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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Links da Semana #9

Foto: Reuters

Recentemente comecei a pensar em escrever uma newsletter! A ideia inicial é, caso ela exista, produzir no estilo de postagem do Links da Semana. Caso role, o LDS não existiria mais. Ainda não há nada definido, mas criei um questionário no Google Docs perguntando a sua opinião sobre isso e otras cositas mas. Responda aqui, é super rápido! E obrigado a todo mundo que já participou!
Normalmente este post é publicado aos sábados, mas desta vez vai ser na segundona mesmo.


Alguns tópicos interessantes sobre as Olimpíadas
Existem inúmeros problemas políticos e sociais causados pelo Estado para realizar as Olimpíadas e existe silenciamento também. Mas ela está acontecendo e vamos celebrar o que as atletas estão fazendo. Elas são inspiração e representam universos importantes para as mulheres. Esta é a lista de coisas que acho que merece a sua atenção:

Marjorie & Izzy
A foto pós pedido de casamento (ali em cima) foi uma das primeiras que vi num dia de manhã e deu aquele quentinho de alegria no coração. Marjorie é gerente de serviços para o Rugby e, durante a premiação das medalhas da disputa feminina - na qual a Austrália levou o ouro, pediu em casamento sua companheira Izzy Cerullo, jogadora da seleção brasileira de Rugby. Olga Esporte Clube entrevistou Izzy e está fazendo uma cobertura pautando as mulheres, confira.Veja aqui o vídeo da proposta! Ah, e o vídeo do pedido também foi exibido no jornal Bom Dia Brasil, da Globo. Ninguém resiste ao amor!

Rafaela Silva
De Cidade de Deus, para o mundo! O ouro reluzente e antiracista de Rafaela Fucking Silva foi um momento e tanto. Sargento, negra, lésbica. Ela superou o mundo inteiro e inspira várias molecadinhas a seguirem no esporte. Não deixe de ler a análise de Mário Magalhães.

 Foto Danilo Verpa/NOPP

Darya Safai
Darya Safai é uma mulher iraniana que vive na Bélgica. Ela defende a livre entrada das mulheres em estádios iranianos. Durante um jogo da seleção de Vôlei do Irã, ela estava feliz e sorridente se manifestando pacificamente e silenciosamente. Mas aí os seguranças do estádio disseram que ela seria expulsa se não guardasse a faixa. Fora aquele que não pode ser nomeado feelings. Leia mais no Buzzfeed. 

Joanna Maranhão
A nadadora Joanna Maranhão, após ser eliminada da competição, sofreu um ataque machista, racista e homofóbico. Não vou repetir as monstruosidades ditas a ela, mas Joanna já registrou um boletim de ocorrência. Se ganhar o processo, a atleta pretende reverter o dinheiro que ganhará em prol de seu trabalho social. Veja mais aqui e aqui.

Dança do Passinho
A seleção brasileira de Vôlei só da close certo. Primeiramente, elas postaram esta foto sapabondística. Depois, elas lançaram o passinho no intervalo do jogo. E mandaram muito bem! Assista aqui.

Por mais 'Bernardos' no mundão 
O Bernardo ficou famoso esta semana porque riscou o nome do Neymar de sua camisa da seleção brasileira e criou sua própria camisa da Marta. Nesse vídeo lindo de viver, ele elogia sua ídola e fala outras coisas lindas. Assista!

E sexta-feira vi que meu coração anda muito bem, naquele jogo impossível da seleção brasileira de Futebol contra as australianas. Yas Kween, Yas Bárbara!!






A história do Punk Feminista em 33 músicas
Kate Wadkins (que já entrevistei e criou e capa do zine Histérica #3) faz parte do time de autoras que assinam a matéria 'The Story of Feminist Punk inn 33 songs', publicada pelo Pitchfork esta semana. Para quem lê em inglês, vale a pena a leitura. Aqui.


Erica Freas anuncia novo álbum solo e disponibiliza música inédita
Um dos principais nomes da música independente faça você mesma de Olimpia (WA) não para de produzir! Erica Freas, vocalista e guitarrista da RVIVR que já tem 3 álbuns e eps solo, disponibilizou "Please Go Walk in The Rain". A música, acompanhada por um violão celo, faz parte do disco Patient Ones, que será lançado pela Don Giovanni Records no dia 30 de setembro.





Juliana Lossio Art
Em alguns Links da Semana indiquei alguma ilustradora/desenhista/artista e nessa semana apareceu esse trabalho da Juliana Lossio na minha timeline e achei justo compartilhar com vocês.Além de ter um traço original e que acho bem bonito, Juliana Lossio desenha temas políticos e também fala sobre seriados, tristezas e essa barra que é viver. Conheça o trampo dela. 







Warpaint disponibiliza 'New Song', que faz parte do novo disco
As minas do Warpaint vão lançar 'Heads Up' no dia 23 de setembro. E 'New Song' é uma das músicas que fazem parte do álbum.






Canal: Letícia e Luíza
A Letícia (da fan page Mulheres Artistas) e sua irmã Luíza criaram um canal nerd que você precisa conhecer. Um lance legal é que Luíza é pré-adolescente e Letícia adulta, e juntas estão criando várias coisas lindas. Confira a tag sobre Filmes dirigidos por mulheres e inscreva-se no canal delas!





Julie Ruin lança clipe de 'Mr. So and So'
Tem disco novo, o Hit Reset, e tem clipe novo também! Veja o que Julie Ruin está aprontando agora:






sábado, 21 de maio de 2016

Links da Semana #8

Bleed The Pigs

E chegamos a oito edições ininterruptas do Links da Semana! Não imaginava que eu fosse curtir tanto fazer este post. Mas to curtindo e to achando massa também que tem bastante gente gostando.
Bom, vamos ao que interessa, né? Aos links!



