelo Riot Grrrl Berlim, lançada dia 19 de dezembro, e traz mais de 50 bandas de garotas que estão na ativa, de várias partes do mundo. Cada banda participa da coletânea com uma música.

Arte: Jenny Eckermann

Na coleta Riot Grrrl is not Dead, representando o Brasil há o Dominatrix, que participou com a música 'Die die'. Segundo a postagem delas no tumblr é do Brasil também Marina Faé feat. Cine Mad in Chaos que toca a música Another Room, que não conheço. O mais foda dessa coletêna é conhecer uma pá de banda nova de vários cantos do mundo, como Ex-Best Friends da Alemanha, Gretel's Revenge da Itália, Dead by Pregnancy de Portugal, passando pelo The Mullettes do México, Hissyfit da Nova Zelândia,  Squab dos Estados Unidos  e Seahags do Canada. Para que quiser ajudar a divulgar pelo facebook!

Pra baixar no rapidshare e no torrent.

For english and deutsch translation read here! 



CONVOCATÓRIA PARA V/A - RIOT GRRRL IS NOT DEAD Nº 2

Elas já estão se organizando para fazer a VA - Riot Grrrl is Not Dead nº2, que já tem deadline: 15 de fevereiro de 2012. Bandas que quiserem participar tem que ter pelo menos 50% de garotas tocando instrumentos. Se liguem: vocês devem enviar UMA música da sua banda para riotgrrrlberlin@gmail.com, junto com as seguintes informações:

Nome da banda, uma música da banda, seu país de origem e dois links da banda (pode ser do myspace, facebook..). Você só pode enviar música da sua própria banda. Se achar que a banda da amigue tem a ver com a compilação fala pra amigue mandar.

Segundo as informações que elas divulgaram, não importa o estilo da música, se é profissional ou não (e elas aceitam covers) mas é claro que não será aceito conteúdo sexista, homo/transfóbico, racista e todas essas merdas (não sei porque ainda me dou o trabalho de listar).

A Riot Grrrl Berlim não está procurando, para a compilação, bandas compostas por homens CIS* (pessoa que tem a identidade de gênero em concordancia com seu aparato genital onde seu comportamento reflete o que é socialmente aceitável) com uma garota no vocal. Elas querem bandas/projeto onde as mulheres/garotas toquem os instrumentos!

La Chatte (SP) tocando no Todasqueer (to devendo postagem sobre esse evento lhindo), exemplo de banda que NÃO É composta por homens CIS com garota no vocal

Ainda, elas aceitam contribuição da capa/arte para a nova compilação. E sabe o mais legal? Elas vão organizar essa compilação a cada dois meses, então se você é mucho enrolado e perder o prazo pode se organizar e enviar seu material na sequencia. 


CALL FOR SUBMISSIONS FOR V/A RIOT GRRRL IS NOT DEAD Nº 2,ENGLISH AND DEUTSCH INFOS HERE.

* Se houver erro na definição me corrijam, por favor. Minha leitura sobre cisgênero está atrasada, errada e maluca.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mixtape queer no Homoground

Já tem um tempo que o pessoal do Homoground publicou a Mix Tape de bandas Queers brasileiras organizada pela Discos e Afins. O set é composto por 10 bandas e 10 músicas, de algumas 'seminais', como Dominatrix, The Biggs e Anti-Corpos, e por mais novas, como Pushmongos e La Chatte. Posso estar errada, mas acho que a mix conta com quatro bandas que já não tocam mais, mostrando como é mínima a quantidade de bandas, pelo menos no meio punk/diy que conhecemos, que se identificam como queers/pro-queers.Ouça aqui!

Além das músicas, o pessoal da Discos adiantou um assunto, uma convocatória para a compilação de zines e discos queers, que em breve será lançada. Um dos objetivos é justamente encontrar bandas/pessoas que se identifiquem nisso. Como eu não me aguento, já to nessa com eles, e já animada em finalizar os detalhes para começar a divulgar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tem banda queer ae?


Bandas queers brasileiras: se liguem. A Discos e Afins está organizando uma mixtape queer com bandas brasileiras pro Homoground. Algumas bandas brasileiras que eles já selecionaram: Teu pai já sabe?, Nerds Attack! e Siete Armas

Nerds Attack! - Foto: Maurício Santana
As bandas que quiserem enviar suas músicas podem mandar o arquivo zipado até dia 26 de setembro, segunda-feira, para: discoseafins@gmail.com 







Siete Armas
A Discos e Afins é um coletivo musical, preocupado não só com música. Na ética do Faça Você Mesmo eles produzem zines, informativos, inclusive com temática pró-queer, e atuam como selo e distribuidora, também. 

Já o Homoground é um site especializado em bandas e artistas queers,de diversos estilos. Eles produzem podcastas e mixtapes semanalmente. 


Is there queer band there?

In the next week Homoground is going to publish a queer mixtape compiled by brazilian's Discos & Afins. So far we know three bands that will be participating: Siete Armas, Nerds Attack and Teu pai já sabe? If you want to know more about brazilian queer music stick around cause we will help to spred the compilation.