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sábado, 21 de maio de 2016

Links da Semana #8

Bleed The Pigs

E chegamos a oito edições ininterruptas do Links da Semana! Não imaginava que eu fosse curtir tanto fazer este post. Mas to curtindo e to achando massa também que tem bastante gente gostando.
Bom, vamos ao que interessa, né? Aos links!



Bleed The Pigs 
Esta semana o AfroPunk postou uma foto da Kayla Phillips, vocalista do Bleed The Pigs. Fui ouvir a banda e achei fudido demais. Rápido, agressivo, com uma mulher negra no vocal e sendo muito representativa em um role que é dominado pelos caras. Se você não conhece ouça aqui! Para ler sobre Kayla e representatividade, veja este artigo da Hazlitt.


Estátua de Clarice Lispector
E em 2015 o Rio de Janeiro ganha a sua primeira estátua de uma mulher artista. A estátua de Clarice Lispector está no Leme (zona sul) e foi esculpida por Edgar Duvivier. A iniciativa não contou com apoio e foi custeada por Edgar e seu filho Gregorio, o ator e também escritor. Para mais informações confira a matéria do Brasil Post.



Susan Sarandon 
Como é bom assistir uma atriz como Susan Sarandon falando dos estupros e assédios cometidos por Woody Allen. Um artista privilegiado que, não importa o que as vítimas falem, é celebrado em todos os momentos pelo lucro que gera. A Susan Sarandon o criticou dura e abertamente neste vídeo. Para mais informações, confira este post do Collant Sem Decote.

Google apresenta emojis menos sexistas
A Super Interessante perdeu um pouco a linha no título desta matéria, falando que 'Google propõe uma revolução feminista no mundo dos emojis'. É só uma proposta, muito massa, de criar emojis menos sexistas e incluir nas figurinhas engenheiras, fazendeiras, rockstars. Leia aqui.

Jodie Foster critica a narrativa do estupro no cinema
Err.. eu não li esta matéria. Mas estou colocando no Links da Semana. Vou me explicar.. estou fazendo o post da maneira que posso, aqui no trabalho. Como algumas palavras são bloqueadas, como 'estupro', não consegui ler a matéria. Mas pelo que acompanhei nas redes sociais a atriz e diretora criticou os roteiristas que usam o estupro como o único propósito de motivar personagens femininas, É gravíssimo quando a arte e cinema reproduzem com tanta força todas as violências que as mulheres sofrem. Mas não é surpreendente. Leia aqui.

Mourn
A banda de Barcelona divulgou "Second Sage" música que será lançada com Ha Ha He. Elas são tão novas e fazem um punkzinho tão da hora. Ouve aí!



As águas vivas não sabem de si
Para quem gosta da Aline Valek o livro dela, 'As águas vivas não sabem de si', foi publicado pela editora Rocco este mês! Ainda não li, mas está na minha listinha. A Aline Valek é autora da newsletter 'Bobagens Imperdíveis' que é muito fera. Já passei alguns sábados tomando um café e lendo os textos dela. Você pode se inscrever aqui. E aqui você pode ler mais sobre o livro.

Sleater Kinney
Um show completo de 2000 foi upado nesta semana! Coisa mais linda de ver e ouvir.



Beyond What's Left 
Conheci esta banda pois ela foi lançada pela Rumbletowne (selo da Erica e Matt do revivere) recentemente. Beyond What's Left faz um punkrockzão cadênciado, com vocal de moça e rapaz, num ritmo bem próprio. É bem diferente do que ouço, então confesso que não está muito fácil defini-los. Mas acho que isso é bom, porque o som que eles fazem tem suas próprias características. Ouça aqui!

Djamila Ribeiro 
A feminista negra e mestra em filosofia política é a nova Secretária-Adjunta da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo! Isso que é representatividade urgente para as mulheres negras. Boa sorte para ela!


Afroflix
Uma plataforma que disponibiliza conteúdo audiovisual online com ao menos uma pessoa negra na produção. Não mais! Esta plataforma existe e é a Afroflix, lançada no dia 17 de maio. Você pode inscrever a sua obra ou indicar alguma que seja bem massa e não faça parte do acervo deles. De acordo com o site Agenda Preta seis mulheres negras já estão na plataforma. A diretora Yasmin Thayná, a jornalista Silvana Bahia, a desenvolvedora e UX designer Steffania Paola, a designer Bruna Souza e as pesquisadoras Monique Rocco e Erika Candido. Via Guerrilha Grr. Visite o Afroflix.

Marlene Marder - LiLiPUT/Kleenex
A Kill Rock Stars divulgou que no último domingo, dia 15, Marlene Marder, guitarrista da LiLiPUT/Kleenex,faleceu. Ela é uma grande referência na música independente e das mulheres na música. Fica o nosso pesar. Leia aqui.




Thin Lips lança primeiro full length 'Riff Hard'
Nós já falamos outra vez desta banda maravilhosa da Filadélfia. E este mês foi lançado pela Lame O Records Riff Hard, que é bom demais. Os pop punkzeros já estão em tour pelos EUA e você ouve abaixo um dos sons. Para ouvir todos clique aqui.




Kathleen Hanna faz cover de 'Dancing in the Dark', de Bruce Springsteen
A música faz parte de 'Maggie's Plan', filme de Rebecca Miller que será lançado nesta sexta-feira (20). Hanna também faz uma participação no filme, que conta com Greta Gerwig, Ethan Hawke e Julianne Moore no elenco. Ouça essa belezinha!




Tegan and Sara
Love You To Death, novo álbum das irmãs canadenses, será lançado dia 3 de junho. E elas disponibilizaram recentemente 'Stop Desire', mais uma nova música do álbum. E a primeira música divulgada, 'Boyfriend' já tem clipe! Confira abaixo.



