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sábado, 14 de maio de 2016

Links da Semana #7

She's Beautiful When She's Angry

Olá, tudo bem? Mais um Links da Semana! Senti o post meio curtinho, mas com coisas interessantes (espero!). E vocês me desculpem, mas fiz o post sem citar o golpe.. acho que existem muitas formas de se informar sobre e aqui eu quis construir um local para outras referências. Que nos sobre força pra sobreviver e lutar neste golpe fedorento.


She's Beautiful When She's Angry
Assista no Netflix o documentário "She's Beautiful When She's Angry" que, segundo o site, "apresenta um olhar inspirador sobre mulheres brilhantes e corajosas que lideraram o movimento feminista dos anos 1960". Combina com as amigas aquela sessão de documentário seguida de pipoca e o que mais vocês curtirem.

Arquitetura e Representatividade
A Stephanie Ribeiro escreveu sobre arquitetura, classismo, racismo e representatividade para o Modefica. Recomendo a leitura e se você ainda não conhece o site a gastar um tempinho nele. Tem muita coisa vegana e vegetariana feita de uma forma super interessante. Leia aqui.

Kriti Bharti
É uma ativista indiana que se dedica a impedir que casamentos envolvendo crianças aconteçam. Isso porque os casamento arranjados na Índia costumam envolver crianças. Segundo a ativista, ela já impediu mais de 900 uniões assim e já anulou legalmente 19 que já haviam acontecido. Ela criou uma fundação para debate e combate a esta prática, a Saarthi Trust. Leia mais aqui.

Jessica Lisboa
No ilustradoras/quadrinistas desta semana destaco o trabalho da Jessica Lisboa, uma das minhas preferidas e que fez esta série sobre o Bulimia. Confira a fan page dela!




Kitten Forever
7 Hearts é o último full lenght do power trio Kitten Forever, lançado em março. A banda de Minneapolis é uma das bandas feministas mais interessantes na atualidade. O som é aquela mistura de Mika Miko, Bratmobile com aquele punk rock requebrante.


Não sou homem
Vou contar para vocês, não assisti tudo de Senhor dos Anéis não, mas achei esse gif do filme maravilhoso e acho que vocês vão curtir também. Obrigada a pessoa incrível que o disponibilizou!



Não Saia Hoje
O documentário “Não Saia Hoje”, dirigido por Susanna Lira, retrata a luta das mães de vítimas dos Crimes de Maio já está disponível na integra no youtube. Leia aqui com legenda em espanhol.




Novo trailer de Orange Is The New Black
Se você ainda não assistiu, veja! Muchas tretas! Aqui. 
E outra coisa: a série foi renovada e ganhou mais três temporadas! Muito drama sapatãn nos próximos tempos. Leia aqui!

Não se faça em pedaços para manter o outro completo
As vezes, quando a gente percebe, só tem uns pedacinhos nossos pelo chão. Capitalismo, patriarcado, ansiedade, açúcar, querer fazer tudo com perfeição, traumas mau resolvidos. Tudo isso contribuí para que cada uma se perca e se encontre. Acho que se você se identifica com esta situação a leitura deste texto pode ser proveitosa. Mas não mais do que a sua decisão de mudar. Leia aqui.


Ovelha
Um dos meus 'Links da Semana' preferido é o da Ovelha. Por isso acho que vocês vão curtir também. Confira aqui o último post!

Fica, querida
Aviso aos navegantes (espero que não seja uma surpresa nem uma decepção): sou a favor da Dilma na presidência. E é por isso, e por essa temporada a lá idade média da política brasileira, que a tirinha que dou destaque nesta semana é esse deboche feat homenagem que a Lovelove6 publicou no batata frita murcha para a Dilma. =) 





segunda-feira, 20 de julho de 2015

15 músicas lançadas em 2015 que você precisa ouvir



Seis meses deste ano já foram embora, e nesse meio tempo, muitos álbuns e EP's foram lançados. Muitas vezes, não conseguimos escrever sobre todos os álbuns novos que estamos ouvindo, mas isso não quer dizer que não temos boas dicas para compartilhar. Por isto, indicamos aqui 10 músicas que foram lançadas neste ano que você precisa ouvir. O critério de seleção é aquele que você já conhece: bandas feministas e/ou formadas por mulheres e/ou queer. Isso é tudo sobre visibilidade!



15 - Kitten Forever - Nightmare

O power trio de Minneapolis continua com seu punk torto e pogante. "Nightmare", pode ser tranquilamente confundida com alguma música bside de Bratmobile, mas com o vocal mais Mika Miko e menos Allison Wolfe. A música faz parte do split do Kitten Forever e Whatever Forever.