Bleed The Pigs 
Esta semana o AfroPunk postou uma foto da Kayla Phillips, vocalista do Bleed The Pigs. Fui ouvir a banda e achei fudido demais. Rápido, agressivo, com uma mulher negra no vocal e sendo muito representativa em um role que é dominado pelos caras. Se você não conhece ouça aqui! Para ler sobre Kayla e representatividade, veja este artigo da Hazlitt.


Estátua de Clarice Lispector
E em 2015 o Rio de Janeiro ganha a sua primeira estátua de uma mulher artista. A estátua de Clarice Lispector está no Leme (zona sul) e foi esculpida por Edgar Duvivier. A iniciativa não contou com apoio e foi custeada por Edgar e seu filho Gregorio, o ator e também escritor. Para mais informações confira a matéria do Brasil Post.



Susan Sarandon 
Como é bom assistir uma atriz como Susan Sarandon falando dos estupros e assédios cometidos por Woody Allen. Um artista privilegiado que, não importa o que as vítimas falem, é celebrado em todos os momentos pelo lucro que gera. A Susan Sarandon o criticou dura e abertamente neste vídeo. Para mais informações, confira este post do Collant Sem Decote.

Google apresenta emojis menos sexistas
A Super Interessante perdeu um pouco a linha no título desta matéria, falando que 'Google propõe uma revolução feminista no mundo dos emojis'. É só uma proposta, muito massa, de criar emojis menos sexistas e incluir nas figurinhas engenheiras, fazendeiras, rockstars. Leia aqui.

Jodie Foster critica a narrativa do estupro no cinema
Err.. eu não li esta matéria. Mas estou colocando no Links da Semana. Vou me explicar.. estou fazendo o post da maneira que posso, aqui no trabalho. Como algumas palavras são bloqueadas, como 'estupro', não consegui ler a matéria. Mas pelo que acompanhei nas redes sociais a atriz e diretora criticou os roteiristas que usam o estupro como o único propósito de motivar personagens femininas, É gravíssimo quando a arte e cinema reproduzem com tanta força todas as violências que as mulheres sofrem. Mas não é surpreendente. Leia aqui.

Mourn
A banda de Barcelona divulgou "Second Sage" música que será lançada com Ha Ha He. Elas são tão novas e fazem um punkzinho tão da hora. Ouve aí!



As águas vivas não sabem de si
Para quem gosta da Aline Valek o livro dela, 'As águas vivas não sabem de si', foi publicado pela editora Rocco este mês! Ainda não li, mas está na minha listinha. A Aline Valek é autora da newsletter 'Bobagens Imperdíveis' que é muito fera. Já passei alguns sábados tomando um café e lendo os textos dela. Você pode se inscrever aqui. E aqui você pode ler mais sobre o livro.

Sleater Kinney
Um show completo de 2000 foi upado nesta semana! Coisa mais linda de ver e ouvir.



Beyond What's Left 
Conheci esta banda pois ela foi lançada pela Rumbletowne (selo da Erica e Matt do revivere) recentemente. Beyond What's Left faz um punkrockzão cadênciado, com vocal de moça e rapaz, num ritmo bem próprio. É bem diferente do que ouço, então confesso que não está muito fácil defini-los. Mas acho que isso é bom, porque o som que eles fazem tem suas próprias características. Ouça aqui!

Djamila Ribeiro 
A feminista negra e mestra em filosofia política é a nova Secretária-Adjunta da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo! Isso que é representatividade urgente para as mulheres negras. Boa sorte para ela!


Afroflix
Uma plataforma que disponibiliza conteúdo audiovisual online com ao menos uma pessoa negra na produção. Não mais! Esta plataforma existe e é a Afroflix, lançada no dia 17 de maio. Você pode inscrever a sua obra ou indicar alguma que seja bem massa e não faça parte do acervo deles. De acordo com o site Agenda Preta seis mulheres negras já estão na plataforma. A diretora Yasmin Thayná, a jornalista Silvana Bahia, a desenvolvedora e UX designer Steffania Paola, a designer Bruna Souza e as pesquisadoras Monique Rocco e Erika Candido. Via Guerrilha GrrVisite o Afroflix.

Marlene Marder - LiLiPUT/Kleenex
A Kill Rock Stars divulgou que no último domingo, dia 15, Marlene Marder, guitarrista da LiLiPUT/Kleenex,faleceu. Ela é uma grande referência na música independente e das mulheres na música. Fica o nosso pesar. Leia aqui.




Thin Lips lança primeiro full length 'Riff Hard'
Nós já falamos outra vez desta banda maravilhosa da Filadélfia. E este mês foi lançado pela Lame O Records Riff Hard, que é bom demais. Os pop punkzeros já estão em tour pelos EUA e você ouve abaixo um dos sons. Para ouvir todos clique aqui.




Kathleen Hanna faz cover de 'Dancing in the Dark', de Bruce Springsteen
A música faz parte de 'Maggie's Plan', filme de Rebecca Miller que será lançado nesta sexta-feira (20). Hanna também faz uma participação no filme, que conta com Greta Gerwig, Ethan Hawke e Julianne Moore no elenco. Ouça essa belezinha!




Tegan and Sara
Love You To Death, novo álbum das irmãs canadenses, será lançado dia 3 de junho. E elas disponibilizaram recentemente 'Stop Desire', mais uma nova música do álbum. E a primeira música divulgada, 'Boyfriend' já tem clipe! Confira abaixo.



sábado, 16 de abril de 2016

Links da Semana #3




Mais uma semana de Links da Semana! E isso é sinônimo de um cadinho de satisfação pra mim, por ter tido aquela disposição para sentar e fazer esse compilado. Tem notícia massa para as fãs de The Julie Ruin, playlist pra embalar aquela siririca delícia, indicações de livros e mucho mas!