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Blindspot: Jane Doe, a destruidora que faltava na sua lista de séries



Uma bolsa endereçada ao FBI é deixada na Times Square sozinha. Por segurança, a Polícia de Nova Iorque isola a área para uma equipe analisar o material. O fecho da bolsa se abre sozinho e uma mulher coberta por tatuagens se levanta, tão assustada e confusa quanto os policiais e agentes a sua volta.

Assim começa Blindspot, que intriga – e se você é mulher pode te assustar – ao revelar o choque de uma mulher que se levanta, nua, de dentro de uma bolsa, sem entender o que está acontecendo. Na sede do FBI, a falta de informação sobre ela é a regra e a batizam de Jane Doe (Jaimie Alexander), uma mulher sem nome que não sabe nada sobre si mesma. Sua memória foi apagada quimicamente e a certeza é que o agente a cuidar do caso é Kurt Weller (Sullivan Stapleton), pois é o nome dele que, generosamente, está tatuado no início das costas da desconhecida.

Se as tatuagens são cheias de nomes, desenhos e coordenadas, o jeito assustado e desconfiado de Jane se justifica por ela não saber quem as fez, porque ela foi tatuada e o motivo desses acontecimentos todos. A equipe, liderada por Weller, começa a decifrar os significados das tatuagens e descobre que elas são pistas de diversos crimes que vão acontecer.

Se Jane não pode confiar nas pessoas e se sente frágil, é quando ela vai a campo com a equipe que ela descobre a sua força. Guiada por seu instinto, ela tenta ajudar uma mulher que está apanhando do marido e, enquanto luta, se dá conta que o sabe fazer, e dá uma bela coça nos dois homens que estavam agredindo a mulher.


Quanto mais ela passa por diferentes situações, mais ela aprende sobre si mesma e nos mostra que é a destruidora, a badass, que faltava na nossa vida. Sua intuição somada ao seu treinamento em artes marciais a tornam uma personagem que faz de tudo para proteger - a si mesma e os seus. Não em um estilo Jessica Jones de força, e sim no sentido humano, de quem teve treinamento para derrubar dois homens e conseguir sobreviver em meio a um tiroteio.

E acho que foi pela força (para mim crível) da personagem que me animei com a série. Em um mundo com estruturas que nos fragilizam o tempo todo - com o assédio, heterossexualidade compulsória, misoginia, estupros e demais violências de gênero – é reconfortante encontrar na ficção uma mulher que se defende como eu gostaria fazer na minha própria vida.

Martin Gero (diretor da série) e Alexander trazem com uma personagem que busca em si mesma força para continuar vivendo e luta para descobrir quem é – e esta é a beleza da série, que se afasta de estereótipos de gênero (batidos, chatos e sem graça) para representar novas formas de ser. E se você estava desconfiando: Gero é filho de uma feminista e já falou sobre a importância de ter aprendido sobre igualdade e feminismo com sua mãe, reforçando a importância dela na construção das personagens.

A série, da fall season de 2015, já garantiu sua segunda temporada (ainda sem data) e é uma das líderes de audiência nos EUA. Se você gosta de séries policiais, com anti-heróis, representatividade, mulheres negras em cargos de liderança e aquelas protagonistas que são creme de là creme, comece a assistir Blindspot! 

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Nota de Rodapé:

Assisti os 11 primeiros episódios de Blindspot de uma só vez. Pirei o cabeção e escrevi este texto. Não é um tema punk feminista que trato no blog, mas como fala sobre representatividade, achei justo aproveitá-lo aqui. Você assiste a série? Conta aí se você gosta ou não de Blindspot! O que achou do post e o que acha se publicarmos as vezes posts sobre séries e cinema? 


sábado, 14 de maio de 2016

Links da Semana #7

She's Beautiful When She's Angry

Olá, tudo bem? Mais um Links da Semana! Senti o post meio curtinho, mas com coisas interessantes (espero!). E vocês me desculpem, mas fiz o post sem citar o golpe.. acho que existem muitas formas de se informar sobre e aqui eu quis construir um local para outras referências. Que nos sobre força pra sobreviver e lutar neste golpe fedorento.


She's Beautiful When She's Angry
Assista no Netflix o documentário "She's Beautiful When She's Angry" que, segundo o site, "apresenta um olhar inspirador sobre mulheres brilhantes e corajosas que lideraram o movimento feminista dos anos 1960". Combina com as amigas aquela sessão de documentário seguida de pipoca e o que mais vocês curtirem.

Arquitetura e Representatividade
A Stephanie Ribeiro escreveu sobre arquitetura, classismo, racismo e representatividade para o Modefica. Recomendo a leitura e se você ainda não conhece o site a gastar um tempinho nele. Tem muita coisa vegana e vegetariana feita de uma forma super interessante. Leia aqui.

Kriti Bharti
É uma ativista indiana que se dedica a impedir que casamentos envolvendo crianças aconteçam. Isso porque os casamento arranjados na Índia costumam envolver crianças. Segundo a ativista, ela já impediu mais de 900 uniões assim e já anulou legalmente 19 que já haviam acontecido. Ela criou uma fundação para debate e combate a esta prática, a Saarthi Trust. Leia mais aqui.

Jessica Lisboa
No ilustradoras/quadrinistas desta semana destaco o trabalho da Jessica Lisboa, uma das minhas preferidas e que fez esta série sobre o Bulimia. Confira a fan page dela!




Kitten Forever
7 Hearts é o último full lenght do power trio Kitten Forever, lançado em março. A banda de Minneapolis é uma das bandas feministas mais interessantes na atualidade. O som é aquela mistura de Mika Miko, Bratmobile com aquele punk rock requebrante.


Não sou homem
Vou contar para vocês, não assisti tudo de Senhor dos Anéis não, mas achei esse gif do filme maravilhoso e acho que vocês vão curtir também. Obrigada a pessoa incrível que o disponibilizou!