14 - Slutever - Open Wide

Almost Famous é o novo disco de Slutever, banda de Los Angeles. Com uma mistura de punk lo-fi com uma voz cheia de reverb, a dupla é mais uma da safra de novas bandas de garotas dos EUA.




13 - Upset - Glass Ceiling

Upset é a banda atual de Ali Koehler (que já tocou bateria no Best Coast e Vivian Girls) foi lançado pela Lauren Records o novo disco '76, que começa com a redonda "Glass Ceiling". Com vocal e refrão grudante, com certeza é um álbum que vale a pena ouvir.




12 - Waxahatchee - Breathless

Este ano foi lançado Ivy Tripp, o terceiro full lenght de Waxahatchee, projeto solo de Katie Crutchfield, que atualmente também toca Allison, sua irmã gêmea. As duas despontaram na cena faça você mesmo dos EUA com PS Eliot, banda incrível que você deve procurar. "Breathless" é o primeiro single do novo álbum que já tem clipe. 




11 - LuvBugs - Dissolver Sensações

Os cariocas Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) fazem um lo-fi garageiro com pitadinhas de shoegaze no LuvBugs, que vale a pena dar um confere. Enxaqueca é o novo álbum da banda, que em "Dissolver Sensações" descreveu muito bem como me sinto andando pelo Rio de Janeiro em dezembro ou janeiro.





10 - Oshun - #

Esta lista está cheio de duos de garotas, e com certeza Oshun, musicalmente, é o mais diferente deles. Thandiwe e Niambi Sala têm menos de vinte anos (assim como as garotas do Girlpoll e Slutever) e fazem hip-hop carregado de influencias do reggae e soul, fazendo referência as cultura e religiões africanas. Elas são de Nova Iorque e vale muito a pena buscar o som delas.






9 - GxLxOxSxS - G.L.O.S.S. (We're From The Future)

Diretamente de Olympia (mesma cidade do RVIVR), GxLxOxSxS é a única banda de hardcore d-beat da lista. A música, que fala sobre mulheres trans e feminilidades, abre a demo lançada em janeiro. Fundamental ouvir.





8 - Tomboy - I'm In The Fucking Band

A punk garageira lo-fi Tomboy, lançou em abril deste ano, pela Ride the Snake Records, seu primeiro full lenght. "I'm in the Fucking Band" é a música autoexplicativa que as garotas de Boston (Massachuselts) criaram para ajudas os omi a entenderem que:

1) Elas não estão no show esperando os namorados tocarem
2) Elas não estão perdidas
3) Elas são da porra da banda e não precisam de ajuda para montar os instrumentos para tocarem

Me sinto repetitiva e num túnel do tempo por, nesta lista, por motivos políticos dar destaque pra essa música. Igualmente boa e antisexista é "Sweetie", que você pode conferir no bandcamp delas.




7 - Hop Along - Powerful Man

Hop Along (banda de Filadélfia) lançou o excelente Painted Shut em maio, pelo Saddle Creek Recs. No mesmo dia, o vídeo de "Powerful Man", que traz a inconfundível voz de Francis Quinlan, também foi lançado. Álbum e música mostram o lado mais inconformado da banda, que mescla as guitarras melódicas, aos quase gritos de Francis de forma muito boa.






6 - Try The Pie - Unpronounced

Domestication com certeza é um álbum importante para o CT. O Fernando já falou sobre o álbum e a relação que tem com ele. Try The Pie é o atual projeto de Bean Kaloni Tupou (a Christine da Sourpatch e Crabbaple) e tudo que ela faz tem aqueles riffs que embalam letras bonitas e reflexivas.




5 - Girlpool - Before the World was Big

O segundo full lenght do duo Girlpool, Before the World was Big, me cativou na primeira ouvida. Mas não mais do que a música que dá nome ao álbum, que me leva a locais inóspitos e me surpreende, sempre. Mesmo sendo delas, parece que a música é minha.






4 - Sheer Mag - Fan the Flames

Pensa em uma banda de rock n' rool, com guitarras muito fodidas e uma voz maravilhosamente pop e convidativa para dançar. É exatamente isso Sheer Mag (Filadélfia), com a sua vocalista Christina Halladay fazem. Eu duvido que você não vai ter vontade de levantar e dançar. E por favor, faça isso, porque essa é uma banda "one of a kind". Original e sem se parecer com outras bandas contemporâneas.