The Julie Ruin
Na semana passada nós falamos sobre a banda de Kathi, Sara e Kathleen e o teaser sobre o novo álbum. E pimba, essa semana The Julie Ruin anunciou que Hit Reset será lançado no dia 8 de julho. Mas elas lacraram um pouquinho mais e lançaram junto o lyric vídeo de "I Decide", que conta com a participação de Katie Crutchfield (PS Elitot, Waxahatchee). Assista e saiba mais.




Punk's not White
Dica quente do Afropunk, sobre os artistas de Bogotá Juan e Diego, que criaram a série Punk's not White. Os ilustradores retratam diversas punks que não são brancas, para se contrapor a narrativa principal que não celebra ou populariza bandas punks formadas por pessoas negras. Siga os artistas no TumblrInstagram e Flickr. Leia a matéria do Afropunk




5 biografias de mulheres fortes 
A Revista Polen indica cinco biografias sobre mulheres fortes. Pessoalmente, tenho um tiquinho assim de antipatia pelo termo 'mulheres fortes', porque sou dessas que acredita que todas somos fortes, mas algumas não descobriram ainda sua força. Porém, não vou fazer aloka problematizadora, porque entendo a dificuldade que é criar títulos que deem conta do que se quer falar. Da lista, já apenas 'Olga' e achei interessante as indicações. Leia aqui!

#1000blackgirlsbook
A Marley Dias, de 11 anos, encheu o saco de só ler livros sobre meninos brancos e os seus cachorros. E o que você faz quando está incomodada? Tenta resolver o problema. Com a ajuda de sua mãe, Janice, ela começou a coletar livros com os quais ela conseguisse se relacionar. Foi quando ela começou a colecionar livros sobre meninas negras. Sua meta era juntar 1000 livros, mas ela dobrou e bateu a meta. Leia mais.

Siririca Set
A Xotanás convidou a DJ e produtora brasiliense Athena Ilse para criar um set list especialmente para aquele momento lindo do dia: a siririca. Eu recomendaria você ouvir para ver se esse som é a tua praia. Confira!

She's a Punk Rocker UK
Rubella Ballet lançou em 2010 o documentário She's a Punk Rocker UK, que registra as mulheres punks da cena londrina dos anos 1970. Somente recentemente, Rubella o disponibilizou no Youtube. O longa, de pouco mais de uma hora, entrevista Polly Styrene, Gee Vaucher, Gaye Advert e etc. Saiba mais.




Constanza Moreira
A senadora uruguaia foi uma das principais articuladores dentro do Senado urugaio em prol do projeto que, desde 2012, permitiu que as mulheres interrompessem voluntariamente a gestação. A Revista Capitolina entrevistou Constanza. O link é do início do mês, mas acho válido estar aqui. Leia mais. 


Diabetes
"Saúde é subversiva bom porque não dá lucro pra ninguém", Sonia Hirsch já disse isso inúmeras vezes. Quem lucra com a doença é a indústria farmacêutica e a alimentícia. Uma, 'cura', a outra fornece substancias viciantes, presentes em quase tudo que é industrializado. Açúcar, corante, conservante são substâncias nocivas para o nosso organismo. O açúcar, pra mim, é uma das piores drogas. E esta matéria das Nações Unidas informa que o número de pessoas vivendo com diabetes quase quadruplicou em 34 anos. A estimativa é que 422 milhões de adultos no mundo (8,5% da população) viviam com diabetes em 2014. Em 1980, esse número era de 108 milhões (4,7%). Isso tudo uma cortesia daqueles que têm liberdade para colocar quanto açúcar quiserem em tudo. Mais do que nunca, é importante politizarmos a nossa alimentação, pois isso é sobre sobrevivência e autocuidado. Leia mais.

Theresa Kachindamoto
Ela é supervisora de um distrito em Malwi (África) e se destaca como líder feminista. Nos últimos três anos ela anulou mais de 850 casamentos infantis. Isso porque mais da metade das mulheres em Malawi se casam antes dos 18 anos. Por mais Theresas Kachindamotos nesse mundo. Saiba mais.



Receitas naturais para falta de energia física e mental
Que tal começar a tentar lidar com stress de forma menos farmacêutica? O Jardim do Mundo dá várias dicas e receitas para diminuir o stress e ansiedade. Claro que, feitas de forma isolada provavelmente não surtirão muito efeito. Mas esse pode ser um bom começo para viver melhor. Confira!

10 ótimas bandas punks contemporâneas 
A Rolling Stone listou 10 bandas contemporâneas que, para eles, definem o punk rock na atualidade. Sheer Mag, GxLxOxSxS, RVIVR, Tacocat e Downtown Boys estão na lista. Vale a pena leitura.


Atóxico/Renata Nolasco
Na semana passada uma tirinha da Laura Athayde entrou no links da semana, e a partir de agora vou sempre tentar colocar um trabalho bacana de alguma ilustradora/quadrinista/desenhista brasileira neste post. A desta semana é a Atóxico/Renata Nolasco, que fez esse gif lindeza total de presente para a Devaneios Com Canela. Confira o trabalho de Renata Nolasco.

"Quer esmagar o patriarcado junto comigo?" Por Renata Nolasco - Atóxico

Porque a história do punk é tão branca?
Não é desta semana, mas o questionamento é fundamental e urgente. Quantas bandas formadas por pessoas negras são lembradas, celebradas e estão na ponta da língua? E no Riot Grrrl? É por essas e por outras que representatividade é tão importante. Leia mais.