Não Saia Hoje
O documentário “Não Saia Hoje”, dirigido por Susanna Lira, retrata a luta das mães de vítimas dos Crimes de Maio já está disponível na integra no youtube. Leia aqui com legenda em espanhol.




Novo trailer de Orange Is The New Black
Se você ainda não assistiu, veja! Muchas tretas! Aqui. 
E outra coisa: a série foi renovada e ganhou mais três temporadas! Muito drama sapatãn nos próximos tempos. Leia aqui!

Não se faça em pedaços para manter o outro completo
As vezes, quando a gente percebe, só tem uns pedacinhos nossos pelo chão. Capitalismo, patriarcado, ansiedade, açúcar, querer fazer tudo com perfeição, traumas mau resolvidos. Tudo isso contribuí para que cada uma se perca e se encontre. Acho que se você se identifica com esta situação a leitura deste texto pode ser proveitosa. Mas não mais do que a sua decisão de mudar. Leia aqui.


Ovelha
Um dos meus 'Links da Semana' preferido é o da Ovelha. Por isso acho que vocês vão curtir também. Confira aqui o último post!

Fica, querida
Aviso aos navegantes (espero que não seja uma surpresa nem uma decepção): sou a favor da Dilma na presidência. E é por isso, e por essa temporada a lá idade média da política brasileira, que a tirinha que dou destaque nesta semana é esse deboche feat homenagem que a Lovelove6 publicou no batata frita murcha para a Dilma. =) 





sábado, 7 de maio de 2016

Links da Semana #6

Worriers - Foto: Nicole Kibert

Sabe o que acontece quando eu faço muita hora extra? O Links da Semana fica menorzinho. Mas estamos aqui, apesar de tudo. Para vocês terem noção, o meu velhobook demora tanto para um site que dá até pra eu pentear o meu cabelo. E eu tenho cabelo pra caralho! Digo isso porque de fato eu aproveitei o tempo pra desembaraça-lo. Mas o post foi feito com o mesmo carinho de sempre. Espero que vocês gostem!


Worriers
Não shippo apenas personagens de séries e filmes não. Shippo bandas (com outras e comigo mesma) e os casais que tocam juntes. E já estou num nível da vida de desprendimento que falo que eu shippo e acho muito lindo, criativo, inspirador e maravilhoso o casal Lauren e Lou, do Worriers. Aí essa semana a Lauren atualizou a fanpage do Worriers dizendo que "Esta música é sobre relacionamentos a distância e sobre o quanto eu amo nossa guitarrista". Eu gritei e amei muito a gravação, feita durante o SXSW. A qualidade nem é tão diva assim, mas Worriers é minha crush band (quem lê aqui sabe) e claro que esse vídeo entra no Links da Semana!





Filmes dirigidos por mulheres para vez este mês
Mensalmente o Mulher no Cinema seleciona filmes dirigidos por mulheres.Eu não conhecia e nem tinha ouvido falar em nenhum deles.Bora celebrar mais diretoras e roteiristas e menos diretores sexistas e pedófilos? Confira aqui!

Trabalho para as mulheres que vivem na periferia
Há algumas semanas vi um post/anúncio de emprego que me perguntei se era real, e acho que é sim. A empresa queria contratar mulheres que vivem na periferia de SP, com filhos e com horários diferentes. Ela queria contratar as mulheres que mais precisam de renda dentro do espaço delas. Em um mundo em que algumas pessoas acordam 4h antes do horário do trabalho, iniciativas assim são mais do que urgentes e fundamentais. Leia aqui.

Ressignificando transtornos de ansiedade
Espero que você não tenha vivido isso e que nunca viva. Mas para quem já passou por ataques de ansiedade, esta leitura é interessante. Claro, pode ser muito acionadora de experiências traumáticas. Ao mesmo tempo, pode oferecer novas perspectivas. A ideia de Ralph Rocha ée pensar nelas como crises de sentido, nas quais inúmeras sensações são avalancadas de uma só vez. Acho que vale a reflexão, leia aqui.

Planejando um mochilão autônomo 
O blog Viaje por Si preparou este pequeno guia com muitas dicas para quem está planejando uma viagem independente, sem hotéis, agências ou coisas assim. Por causa do meu 'punk way' a forma autônoma sempre foi a que usei, embora nunca tenha viajado para o exterior. E eu nunca planejei uma viagem longa, então não posso opinar muito no post. Mas pelo que li, era bem coerente e com dicas interessantes. Leia aqui.

Mulheres viajando juntas
Quando mulheres viajam juntas é comum ouvirem 'mas vocês não têm medo de irem sozinhas'? A máxima de ensinar as mulheres a temer e não os homenes a não estuprarem, perseguirem e matarem é levada em todas as esferas da vida, infelizmente. E é sobre isso que a Brena escreve neste post. Uma reflexão urgente para pessoas que não entendem que mulheres podem viver sem a tutela masculina.

Arminina
Não deixe de ler esse zine recheado de ilustrações lindas. Arminina é um coletivo cearense e esta é a primeira publicação delas. Leia aqui.

A geração de pessoas que se sabotam emocionalmente
Você está em luto porque alguém destruiu você ou seu coração? Você afasta pessoas legais porque não quer se magoar? Você acha que está quebrada e por isso precisa se afastar de quem gosta de você? Você fica trepando com quem já deixou claro que só quer sexo e você quer mais? Torço para que você consiga superar isso e cultivar amo próprio, que é difícil pra caralho. E ler este texto pode te ajudar, vai que né.

Framboesas Radioativas
Vou fazer aquela divulgação do meu texto na Ovelha sim! Se você ainda não conhece, ouça Framboeas Radioativas, power trio feminista de Bragança Paulista que faz aquele punk rock gostosinho. Leia o texto e ouça a banda!