3 - Ms. Lauryn Hill - Feeling Good

Para mim, poucas pessoas podem se dar ao luxo de fazer um cover de Nina Simone de qualidade. Por mais que eu saiba que Ms. Lauryn Hill é incrível, ainda me surpreendi com seu "Feeling Good" e "I've Got Life", que são poderosas, vivas e audazes, assim como as originais. A música foi gravada para o álbum Nina Simone Revisited: A Tribute To Nina Simone, que serve como um complemento ao documentário What Happened, Miss Simone?" lançado pelo Netflix em junho. 







2 - Worriers - They/Them/Theyrs

Guitarras cheias de sentimento dão vazão para a voz potente, grave e linda de Lauren Dentizio (The Measure S/A) que canta sobre pronomes e gênero neutro em "They/Them/Theyrs'. Worriers (do Brooklyn/NY), que já tem um LP e dois EP's, vai lançar em breve o primeiro full lenght, Imaginary Life, produzido por Laura Jane Grace (Against Me!). Com certeza esse disco vai entrar para a nossa lista de melhores de 2015.




1 - Downtown Boys - Wave of History

Este é o melhor clipe que assisti este ano. Somente ele, e suas imagens, conseguem tirar a minha atenção da voz poderosa e rasgada de Victoria Ruiz, frontwoman de Downtown Boys, que dá uma aula de política. A banda, de Providence (Rhode Island), fez um vídeo crucial e urgente, que pode ser exibido nas aulas de História e também para aqueles que duvidam da efetividade política do punk.



terça-feira, 5 de maio de 2015

Assista o minidoc "The Lowertown Line" que fala sobre a banda punk Kitten Forever

Com quase 30 minutos, registro fala sobre o power trio de Minneapolis 




Elas são legais, as Kitten Forever. Se morassem perto de mim, já teria dado um jeito de dar role com elas e trocar esmaltes, saca? O ponto é que "The Lowetown Line: Kitten Forever" é um mini documentário de 26 minutos sobre o trio punk de Minneapolis que tem apenas um baixo, microfone de telefone que não é novidade para nós, quem também usava um eram as Mika Miko e bateria.

No palco, Liz Elton, Laura Larson e Corrie Harrigan trocam de instrumentos o tempo todo, usam orelha de coelho e agitam muito. No documentário elas falam sobre Riot Grrrl, a história da banda e ainda tocam vários sons. Quem vem sempre aqui, sabe que nós falamos sobre elas no "6 Power Trios Para Ouvir Logo".

É para assistir comendo pipoca, com certeza!




terça-feira, 16 de abril de 2013

6 power trios para ouvir logo

Power trio, power trio. Três pessoas se juntando para gastar tempo junto fazendo música e/ou barulho. Não importa se é bateria, baixo e guitarra, bateria e baixo e vocal ou bateria, guitarra e vocal. O fato é que tem power trios que fazem um som tão, tão, tão bom que fazem desnecessárias mais pessoas. Quer exemplos? Cólera, Dinosaur Jr, Le Tigre, Husker Du, e segue.

Para nosso prazer e deleite auditivo selecionei seis power trios, 24 pessoas com seus respectivos cacarecos que vale a pena conhecermos. São três bandas do Brasil e três gringas. Vamos lá?

Derrotista, de Campina Grande (Paraíba) para o mundo

Derrotista @ Mogi Guaçu
O punk rock da banda tem aquela assinatura do tempo: meados dos anos 2000, quando os solos de guitarra ficaram mais marotos e a sonoridade mais crua. Aqueles riffs que ficam levemente em looping, o tempo da música permitindo que os ombros balancem sem que você perceba. Para quem gosta de The Renegades of Punk e Velho. Os vocais são alternados: de garoto e garota. E as letras falam sobre gênero e libertação animal, por exemplo. No ano passado eles lançaram um ep com 7 canções, que podem ser ouvidas e baixadas no bandcamp da banda (link ali em cima). A banda é Abu, Ri e Bené. Facebook.