Mulheres poderão ter spray de pimenta
Olha, é um exercício hercúleo para mim colocar esse link aqui. Usando todo (todinho) meu super poder de abstração e minimizando todo o (muito) sexismo e machismo do textinho, somo informadas que há um debate sobre a venda de spray de pimenta (hoje ilegal) para mulheres se defenderem de assaltantes, sequestradores e estupradores. Isso são palavras do textinho, não minhas. E o melhor, a proposta é que este spray tenha tampa rosa. Caso alguém tenha um link menos imbecil sobre o assunto pode compartilhar nos comentários? Leia o textinho do O Dia.

Programação para não programadores
Gente, eu não faço post ad, ok? Ninguém nunca me procurou com uma proposta assim. Mas achei essa proposta interessante, por isso estou divulgando. Trata-se de um workshop que será realizado dia 27, na Vila Olímpia (SP), que ensinará programação para quem não sabe nada a respeito. Não há pré-requisitos e a iniciativa é de Camila Achutti, que lidera o projeto 'Semana da Mulher na Tecnologia', que me pareceu ser interessante. Saiba mais.



E hoje a gente termina o Links da Semana com essa foto esplêndida demais da conta :D

Via Gatomia

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Parabéns, Kathleen Hanna!




E hoje quem completa mais uma primavera é Kathleen Hanna! Não poderíamos deixar de lembrar de uma das mulheres mais importantes do punk rock e do Riot Grrrl. Ela influencia e influenciou muitas mulheres e inspirou sabe lá quantos projetos no mundo.







Migas, foto desse ano


A sorte é nossa de tê-la como pessoa que inspira e deixa um legado tão relevante. Feliz aniversário, KH!
E para comemorar, indico esse vídeo em inglês dela falando sobre role models, que acho inspirador e um vídeo do Bikini Kill. Em 2012 fiz este post desejando parabéns pra ela e você também deveria ouvir a Mixtape Allison, Corin e Kathleen, também de 2012, que comemorou o aniversário das escorpianas Riot Grrrl e tem vários sons menos conhecidos delas.




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

listamos: Todos os lyric videos de The Julie Ruin

The Julie Ruin @ Eletric Ballroom 

Você sabia que The Julie Ruin lançou lyric videos de todas as músicas de seu primeiro álbum, Run Fast? São 14 lyric videos e nós listamos todos eles neste post porque são maravilhosos e é uma onda assistir todos, na sequencia.

Alguns vídeos têm filmagem original, como "Kids in NY", que foi filmado em Nova Iorque (risos). Já "Right Home", conta com trechos dos Mupets e em outros vídeos são usadas cenas de filmes antigos.
Além dos lyric vídeos, a banda lançou dois clipes oficiais. Nós já falamos sobre isso aqui no Cabeça Tédio, mas colocamos eles no post também. Os clipes são do hit manjado "Oh, Come On" e da super fofa "Goodnight, Goodbye".

A banda tem tocado um pouco menos por causa das condições de saúde de Kathleen Hanna, mas atualmente já tem alguns shows agendados. Para saber mais sobre a KH, clique aqui. Para não perder nenhum vídeo da banda, assine o canal no youtube.












































Clipes oficiais





segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Bikini Kill libera stream completo de "Revolution Grrrl Style Now"

Foto: Bikini Kill Archive

Já é possível ouvir o áudio do relançamento da demo Revolution Grrrl Style Now, do Bikini Kill, que será lançada no dia 22 de setembro. Originalmente, a demo foi lançada em 1991 e é o primeiro registro da banda. Mas, apenas no relançamento constam três músicas, que até então nunca tinham sido divulgadas, "Ocean Song", "Playground" e "Just Once".

O relançamento será feito em vinil (com direito a adesivo e as primeiras 500 pré-order acompanham um poster); cd (as priemeiras 300 pré-orders ganham um botton e adesivo) e fita cassete.

A Bikini Kill Records disponibilizou recentemente o stream de "Ocena Song" e "Playground" e agora já podemos conhecer também "Just Once". É mucha emoção! Saiba mais sobre o relançamento.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ouça "Ocean Song" música não lançada do Bikini Kill



Foto: Allison Wolfe

Aos poucos, as três músicas não lançadas de Bikini Kill - Ocean Song, Playground e Just Once - estão sendo divulgadas. Agora, apenas a última ainda é inédita. As canções foram gravadas em 1991, na demo Revolution Grrrl Stye Now e nunca foram lançadas. Até agora, pois dia 22 de setembro a demo vai ser relançada em CD, Vinil e Tape e com as três músicas então, inéditas.

Se "Playground" era mais grunge, "Ocean Song" é a mais lenta e sortuna. Ouça "Playground" e saiba mais sobre o relançamento da demo.





terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ouça "Playground", música não lançada do Bikini Kill, da demo "Revolution Grrrl Style Now"



Bikini Kill já abalou as estruturas da vida inteira ao anunciar o relançamento de sua primeira demo, Revolution Grrrl Stye Now lançada em 1991, será dia 22/09 em cd, tape e vinil. Não bastasse, três músicas da época que não foram lançadas (inéditas para nós) vão fazer parte do relançamento, "Ocean Song", "Just Once" e "Playground".