Você importa
Sempre que vejo essa imagem fico feliz. Não sei a autoria, mas nesse mundo capitalista do cão é sempre fundamental lembrar que "Você vale muito mais do que a sua produtividade".


sábado, 30 de abril de 2016

Links da Semana #5


E não é que consegui organizar os meus horários e fazer este post? É que na semana passada comentei que talvez as postagens diminuíssem a periodicidade porque meu notebook está em frangalhos e desafiando a minha paciência e tempo. Fui escrevendo um pouco nele e um pouco no trampo. Mas o que importa é: que semana linda com o trabalho de Beyoncé, não é rainhas? Bora pro Links da Semana #5!



Lemonade
Não há dúvida, Lemonade, o álbum visual de Beyoncé, é o destaque da semana. A lacradora mostrou outro lado de seu trabalho, trazendo músicas que são menos pop explosivas e mais melancólicas, próximas de um balanço meio reggae, meio sei lá o quê. E gente não to nem tentando 'resenhar' a música que ela faz só estou mesmo tentando contar o que senti. Claro, ainda pop e ainda Queen B, só que mais madura e durona também. E óbvio, é a obra mais política, repleta de confrontamento racial, representatividade e empoderamento negro. Não que ela já não fizesse música política! Mas desta vez ela fez uma bela limonada e referenciou em seu álbum as grandiosas Billie Holliday e Nina Simone, além de Malcom X. As mães negras que perderam seus filhos para a brutalidade policial também foram lembradas em 'Freedom'. Selecionei alguns links para quem precisa se atualizar, eles já estão em ordem de mais completo para conteúdos complementadores:  

O que a internet falou sobre Lemonade, Suposta rivalidade entre Rihanna e Beyoncé, 19 curiosidades sobre o disco, Conheça as garotas incríveis que aparecem nos clipes (em inglês) e artigo do Brasil de Fato.




Internet livre e os processos que estão rolando na câmara para redefinir cibercrime
Olha a Capitolina nos Links da Semana de novo! Desta vez, elas prepararam uma pequena compilação de assuntos relativos a internet e leis. Confira.


50 guitarristas fodonas que influenciaram os anos 1990

A incrível She Shreds, revista editada por mulheres e dedicada às mulheres guitarristas, selecionou 50 guitarristas que moldaram as sonoridades dos anos 1990. Riot Grrrl, Indie, Grunge, Alternativo, em cada bar fulêro de antigamente (as vezes não tão fulero assim) tinha uma fodona tocando e inspirando as minas a transformarem o mundo. Leitura indispensável para quem compreende inglês.


Somnia
Minha nossa senhora do Pop Punk! Erica Freas e David Combs se uniram em uma bandinha a distância, a Somnia. A vocalista do RVIVR e o vocalista do Spoonboy e The Max Levine Ensemble são migos sim e neste link você ouve 'Ed Clairborne', um dos sons que já foram divulgados.


Chef Cenoura, o canal de receitas em libras
Débora e Felipe Dable produzem o Chef Cenoura, um canal que ensina diversas receitas vegetarianas também em Libras (Língua Brasileira de Sinais). Não é demais?! Os vídeos são curtos e bem objetivos. 




Sobre estar só
Nesta semana não tem quadrinho ou ilustradora brasileira, mas tem essa imagem incrível que foi compartilhada por esta página. A autoria não consta no post =/





A falácia da “frequência afetiva”
Há, no reino das interwebs, um texto conhecido chamado 'Frequência afetiva: qual é a sua?'. Resumindo de forma bem rápida, a proposta do texto é explicar que a frequência afetiva é a frequência com a qual você se relaciona com as pessoas. Existem pessoas que você vê muito e aquelas que você vê pouco e a ideia do texto é dizer que as vezes nos vemos pouco porque temos frequências afetivas diferentes. É um jeito bonito de se magoar menos com as pessoas que depende de você ter uma relação. E é isso que a Laura Pires defende! Ela acredita que se depende apenas de uma pessoa todo o contato com a outra, talvez isso não seja muito bom. Se as pessoas preferem não estar com você é necessário ter autocuidado. Como disse Nina Simone "Você tem que aprender a levantar se da mesa quando o amor não esta mais sendo servido". Bom, tire suas próprias conclusões. Aqui você lê o texto que fala sobre frequência afetiva e aqui você lê o texto da Laura, sobre a falácia do argumento.

50 tatuadoras brasileiras incríveis
Este post apresenta o trabalho de tatuadoras de todo o Brasil. Apoie as mulheres que tatuam, e se possível, se rabisque com elas! Aqui.


Será a Manic Pixie Dream Girl a Versão Moderninha de Bela, Recatada e do Lar?
Gosto muito de ler sobre cinema, seriados e formas de representação envolvidas nestas obras. Nem sei pra que falar isso, porque só neste post tem três links sobre o assunto, risos. Se você compartilha este gosto, por favor leia o texto de Lara Vascouto. Muito bem escrito e apurado, ela traça um paralelo entre a 'Manic Pixie Dream Girl' e a 'Bela, Recatada & do Lar'. Se você não entendeu lhufas do que eu disse, aí que você precisa mesmo conferir o artigo, pois ele explica esses conceitos muito bem. Aqui!

Você sabe o que é 'Queer Baiting'?
Sinceramente, eu não sabia que existia este termo. Mas conheço bem o significado. 'Queer Baiting' é a aquela tensão sexual e/ou romântica entre personagens do mesmo gênero, sem que de fato eles sejam sapatãs, bis ou gays ou que eles venham a ser. É uma forma dura de prender os telespectadores odeio essa palavra mas não pensei numa melhor, pois é uma falsa promessa de relacionamento e representatividade. Por exemplo, em Rizzoli & Isles, especialmente até a segunda temporada a detetive e a legista trocam faíscas em todos os episódios praticamente. De tanto imaginar, quase vi as duas se beijando. Ééé, mas nem rolou. Outras séries (não assisto estas) que tem o mesmo estilo, são, Supernatural (Dean e Castiel), Sherlock (John e Sherlock) e Teen Wolf (Stiles e Derek). E neste artigo você lê mais sobre isso.