Kitten Forever, de Minneapolis (Minnesota), para alegria das body positive

Orelha de coelho, quem não precisa? Foto retirada do tumblr da banda
Não me lembro como, mas conheci a Para Sempre Gatinhx recentemente. O que me fez ouvi-las foi o nome de um de seus álbuns, o "Fat Crush", de 2007. O tal álbum tem uma música de mesmo nome. Nela, a frase "I want you to look at me" é repetida diversas vezes. Não sei como é a letra da música, mas o fato do nome dela ser "Fat Crush" e dizer "I want you to look at me" é empoderador, foda, além de ser algo que não me lembro de ter ouvido em outras músicas por aí. O som delas é aquele punk rock torto, bateria, baixo e voz, o vocal Allison Wolfe style, com direito a gritos e agudos. A outra banda que me lembrei ao ouvi-las foi a Hey Girl! e Cold Cold Hearts. O Kitten Forever foi formado em 2006, tem 4 álbuns. Não sei se elas ainda tocam, mas vale a pena ouvir a discografia delas. Elas tem um clip da música Great Big Lies, e aqui ao vivo. A banda é Corrie (bateria), Liz (vocal) e Laura (baixo). Tumblr e Facebook.


She Hoos Go, de Pelotas (Rio Grande do Sul), roque, roque e roque

She Hoos Go @ Grito Rock Pelotas 2013
Sabe aquelas cenas de filme em que a protagonista tem um tanto de raiva no coração e o vento batendo no rosto? Seja porque ela está correndo, andando de bicicleta ou em algum carro? Então, foi assim que me senti quando ouvi a música "Nothing" da She Hoos Go. Música chiclete, com vocal melódico, solos nas horas certas e a parada da bateria, com a voz e baixo acompanhando por um tempo. Com influências de Distillers, L7 e Babes in Toyland a banda tem três canções no soundcloud. A banda é: Daiah (vocal e guitarra), Simone (bateria) e Ana (baixo). Site e Facebook.


Bad Bad Hats, de St. Paul (Minnesota), não sei se lá tem praia, mas o som é lo-fi praiano

Bad Bad Hats tocando no Studio 5 - Foto: KFAI
Se você me perguntar eu te digo: não gosto muito desse som praieiro à moda Best Coast. Gostei sim, uma época, e atualmente se ouço já rola aquela aflição. O Bad Bad Hats tem aquele lo-fi praiano, com direito a solinhos e a um vocal fofo, afinado e mais para o agudo. O single deles é o "It Hurts", lançado em janeiro desse ano, e ao contrário de machucar, ele vai grudar em você. A estética da banda e dos integrantes dela remetem a filtros do instagram, folhas secas, luzes e uma boa dose de hipsterismo. Você vai ouvir e ficar dançandinhx na cadeira. A banda é Kerry Alexander (vocal e guitarra), Chris (bateria) e Noah (baixo). Ouça "Learning to Sleep" e "It Hurts". Facebook e site.

 
Trash No Star, da Baixada Fluminense (Rio de Janeiro), distorção sem moderação 

Trash No Star @ Festival Vulva la Vida 2013 - Foto: Elaine Campos
Vi um show da banda este ano, no Festival Vulva la Vida. A Letícia toca com os dedos, mãos, braços e corpo inteiro. Pulando, quase entrando em transe e cantando. O som da banda é um punk rock rápido, com vocal urgente, passagens noise e uma boa dose de distorção e solos. Em breve a banda vai lançar um álbum pela Transfusão Noise Records. O single do álbum, Take The Pills, já foi lançado e pode ser ouvido aqui. A banda é Letícia (vocal e guitarra, que também toca no Cretina), Felipe (baixo) e Angel (bateria). Facebook


Trash Kit, de Londres (Reino Unido) não são brasileiras mas tem a cara pintada (sim é podre. e eu não pude evitar!)
Trash Kit - Foto: Ochi Reyes
 Bateria, bateria. Ela comanda o ritmo do álbum "Trash Kit", que ao longo de 17 músicas e 28 minutos traz um som totalmente diferente das bandas acima. No myspace delas a definição para o tipo de som é "afro-beat e power pop". Se você for um conservador é melhor não tentar ouvi-las. "Oh, oh, oh", vários riffs e ritmo cadenciado com forte referência à música africana. E, em algumas vezes, os vocais lembram o do Mika Miko. O Clipe da música "Cadets" é uma festa que começa com um cara anunciando "Chick's Attttack!". E se isso não for suficiente para você querer assisti-lo, tem gente com rosto pintado, se libertando, com fantasias lindas e até mesmo cores psicodélicas. Não me lembro aonde baixem o álbum delas, mas em breve upo e disponibilizo para download. Elas se arriscam e dão as belas caras a tapa (e a tinta). O que mais você quer? A banda é Rachel Aggs, Rachel Horwood and Ros Murray. Myspace e Blog.

*Algumas fotos não foram creditadas porque em seu post de origem não havia o crédito.