Agora podemos ouvir "Playground" e vomitar arco íris ao mesmo tempo. Saiba mais sobre o relançamento da demo e leia esta entrevista sobre essa novidade babadeira.





quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bikini Kill vai relançar a demo tape "Revolution Grrrl Style Now" com três músicas inéditas


Segura o forninho e economize: dia 22 de setembro a Bikini Kill Records vai relançar a demo tape de 1991, "Revolution Grrrl Style Now", primeiro álbum de Bikini Kill. O lançamento será em vinil, cd, além de uma edição limitada em cassete. A notícia, que é maravilhosa, não para por aí: três músicas que não foram lançadas nos anos 1990 serão lançadas nesta leva, são elas, "Ocean Song", "Just Once" e "Playground".

A edição limitada da cassete será disponibilizada apenas em pedidos via correio, e as primeiras 500 pré-vendas do LP vão vir com uma edição limitada de posters. Já as 300 primeiras pré-vendas do CD vão vir com botton e adesivo. A tracklist desta obra prima já está disponível:


Revolution Girl Style Now:

01 Candy
02 Dadd's L'il Girl
03 Feels Blind
04 Suck My Left One
05 Carnival
06 This Is Not a Test
07 Double Dare Ya
08 Liar
09 Ocean Song
10 Just Once
11 Playground


E para divulgar este relançamento, Kathleen Hanna e Kathi Wilcox editaram este trailer, com imagens do primeiro show de Bikini Kill em Washington. Ah, e quem ficou responsável pela mixagem do relançamento da demo foi Guy Picciotto, marido de Kathi e que também tocou no Fugazi.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

revivere: As bandas ovulares do Riot Grrrl estão voltando!

Sleater Kinney volta a tocar e L7 e Babes in Toyland anunciam shows de reunião




2015 chegou há pouco tempo e está sendo melhor do que um sonho. Até agora, três bandas Riot Grrrls/de mulheres anunciaram que estão voltando a tocar, seja para shows de reunião ou em definitivo. Para quem nasceu nos anos 1980 e gosta e acredita na cultura Riot Grrrl, em mulheres empoderadas e inspiradoras, o momento é de tentar aproveitar para ver hoje bandas que fizeram história durante os anos 1990.


Mas, pera! Não sabe o que é o movimento Riot Grrrl? Sleater Kinney explica!



Até agora, Sleater Kinney foi a única banda que anunciou que está de volta. Após um hiato de quase dez anos, no dia 20 de janeiro elas lançaram o full lenght No Cities To Love e saem em tour do álbum nos Estados Unidos e Europa em fevereiro. Mas a volta de Carrie, Corin e Janet não veio sozinha, ainda bem. 

Donita Sparks e as L7 também aproveitaram o início do ano para dar mais boas notícias para as viciadas em música: além de show de reunião, elas divulgaram o KickStarter (financiamento coletivo) do documentário Pretend We're Dead, dirigido por Sarah Prince. A boa notícia é que elas estão quase atingindo a metade da meta. Confira o trailer:


A banda de Los Angeles até agora divulgou shows na Espanha e França e garantiu que outras datas serão acrescentadas. Quer saber porque elas voltaram? Vontade de tocar para quem gosta delas. Esses serão os primeiros shows da banda em 15 anos de hiato. 

Em janeiro Babes in Toyland anunciou shows de reunião em Los Angeles e no Reino Unido. O trio de Minneapolis volta com a formação do disco Fontanelle (1992), com Kat Bjelland, Maureen Herman e Lori Barbero. Kat disse ao site NME que elas voltaram por causa dos fás, que até hoje tem expectativa em ver a banda. Até agora, elas não falaram sobre novos álbuns ou uma volta permanente, mas mesmo apenas o show de reunião resgata o legado delas, e consequentemente, de uma geração de mulheres que criaram seu próprio espaço em uma cena e indústria machista e com pouca representatividade de mulheres roqueiras. 

Segura o forninho


Quem puder ir ao Primavera Sound Festival, em Barcelona, entre 25 e 31 de maio será feliz. Sleater Kinney, Babes in Toyland, The Julie Ruin, Ex Hex (banda da Mary Timony, que tocava com Janet Weiss e Carrie Brownstei no Wild Flag) vão tocar. A cereja do bolo é Patti Smith tocando Horses inteiro e mais um set acústico. Ufa, esse ano não está fácil para as apreciadoras dessas bandas divas.  
 

Erase Errata lançou Lost Weekend




Também no dia 20 de janeiro o trio post-punk/experimental de Oakland, Erase Errata, lançou após um hiato de quatro anos o álbum Lost Weekend, primeira gravação delas em oito anos. Atualmente, o trio é Jenny Hoyston, Ellie Ericksone Bianca Sparta. Até agora elas não anunciaram datas de shows, mas My Life in Shadows já tem clipe:


Se esse não é um janeiro incrível, não sabemos o que é! Ouça o stream do álbum e a entrevista que Meredith Graves (Perfect Pussy) fez com o trio. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

tá na hora da lista: Melhores de 2013



Por Carla, Mama e Nandolfo

Essa é a primeira vez que o Cabeça Tédio publica uma lista de melhores do ano. Nós articulamos uma lista a partir do gosto pessoal de cada um que escreve aqui, não criamos apenas uma única lista, e sim três.

Por isso, vocês vão ler os mesmo tópicos - melhor banda, melhor álbum, melhor post do blog - na lista do Mama, do Nandolfo e na minha. Pode ser que a lista de um tenha categorias que a da outra não tenha, e isso vai tornar as listas diferentes.

Não padronizamos os tópicos, achamos que deixamos em aberto, ao gosto do escrevente, tornaria o trabalho mais fácil, mais prazeroso e mais rápido. Vamos lá?
Ah, e depois nos contem o que acharam da nossa lista e como ficou a lista de vocês!