Explosão de Fofura

Com três semanas a Rosie foi adotada por estes grandões fofos. Gritei quando vi a foto e acredito no poder curativo, terapêutico  e incrível que ela tem. No Gatinho Branco você vê mais fotos!



Nise da Silveira
Há uns 10 anos atrás eu ouvi Infect cantar/gritar "derrubem os muros dos manicômios". Foi pelo punk meu primeiro contato com o debate sobre a saúde mental. Não conheço muito sobre a Nise da Silveira, mas sei que a médica alagoana fez história ao mudar a percepção do tratamento para algumas doenças, usando a arte como terapia. E agora há um filme dedicado à ela, que está em cartaz em alguns lugares! Leia este post da AzMina e saiba mais.

O trabalho escravo é uma realidade. Mas as punições, não
Vou apenas colocar aqui o primeiro parágrafo da matéria da Ana Freitas para você entender a urgência de todos os seres humanos se informarem sobre isso: "Entre 1996 e 2013, mais de 50 mil trabalhadores explorados em condições análogas à escravidão foram libertados no Brasil. No entanto, em 2016, não há sequer um responsável pelos crimes preso. Nenhum dos poucos condenados cumpriu pena até o fim.". Leia tudo.

Feminist Crust
Feminismo + Crust + Música. Blog da Vivis, de São Carlos. Aqui!

Lide com as protagonistas que te incomodam
Sylvia Ferrari problematiza o amadurecimento da mulher na ficção e na vida real, expondo como a socialização da mulher interfere na nossa percepção das personagens e nas expectativas que nutrimos em relação a elas. Desaconselhável para quem ainda não terminou de assistir a quinta temporada de Girls e os últimos episódios de Broad City. E também dá uns spoilers de Inside Amy Schumer  Leia aqui.



E para fechar o Links da Semana #5, todo respeito e admiração pelas mulheres curdas:



quinta-feira, 24 de março de 2016

resenha: As paixões em silêncio no filme “Carol”, baseado na obra de Patrícia Highsmith



Guest post: resenha intimista por Juno Griz*

A resenha não traz muitos spoilers, mas se você ainda não assistiu o filme 'Carol' e não gosta de ler sobre o filme antes de assisti-lo, recomendamos que você só leia a resenha depois de vê-lo! Na primeira parte do post, Juno fala sobre a sua relação com o livro que deu origem a o filme. Na segunda, sobre o longa em si. Aproveite!


“Comecei a chorar sem saber porque, sem nenhum diálogo ter se passado, sem a aparição de nenhuma das personagens, talvez por me dar conta das espirais de existência que cruzamos e observar - feliz - que o universo continua sempre a conspirar a nosso favor, pregando peças com os nomes, jogando com pequenos acontecimentos extraordinários.” 

As sensações

Quando eu tinha quinze anos, eu morava numa espécie de kitnet com a minha mãe, no interior do Rio Grande do Sul. Volta e meia nós viajávamos pra uma cidade vizinha onde o restante da minha família morava, e também, o meu amor platônico na época: Carol.

Nós nos víamos aproximadamente uma vez por mês ou a cada quinze dias, mas isso era o suficiente pra alimentar meus sentimentos por aquela garota de vinte e dois anos que falava tantas coisas interessantes sobre músicas, pessoas e sexualidade. Acho que esse último assunto me tocava especialmente porque até então eu nunca tinha beijado uma garota, apesar de já ter aprendido a palavra "lésbica" e também de já saber que toda aquela proximidade a mais que eu desejava com algumas das minhas amigas de colégio era em razão das minhas paixonites - que na época me rendiam muitas poesias, cartas secretas e lágrimas. A verdade é que até então eu nunca tinha tido a chance de conhecer alguém com quem eu pudesse conversar sobre tudo o que eu sentia, mas já sentia no mundo os indícios de que eu devia esconder de todxs minhas fantasias amorosas e minhas paixões não correspondidas.

Foi mais ou menos nesse período que eu fui a uma feira de livros com a minha mãe, na cidade onde morávamos. Lá, perdido entre uma das inúmeras bancas com edições de bolso, eu vi um livro com título cor de rosa em lombada lilás: "CAROL". Quando o peguei, a imagem borrada de duas mulheres abraçadas na capa fez com que eu rapidamente procurasse algum resumo. Na parte de trás encontrei então o que eu desejava, as letras em vermelho diziam "Um thriller sobre o amor proibido entre duas mulheres". Olhei ao meu redor para ver se minha mãe não estava por perto e comprei o livro.

A partir daquele momento eu estava encantada. Eu lia o romance sempre à espera das respostas, dos conselhos sobre esse modo de vida que habitava em mim e que jamais conseguia encontrar meios de se realizar. Ora eu o levava para o colégio e o lia entre os cadernos pra que ninguém me visse, ora eu lia escondida da minha mãe. O que, dadas as configurações da nossa casa, só me permitia ou lê-lo no banheiro, ou numa espécie de closet, um armário sem portas onde eu me sentava e lia enquanto minha mãe dormia, de modo que eu teria uma mínima vantagem, caso ela acordasse, para não ser pega em flagrante.

Foram nessas leituras - literalmente dentro do armário - que começou a se tornar palpável um mundo em que eu pudesse habitar. Havia pessoas que escreviam sobre o que eu sentia, havia quem sentisse o que eu sentia - saber dessas coisas era muito diferente de tê-las materializadas, nas minhas mãos, me companhando onde quer que eu fosse - eu não precisava mais me sentir tão sozinha.