Lista da Carla:

Melhor banda de 2013:
RVIVR (Olimpia, Washington, EUA)
Esse ano, os revaivours lançaram The Beauty Between, álbum que traz a vitalidade que nós conhecemos. O trio de músicas "The Hunger Suite" são as que chamam atenção pelo formato diferente, mais experimental, barulhento e ainda assim com a identidade da banda. Foi esse o álbum que tornou a ida para o trabalho - e consequentemente a minha disposição - menos ruim, que deu aquela fagulha de vontade que me tirou (minimamente) da apatia. O fato de ter acompanhado alguns shows da banda, em 2012, ajuda a animar ainda mais. E de maneira geral, posso dizer que todos os eps do RVIVR tem essa característica - pelo menos pra mim - de te ajudar a enfrentar esse mundo feio.
Ouça RVIVR


Melhor disco de 2013: 
These Are Days (High Dive, Bloomington, Indiana, EUA)
Um belo dia eu entrei no bandcamp do High Dive e tive uma surpresa maravilhosa. Poucos dias antes, eles tinham acabado de librar These Are Days, um ep de seis músicas, que mesclam piano, sax, bases pop punk, uma baterinha sequinha e a linda e familiar voz de Toby Foster. Depois de dar um escândalo de alegria - que foi necessário - , dei o play, e me apaixonei de novo pela banda, que já começa destruindo nossos corações malacabados com a canção que dá o nome ao álbum. 
"here comes the bridge it was me all along / i'm a bad person it was all my fault / i was the one who did everything wrong / but i've been pushed over one too many times / i've learned enough now to see through those lies / i never meant to hurt anyone"   (Act Out - High Dive)
Passei bons meses ouvindo esse ep diariamente, percebendo as particularidades das músicas e me dei conta, mais uma vez, que o Pop Punk foi aquele estímulo que eu precisava para não me sentir ainda mais out of step no punk. Sim, essa é uma das minhas bandas preferidas, formada por gente que toca em outras bandas que são importantes para mim. Mas independente disso, These Are Days é um belo registro. 

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Sweet Sixteen do Dig Me Out. Esse post foi escrito por mim e pelo Mama, e embora pareça um pouco canalha da minha parte colocar um post que eu escrevi, explico-me: escreve-lo foi uma grande vomitada de histórias e teorias sobre Sleater Kinney, tanto minhas, quanto do Marcelo. Ver as imagens, as informações que colocamos e ainda mais, a mixtape Sleater Kinney Road, me deixou (e deixa) tão feliz e satisfeita, e isso me impede de escolher outro post. Foi um dos mais queridos, demorados e que mais me orgulho de ter feito.
Leia o post Sweet Sixteen do Dig Me Out.

Melhor zine de 2013:
Pauta Lixo #2, editado pelo Nandolfo
Além de falar sobre várias bandas diferentes de Pop Punk, o zine trás traduções de textos que discutem o faça você mesma e em parte, a vida adulta, além de um texto que fala sobre gênero, queer e como criar crianças nesse mundo tão doente. Com certeza é das discussões que mais me interessa, por isso, pra mim foi o melhor zine que li este ano.
Leia a resenha do Pauta Lixo #2


Melhor cantora:
Katie Crutchfield, vocalista do Waxahatchee, que lançou em 2013 seu segundo álbum, Cerulean Salt. Estamos falando de uma das vozes mais suaves, afinadas, mais para agudas e que grudam na sua cabeça. Você já a viu tocando com sua irmã gêmea, Allison, no PS Eliot. Allison atualmente canta e toca guitarra no Swearin', banda que abriu alguns shows para o The Julie Ruin, e que está na lista de melhores álbuns de 2013 de Kathleen Hanna
Ouça Lips and Limbs e saiba mais sobre as irmãs Crutchfield nesta edição do programa Rock'Roll Radio

Vocalista feminista favorita:
Kathleen Hanna

Melhor banda nova: 
Parasol 

Melhor blog feminista: 

Música favorita do ano: 

Tibetan Pop Stars - Hop Along

Música que mais escutei em 2013:
Rainspell - RVIVR

Melhor música romântica pra dançar na buatchy:
All The Way Thru - MEN

Banda gringa para ver em 2014:

The Julie Ruin

Banda nacional pra ver em 2014:

Melhor vídeo clipe:
Allison Weiss - Wait For Me
Difícil ficar indiferente ao vídeo, que mescla a letra da música com a história da vida da moça que está ouvindo a canção. Gente pisciana talvez queira dar uma respirada funda ao assisti-lo. 



Lista do Mama

Surpresa em forma de ep:
These Are Days - High Dive

Expectativa comprida, cumprida e excedida:
Ema Stoned (São Paulo/SP) - Gema (EP)

Disco Emo:
Audible, do Footbal, Etc (Houston, Texas, EUA)
Apesar de muita coisa boa vou ficar com Audible do Footbal, etc. porque essa banda é linda. Mas certamente tiveram muitos e muitos releases emos muito bons!