Li e reli "Carol" inúmeras vezes. Marquei as páginas das minhas cenas favoritas, decorei algumas frases. Agora, quase dez anos depois, fiquei sabendo que o filme seria relançado. Fiquei muito empolgada e fui à estreia. Que loucura que é ver na realidade algo que só existia dentro de mim. Era quase como se "Carol" nunca tivesse sido lido por nenhuma outra pessoa no planeta, quase como se fosse fruto da minha imaginação, isolando-se do mundo pra dentro de mim e ficando inacessível a todo mundo... Mas a questão é que na primeira cena do filme, as primeiras notas da música tocando, naquele momento eu tive certeza de que não era só eu, mas o mundo também havia se transformado de alguma forma só porque aquele livro existia, porque aquele filme estava ali. Comecei a chorar sem saber porque, sem nenhum diálogo ter se passado, sem a aparição de nenhuma das personagens, talvez por me dar conta das espirais de existência que cruzamos e observar - feliz - que o universo continua sempre a conspirar a nosso favor, pregando peças com os nomes, jogando com pequenos acontecimentos extraordinários.

Namore com alguém que..


Uma resenha

"Carol" se passa na década de 50, nos Estados Unidos. Therese é uma garota de 19 anos que se apaixona perdidamente e à primeira vista pela personagem título. É da perspectiva de Therese que o livro é narrado, acompanhamos seus pensamentos sobre tudo o que ela está sentindo e como ela reage a isso e às pessoas ao seu redor. A história toda é basicamente sobre se apaixonar e sobre descobrir esse lugar outro para o qual nos descolamos quando "we fall in love".

O filme é maravilhoso. Despenquei pra dentro da história relembrando os diálogos mentais de Therese no livro quando o silêncio reinava na tela. Os olhares, os gestos, a delicadeza, cada palavra não dita se transportou pra essa outra linguagem de um jeito absurdamente simbiótico e sinestésico.

A Carol interpretada por Cate Blanchet é fisicamente um pouco diferente daquela imagina por mim há anos atrás – obviamente -, mas depois de assistir o filme pela segunda vez, me dei conta de que nenhuma outra pessoa viva poderia interpretá-la com mais fidelidade dos não ditos. Seu charme é absoluto e transbordante e acho que é quase impossível sair do cinema depois do filme sem estar apaixonada pela Carol interpretada por ela. Rooney Mara também está incrível como Therese. Ela encarnou com perfeição o rosto invisível que me acompanhou durante tanto tempo pelas minhas várias leituras do livro e - porque não dizer - foi um pouco o rosto que assumi durante todo esse tempo.

Acho que vale observar também tudo o que rodeia essas duas personagens ao longo do filme: desde o enquadramento peculiar que o diretor coloca, os figurinos divinos e todo o cenário cuidadoso, até a ambientação comportamental dos anos 50, os flertes lésbicos daquela época, o comportamento hiper-sexista dos homens (que infelizmente não ficou restrito apenas àquela década). Acho que Carol e Therese nos mostram muito dos diferentes tipos de força que somos capazes de assumir, das maleabilidades das nossas potências, e sobretudo das revoluções silenciosas que se operam no nosso íntimo e se desdobram no mundo quando estamos apaixonadas.

Essa resenha acabou sendo muito mais sobre a minha experiência com o livro e com o filme do que sobre o filme "Carol" em si. Mas na verdade não poderia ser de outra forma, "Carol" é como as paixões sobre as quais nunca seremos capazes de falar, pelo menos não completamente.


E além disso tudo, a nossa Carrie Brownstein atua no longa! Confira o trailer:



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Juno Griz é feminista, faz colagens, zines e bruxaria. Se ineressa por pedras, plantas, planetas e gatxs. Se quiser trocar ideias, fanzines ou carts é só procurar o tumblr: junogriz.tumblr.com

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O documentário "Girlpool - Things Are OK" vai te fazer querer amassar sua melhor amiga

Ship forte: Cleo (esquerda) e Harmony (direita) do Girlpool

Você sabe muito bem que a amizade tem poderes mágicos. Falar a mesma língua, entender a outra pessoa, saber cuidar dela quando ela está bêbada e prestes a pegar o celular ligar para alguém, fazer uma cópia a mais de um zine só pra dar de presente, gastar um tempão fazendo uma mixtape e sair da sua casa correndo para acudir a pessoa no meio da tarde. Tudo isso é mágico por ser uma doação que faz bem para você e pra outra pessoa.

A Cleo e a Harmony sabem disso até melhor que a gente  e elas mostram isso para o mundo no Girlpool, banda em que elas alternam baixo e guitarra e cantam juntas, transformando os poderes mágicos da amizade em força criativa com distorção.

E em janeiro deste ano, foi lançado o mini-documentário Girlpooll - Things Are OK, dirigido por Cory McConnell, que fala sobre o processo criativo, amizade e música delas. Ao longo de 25 minutos, são exibidos shows, trechos de viagens e elas falam sobre como uma conhecer a outra é fundamental para que elas cantem as músicas.



Enquanto você assiste, você vai sentir vontade de amassar sua melhor amiga, gravar áudios fofos, fazer uma viagem e rever todas as pessoas que de alguma forma te conectam ao próprio Girlpool. É o tipo de coisa que só amigas e bandas com amigas conseguem fazer.

Sobre os discos delas: em 2014 elas lançaram o primeiro EP da banda, Girlpool, em outubro do mesmo ano elas lançaram um split tape com Slutever, onde cada banda faz cover de uma música da outra, e em 2015 elas lançaram Before the World was Big primeiro álbum incrível que já resenhamos aqui.

Por hora, não há nenhuma legenda para o documentário, infelizmente. Uma ideia é você assistir e contar tudinho pra sua amiga, outra é vocês fazerem um grupo de estudos para ficarem feras no inglês e mais uma é você e sua amiga fazerem a legenda dele! Se ajeita aí confortavelmente, e aproveite:


terça-feira, 5 de maio de 2015

Assista o minidoc "The Lowertown Line" que fala sobre a banda punk Kitten Forever

Com quase 30 minutos, registro fala sobre o power trio de Minneapolis 




Elas são legais, as Kitten Forever. Se morassem perto de mim, já teria dado um jeito de dar role com elas e trocar esmaltes, saca? O ponto é que "The Lowetown Line: Kitten Forever" é um mini documentário de 26 minutos sobre o trio punk de Minneapolis que tem apenas um baixo, microfone de telefone que não é novidade para nós, quem também usava um eram as Mika Miko e bateria.

No palco, Liz Elton, Laura Larson e Corrie Harrigan trocam de instrumentos o tempo todo, usam orelha de coelho e agitam muito. No documentário elas falam sobre Riot Grrrl, a história da banda e ainda tocam vários sons. Quem vem sempre aqui, sabe que nós falamos sobre elas no "6 Power Trios Para Ouvir Logo".

É para assistir comendo pipoca, com certeza!




sábado, 28 de setembro de 2013

Documentários sobre Angela Davis e Pussy Riot serão exibidos no Festival do Rio




Os documentários "Free Angela and All Political Prisioners" (em português Libertem Angela e todos os presos políticos) e "Pussy Riot: a Punk Prayer" (em português: Pussy Riot: uma oração punk) serão exibidos no Festival do Rio, festival de cinema que acontece de 26 de setembro a 10 de outubro na cidade do Rio de Janeiro. 

"Free Angela" está sendo veiculado no Brasil com o nome de Libertem Angela. Laçando em 2012, a película dirigida por Shola Lynch fala do período em que Davis esteve presa. No próximo domingo, dia 29, o filme é exibido às 15h na Estação Botafogo 1, na quinta-feira, dia 3 de outubro é possível assisti-lo às 21h50 na Estação Vivo Gávea 1 e o último dia de exibição do documentário é no sábado, dia 05, às 14h30 no Centro Cultural Justiça Federal 2. 

Já "Pussy Riot: a Punk Prayer", dirigido por Mike Lerner e Maxim Pozdorovkin, foi lançado neste ano, e fala sobre a prisão política das três integrantes da banda russa punk feminista Pussy Riot. Na quinta-feita, dia 3, o documentário é exibido duas vezes. A primeira sessão é às 14h e a segunda às 21h15, ambas na Estação Botafogo 1. Na sexta-feira, dia 4, a exibição será às 20h na Estação Vivo Gávea 5 e na quarta-feira, dia 9, às 19h15 no cinema São Luiz 4. 

Sobre os documentários

Angela Davis era professora universitária e militante do Partido dos Panteras Negras nos anos 1970, quando foi envolvida pelo FBI no sequestro e morte do juiz Harold Haley, do condado de Marin, na Califórnia. Até ser presa, seu nome estava na lista dos mais procurados do FBI. Davis foi absolvida após sua prisão política ter recebido apoio da sociedade civil em uma campanha internacional por sua libertação. No filme, ela fala sobre ter sido transformada em símbolo da luta contra o racismo e opressão policial. 


Davis (à esquerda), ainda nos anos 1970, com a escritora Toni Morrison

Ela se formou na Universidade de Frankfurt onde estudou sob orientação de Herbert Marcuse, e tem vários livros lançados, sobre sistema prisional, feminismo negro, raça e etc. Ainda hoje, com 68 anos, Angela dá palestras em vários locais e já foi algumas vezes à Universidade Federal da Bahia (UFBA) e à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). 


Em 2012, Angela falando no Occupy Washington

Assista o trailer do documentário e confira essa entrevista que Davis concedeu a Gina Bent que fala sobre sistema prisional, gênero, globalização e punição. O material foi traduzido e publicado em português na revista Estudos Feministas em 2003. A ex-líder dos Panteras Negras, Ericka Huggins passou cerca de duas semanas no Brasil, fazendo palestras em diversas universidades. Confira o texto de Juliana Gonçalves, do Blogueiras Negras, sobre a última fala de Huggins que foi realizada na PUC de São Paulo.

Uma oração punk

Em 2012, Maria Alyokhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova protestaram contra a decisão de Vladimir Putin, de unir Igreja e Estado tocando no altar da catedral de Cristo Salvador, em Moscou e foram presas. O documentário, que tem 90 minutos, traz imagens inéditas do julgamento e fala sobre o lado pessoal do grupo. Assista o trailer do documentário.






Greve de Fome


Desde segunda (23 de setembro), Nadezhda Tolokonnikova - que continua presa - iniciou uma greve de fome e se recusa a participar do trabalho escravo prisional para protestar contra os maus tratos que sofre na prisão. Hoje, ela está no quinto dia da greve de fome, e foi internada na unidade médica prisional. Antes de ser hospitalizada, Nadezhda denunciou os policiais que haviam retirado seus suprimentos de água.


Ela cumpre pena de 2 anos na colônia penal n°14, na região da Mordóvia, sudeste de Moscou. No início da greve de fome, Tolokonnikova escreveu uma carta aberta em que conta sua ralidade prisional. O documento foi divulgado por seu marido, Pyotr Verzilov, e fala da punição da pussy riot, que com outras mulheres, deve costurar os uniformes dos policiais.


Nadezhda em still do documentário

Segundo o texto, todas as prisioneiras em sua divisão trabalham cerca de 17 horas por dia. Na carta, Tolokonnikova afirma que continuará em greve “até que a administração obedeça a lei e pare de tratar as mulheres encarceradas como gado”. Leia em inglês a carta de Nadezhda. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Documentário "Feminismo Negro Contado Em Primeira Pessoa" é lançado hoje em SP

O documentário 25 de julho - Feminismo Negro Contado Em Primeira Pessoa, de Avelino Regicida, será lançado nesta quinta, 25, no Anfiteatro do Centro Cultural da Juventude (CCJ) às 20h. O encerramento do evento será feito pela cantora Yzalú, que faz uma mistura de samba de raiz, rap paulistano e traz o swigue da MPB de Salvador. Assista o trailer aqui.