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Costumo sempre preferir o último que eu leio haha, sempre o mais recente é o meu favorito. O último que eu li aqui foi o post falando do filme The Punk Singer, escrito nessa forma de conversa pela Carla e Puni. Poxa, porque diabos não baixei ainda esse filme?
Leia Resenha do documentário que fala sobre Kathleen Hanna: The Punk Singer 

Zine que veio pelos correios, que me amarrei muito: 
Pauta Lixo #2 editado pelo Nandolfo
O assunto me interessa e ver alguém escrevendo impressões sobre o pop punk é muito bom! além da entrevista muito boa com a Parasol! Enfim, queria uma dessas todo mês hehe.
Leia a resenha do Pauta Lixo #2

Zine tesouro:
A ética do tesão na pós modernidade #1 editado pela Gabilovelove6.
Achei esse zine sem querer na casa de uma amiga e achei simplesmente sinistro de bom. Me lembro ter arrepiado quando terminei de ler. A entrevista que a Carla fez com ela no blog, também vale muito a pena ser conferida!
Leia o zine e leia a entrevista com Gabilovelove6
Surpresa em forma de clipe: 
Videos rivaiverianos feitos pelo Kevin (Clipes do RVIVR)

Começo de show mais maneiro:
Parte Cinza (Rio de Janeiro/RJ) tocando a música "Ela também"



Lista do Nandolfo:

Melhor banda de 2013:
Parasol (Boston, MA) - Essa banda me fez gostar de pop punk de um jeito muito bom. Me fez ver um punk além das letras e discursos de bandas, no "ser quem sou fazendo a minha música" uma política mais forte que qualquer panfleto ou conversa atravessada. E não só por isso. Começou 2013 com as boas vozes de um 7" lançado no finalzinho do ano anterior, chamado Scoot Over, com um apaixonante split com a banda Prank War, lançado em Fevereiro e pra fechar nos dez minutos finais do ano, um full cassete coisa-finíssima que saiu agorinha, com as músicas mais viciantes do mundo, com os riffs mais fortes e convidativos, com lançamento em vinil previsto pra janeiro. Além da música boa, a pessoal da banda esteve envolvida em organização de festivais e coletivos durante todo ano, fazendo da Parasol a melhor banda de 2013, ever!
Ouça Parasol

Melhor disco de 2013: 
Betterment (Caves - Bristol, UK) - Caves teria meu voto de melhor banda fácil, fácil.. mas como só posso escolher uma, vou bater palmas pro disco da Caves lançado esse ano, o Betterment. A voz da Lou Hanman continua forte, presente e linda, mas eu senti esse disco bem mais denso, como se o disco rodasse na vitrola de um jeito lento, difícil.. e é isso que faz esse 12" ser tão bom, desvia um pouco do ritmo do disco anterior, "Homeward Bound" (que pra mim é o melhor de todos), retira uns vícios dele que tanto gosto, é a trio pop punk de Bristol lapidada, polida e emoldurada. Pode parecer contraditório o que estou escrevendo, mas é a real. Betterment é o melhor disco de 2013 porque traz a Caves no melhor nível, e aí acho que não tem pra ninguém, hein.
Ouça Betterment

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Bandas do coração: Lemuria - Ahh, esse post.. Não tem como não gostar dele, Mama te leva pra outro mundo falando dessa banda. Ele escreve de forma apaixonante e isso torna a banda também apaixonante. O post é cheio de informações, ele comenta sobre as músicas e discos preferidos e como não ser os nossos preferidos também, né. E sem falar que Lemuria encanta, é uma daquelas bandas que se você não pirou na primeira ouvida, vale muito a pena ouvir de novo, mais tarde, com calma.  O que mais gosto são as referências, como "desenhos animados" e "sofá da casa da vovó". Mama, é covardia!! Mas ele sabe muito bem do que está falando.

Música favorita do ano: 
I'm Not Sorry - Caves (Bristol, UK)  

Melhor banda nova: 
All Dogs (Columbus, OH)

Melhor blog feminista: 

Melhor cantora:

Carlee Hendrix, da banda You Me & Us.
Veja um vídeo deles


Música que mais escutei em 2013:
"Had Enough" - RVIVR (Olympia, WA)

Banda gringa para ver em 2014:

Hysterics (Olympia, WA) 

Banda nacional pra ver em 2014:
The Renegades of Punk (Aracaju, SE) 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

resenha:The Punk Singer documentário sobre Kathleen Hanna

Os comentários de duas amigas sobre um amor compartilhado

 



Por Carla Duarte e Camila Puni

Na verdade isso não é uma resenha. Utilizei esse termo para que a palavra agregue mais acessos ao post. Mas sim, falamos sobre o documentário The Punk Singer, lançado em 2013, e que fala sobre a vida e obra da artista feminista norte-americana Kathleen Hanna. A película, dirigida por Sini Anderson, apresenta a frontwoman do Le Tigre de forma que ainda não conhecíamos. Seja mostrando um pouco das performances da época em que ela estudava no Evergreen State College, em Olympia (Washington) ou seja a parte que fala do tratamento de KH, que foi diagnosticada com doença de Lyme. 

Mas, isto não trata-se de uma resenha, de um texto preocupado com a crítica, com a forma e com a estética da coisa. Tão pouco fazemos um resumo da obra ou a destrinchamos por inteiro. Este texto traz as nossas impressões sobre o documentário, carregado pelas nossas subjetividades e próprias experiências com o punk feminista. O que segue abaixo são as minhas falas e da minha amiga Camila Olivia de Melo (Puni), zineira, bruxa e tutora da Frida, uma gatinha dahora. Mantendo o espírito da conversa, que foi por email, costuramos esse texto a partir de pequenos parágrafos que trazem os tópicos que mais chamaram nossa atenção.

Em tempo: disponibilizamos dois links para download do documentário no fim deste post


Trecho do filme. KH ainda no Bikini Kill


Puni escreveu:
Achei a narrativa - talvez a forma como foram escolhidas as temáticas tratadas - um tanto quanto heteronormativa. Colocando fotinhos do casamento dela, e da paixão "linda e feliz" que teve. O que acho que não colou muito, porque em um dos depoimentos ela diz algo como "eu super pirei quando me apaixonei pelo Adam - MCA". Essa fala me faz pensar como ela não compreendeu muito bem essa paixão, pois em outro momento (bem rápido do doc) ela diz que "esteve ficando com garotas". Achei que, na maioria das vezes houve uma invisibilidade lésbica, ou no mínimo bissexual de Kathleen Hanna.