Yzalú faz pocket show após lançamento do documentário

O filme fala sobre o significado do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, que é comemorado hoje, dia 25 de julho. Ao entrevistar mulheres negras que moram em São Paulo discute-se a importância da data, que não era conhecida por algumas das mulheres que participaram do filme, afirmou Avelino em entrevista ao Brasil de Fato. O que motivou a criação do documentário foi a sistemática invisibilidade do dia, que é desconhecida pela maioria das pessoas.

O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criada em 1992, após o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, que aconteceu em Santo Domingos, na República Dominicana. Segundo a estudante de Letras Fernanda Sousa, a data celebra a história das mulheres negras. "Este dia, mais do que celebrar nossa existência, é um modo de lembrar e de consolidar a luta e a resistência histórica da mulher negra, que continua, majoritariamente, ocupando os espaços mais marginalizados na nossa sociedade racista e machista", afirma. 

Imagem: Indiretas Feministas

Fernanda é a autora do convite para a I Blogagem Coletiva 25 de julho, organizado pelas Blogueiras Negras e o trecho utilizado como fala acima foi retirado de seu post, que vale muito a pena ser lido, principalmente por quem não entende quais são as diferenças que marcam as mulheres negras e que não marcam as brancas. Que aproveitemos o dia para questionar nossos privilégios e para nos educarmos sobre a história da mulher negra.

Vale a pena ler "A carne mais exótica do mercado", "Enegrecer o feminismo, uma questão de prática", "Deixar de ser racista, meu amor, não é comer uma mulata!" e "Quase branca, quase preta".

Serviço
Feminismo Negro Contado Em Primeira Pessoa
25 de julho, às 20h | Gratuito
Centro Cultural da Juventude - Av. Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo

segunda-feira, 15 de abril de 2013

The Punk Singer: documentário fala publicamente sobre Kathleen Hanna ter contraído doença de Lyme

Filme foi lançado em março de 2013 e é dirigido por Sini Anderson




Foi lançado no início de março, no festival SXSW, o documentário The Punk Singer,dirigido por Sini Anderson, que fala sobre a ícone do punk feminista Kathleen Hanna. O longa aborda a história da vida de Hanna - e consequentemente fala também da história do movimento Riot Grrrl - e de suas bandas mais famosas, Bikini Kill, Julie Ruin e Le Tigre. Ainda, a película abre espaço para falar publicamente da saúde de Kathleen Hanna, mostrando pela primeira vez a relação da cantora com o diagnóstico da doença de Lyme. Atualmente, o filme está sendo exibido em diversos festivais nos Estados Unidos.

Os momentos mais delicados do filme, em que Hanna fala sobre sua saúde, foram filmados pelo marido dela, Adam Horovitz. Kathleen conta que demorou seis anos para ser diagnosticada, o que permitiu a evolução da doença a estágios finais. Foi em função da doença de Lyme que a feminista deixou os palcos para se concentrar em cuidar da saúde. Em entrevista para Badass Digest, ela afirma:

 "Eu não sou a doença de Lyme, essa não sou eu, eu ainda sou uma artista feminista, mas essa é uma parte da minha história também, e eu não vou deixar de falar sobre isso para parecer mais legal. [risadas] Quero dizer, como eu posso parecer ainda mais legal?!". 

Kathleen não esconde como é difícil lidar com o estágio tardio da doença. Em entrevista para Pitchfork, ela diz: "Eu só não queria ter que encarar o fato de que estava realmente doente. Me disseram que eu precisava parar meu corpo. Eu disse ao mundo que ia parar de tocar. Era melhor do que enfrentar a realidade de não ser capaz de fazer o que eu mais amo do que qualquer coisa no mundo".

A premiere do The Punk Singer está online, e rola até a participação da Amanda Palmer



Atualmente Kathleen Hanna passa pelos últimos quatro meses de remissão. E como nós já falamos no Cabeça Tédio, ela está trabalhando no segundo álbum de The Julie Ruin. Além disso, no período em que esteve afastada dos palcos para cuidar da saúde, Hanna cursou Design de Interiores, deu aula por um tempo e percebeu que não era sua atividade preferida. Deu várias palestras e lá sim, viu que era disso que gostava, ainda disso, ela participou do evento sobre Planned Parenthood.

Kathleen e Kathi


E para deixar o clima um pouco menos triste/pesado, confiram esse vídeo em que Kathleen Hanna e Kathi Wilcox tem seu relacionamento testado ao jogarem o jogo da amizade! É aquela brincadeira em que alguém faz a mesma pergunta para as duas, e Kathi tem que responder o que acha que Kathleen responderia, sabe?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"The Punk Singer - The documentary about Kathleen Hanna" será lançado em março

O documentário "The Punk Singer - The documentary about Kathleen Hanna" ficou pronto e será lançado dia 10 de março no SXSW (South by SouthWest, um conjunto de festivais de cinema e música que acontece no Texas).




Dirigido por Sini Anderson, que ao longo de 80 minutos conta um pouco da vida daquela que se tornou ícone Riot Grrrl e que para além do punk pensou na produção cultural feminista. Para financia-lo, Sini contou com a ajuda do financiamento via Kickstarter.

Imagem retirada da página do facebook do documentário


No vídeo abaixo além do pedido de financiamento há várias imagens do documentário.



KH e Sini Anderson

Ele será disponibilizado na internet? Conseguiremos uma cópia para sermos mais felizes? Não sei. Só o tempo irá dizer.