                                                                                                                             Carla escreveu:
Uma das coisas que mais me marcou foi ver a cronologia do trabalho dela. Principalmente a segurança ou a gana, alguma coisa, que a fez fazer toda sorte de coisas intensas na juventude e na idade adulta. Me refiro a gritar, fazer spoken word e não se importar se os outros vão acreditar no teor da fala dela ou não. Acho que o que falo aqui tem a ver com o que ela fala no final do documentário, que quando uma mulher fala alguma coisa ela tem que estar preparada para provar o que faça, porque ela pode (e provavelmente será) questionada pelos outros, como se sua palavra, sua motivação não fosse válida. 

O fato de fazer e de acreditar no que se diz/sente é algo que deu um nó na minha cabeça. Porque é isso que fez, de certa forma, o Riot Grrrl.  Porque pra mim o Riot Grrrl tornou visível uma série de coisas que as garotas da cena punk passavam e que antes não eram discutidas. Ou seja, elas falaram aquilo que estavam sentindo, mesmo que os caras ou outras garotas dissessem que aquilo não era "real".

KH na época da faculdade

Hanna e suas amigas chamaram outras garotas da cena para uma reunião só de garotas, para falarem sobre o que as incomodava, para fazer zines, para criarem. Elas saíram da zona de conforto, apesar de correr o risco de ouvir um "não queremos". E acho que isso falta em mim, e talvez em outras garotas que, por uma série de fatores não fazem parte de uma ~comunidade~ formada por feministas, bruxas e etc.




Puni escreveu:
Achei, como você, a retrospectiva da própria vida de Kath completíssima. E com isso, pude entender melhor a relação dela com a mídia tradicional e a postura em evitá-la. O que a fez produzir fanzines ou gravações em seu próprio quarto, como o Julie Ruin que sim, é a expressão máxima do:

"Faça você mesma"
fazendo você mesma...
mesmo que esteja se
sentindo sozinha"
 

A biografia completa no doc também desmistificou algo que - para mim - ainda era tido como verdade: que ela não foi violentada sexualmente por seu pai.




                                                                                                                        


 
                                                  Carla escreveu:
Outra coisa que me impressionou (ou com a qual eu mais me identifiquei) foi como nasceu o Julie Ruin (o álbum solo). Kathleen Hanna saiu do Bikini Kill com um clima difícil, se ilhou em seu quarto (que é um lugar mágico) e foi fazer algo diferente do que ela tinha feito antes. Ela tentou ainda assim criar coisas dentro de uma comunidade a qual não se relacionava tanto em função das tretas.


Esse gif faz parte da palestra "Herstory Repeats: Kathleen Hanna" que é bom


Acho que essa parte do doc é uma inspiração para as garotas que estão desanimadas (por  qualquer treta em sua ~comunidade~, em seu ~role~),  que querem fazer alguma coisa e não sabem como; ou que querem fazer alguma coisa, mas não fazem por desanimo causado pelas tretas. 
Então, acho que a parte que fala sobre o Julie Ruin estimula as garotas a começarem (ou recomeçarem) a fazerem suas coisas, apesar do possível isolamento que estejam vivendo.

E o melhor de tudo é que a Hanna não se afastou, ela fez o Julie Ruin e depois ainda fez uma das coisas mais inteligentes da carreira dela: Le Tigre.


Puni escreveu:
O que mais me chamou a atenção foi realmente essa força em fazer o que quisesse fazer. E com isso pensar como a autoestima é fundamental para criarmos e potencializarmos nossa criatividade. Nesse sentido, acredito que o feminismo para Kathleen Hanna foi o furacão potencializador para a artista presa dentro dela. A formação de espaços seguros (como o ateliê de artes que ela montou), as poucas - porém fortes - amizades que ela foi atraindo com a trajetória dela. 

Época do Le Tigre
 
Tudo isso (tudo isso mesmo...) acabou tendo como ápice o Le Tigre, que como você colocou, foi uma das ações feministas mais brilhantes que já vi. E acho isso porque, como ela mesma comenta, com o Le Tigre "foi o momento de parar e dizer o que de bom acontecia". Arrepiei quando ela disse isso. Acredito que esse ranço negativista e denunciativo - que muitas vezes se pratica no Punk - me incomoda, e acho que em um certo momento da vida dela, também a incomodou. O que a fez propor e imaginar um mundo feminista palpável, aqui e agora.



                                                                                                                             Carla escreveu:
O documentário também me fez pensar em como nos tornar aquilo que gostaríamos ser. Como potencializar a criatividade e fazer coisas. Como continuar, apesar de todas as coisas.


Puni escreveu:
Corajosa, colorida, criativa, empoderada, com rugas e cabelos brancos: Kathleen Hanna mostrou-se para o mundo no documentário The Punk Singer. Só que dessa vez diferentemente do que aconteceu na década de 1990 - lembrando dos abusos que sofreu com a mídia tradicional - ela fala a partir da sua própria história, usando mais uma vez a sua estridente voz para comunicar ao mundo a potência feminista que é.

KH atualmente

Links e mais links:
Assista o vídeo produzido para arrecadar fundos para a feitura do documentário
Entrevista com Sini Anderson sobre o documentário
Primeira premiere do filme (no SXSW) com Kathleen Hanna

Site oficial do filme


Bom, o que a maioria espera nesse post é um link pra baixar o documentário né?  
Link 1 - upado por Amanda Monteiro
Link 2 - torrent
Link 3 - torrent