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sábado, 4 de janeiro de 2014

tá na hora da lista: Melhores de 2013



Por Carla, Mama e Nandolfo

Essa é a primeira vez que o Cabeça Tédio publica uma lista de melhores do ano. Nós articulamos uma lista a partir do gosto pessoal de cada um que escreve aqui, não criamos apenas uma única lista, e sim três.

Por isso, vocês vão ler os mesmo tópicos - melhor banda, melhor álbum, melhor post do blog - na lista do Mama, do Nandolfo e na minha. Pode ser que a lista de um tenha categorias que a da outra não tenha, e isso vai tornar as listas diferentes.

Não padronizamos os tópicos, achamos que deixamos em aberto, ao gosto do escrevente, tornaria o trabalho mais fácil, mais prazeroso e mais rápido. Vamos lá?
Ah, e depois nos contem o que acharam da nossa lista e como ficou a lista de vocês!




Lista da Carla:

Melhor banda de 2013:
RVIVR (Olimpia, Washington, EUA)
Esse ano, os revaivours lançaram The Beauty Between, álbum que traz a vitalidade que nós conhecemos. O trio de músicas "The Hunger Suite" são as que chamam atenção pelo formato diferente, mais experimental, barulhento e ainda assim com a identidade da banda. Foi esse o álbum que tornou a ida para o trabalho - e consequentemente a minha disposição - menos ruim, que deu aquela fagulha de vontade que me tirou (minimamente) da apatia. O fato de ter acompanhado alguns shows da banda, em 2012, ajuda a animar ainda mais. E de maneira geral, posso dizer que todos os eps do RVIVR tem essa característica - pelo menos pra mim - de te ajudar a enfrentar esse mundo feio.
Ouça RVIVR


Melhor disco de 2013: 
These Are Days (High Dive, Bloomington, Indiana, EUA)
Um belo dia eu entrei no bandcamp do High Dive e tive uma surpresa maravilhosa. Poucos dias antes, eles tinham acabado de librar These Are Days, um ep de seis músicas, que mesclam piano, sax, bases pop punk, uma baterinha sequinha e a linda e familiar voz de Toby Foster. Depois de dar um escândalo de alegria - que foi necessário - , dei o play, e me apaixonei de novo pela banda, que já começa destruindo nossos corações malacabados com a canção que dá o nome ao álbum. 
"here comes the bridge it was me all along / i'm a bad person it was all my fault / i was the one who did everything wrong / but i've been pushed over one too many times / i've learned enough now to see through those lies / i never meant to hurt anyone"   (Act Out - High Dive)
Passei bons meses ouvindo esse ep diariamente, percebendo as particularidades das músicas e me dei conta, mais uma vez, que o Pop Punk foi aquele estímulo que eu precisava para não me sentir ainda mais out of step no punk. Sim, essa é uma das minhas bandas preferidas, formada por gente que toca em outras bandas que são importantes para mim. Mas independente disso, These Are Days é um belo registro. 

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Sweet Sixteen do Dig Me Out. Esse post foi escrito por mim e pelo Mama, e embora pareça um pouco canalha da minha parte colocar um post que eu escrevi, explico-me: escreve-lo foi uma grande vomitada de histórias e teorias sobre Sleater Kinney, tanto minhas, quanto do Marcelo. Ver as imagens, as informações que colocamos e ainda mais, a mixtape Sleater Kinney Road, me deixou (e deixa) tão feliz e satisfeita, e isso me impede de escolher outro post. Foi um dos mais queridos, demorados e que mais me orgulho de ter feito.
Leia o post Sweet Sixteen do Dig Me Out.

Melhor zine de 2013:
Pauta Lixo #2, editado pelo Nandolfo
Além de falar sobre várias bandas diferentes de Pop Punk, o zine trás traduções de textos que discutem o faça você mesma e em parte, a vida adulta, além de um texto que fala sobre gênero, queer e como criar crianças nesse mundo tão doente. Com certeza é das discussões que mais me interessa, por isso, pra mim foi o melhor zine que li este ano.
Leia a resenha do Pauta Lixo #2


Melhor cantora:
Katie Crutchfield, vocalista do Waxahatchee, que lançou em 2013 seu segundo álbum, Cerulean Salt. Estamos falando de uma das vozes mais suaves, afinadas, mais para agudas e que grudam na sua cabeça. Você já a viu tocando com sua irmã gêmea, Allison, no PS Eliot. Allison atualmente canta e toca guitarra no Swearin', banda que abriu alguns shows para o The Julie Ruin, e que está na lista de melhores álbuns de 2013 de Kathleen Hanna
Ouça Lips and Limbs e saiba mais sobre as irmãs Crutchfield nesta edição do programa Rock'Roll Radio

Vocalista feminista favorita:
Kathleen Hanna

Melhor banda nova: 
Parasol 

Melhor blog feminista: 

Música favorita do ano: 

Tibetan Pop Stars - Hop Along

Música que mais escutei em 2013:
Rainspell - RVIVR

Melhor música romântica pra dançar na buatchy:
All The Way Thru - MEN

Banda gringa para ver em 2014:

The Julie Ruin

Banda nacional pra ver em 2014:

Melhor vídeo clipe:
Allison Weiss - Wait For Me
Difícil ficar indiferente ao vídeo, que mescla a letra da música com a história da vida da moça que está ouvindo a canção. Gente pisciana talvez queira dar uma respirada funda ao assisti-lo. 



Lista do Mama

Surpresa em forma de ep:
These Are Days - High Dive

Expectativa comprida, cumprida e excedida:
Ema Stoned (São Paulo/SP) - Gema (EP)

Disco Emo:
Audible, do Footbal, Etc (Houston, Texas, EUA)
Apesar de muita coisa boa vou ficar com Audible do Footbal, etc. porque essa banda é linda. Mas certamente tiveram muitos e muitos releases emos muito bons!

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Costumo sempre preferir o último que eu leio haha, sempre o mais recente é o meu favorito. O último que eu li aqui foi o post falando do filme The Punk Singer, escrito nessa forma de conversa pela Carla e Puni. Poxa, porque diabos não baixei ainda esse filme?
Leia Resenha do documentário que fala sobre Kathleen Hanna: The Punk Singer 

Zine que veio pelos correios, que me amarrei muito: 
Pauta Lixo #2 editado pelo Nandolfo
O assunto me interessa e ver alguém escrevendo impressões sobre o pop punk é muito bom! além da entrevista muito boa com a Parasol! Enfim, queria uma dessas todo mês hehe.
Leia a resenha do Pauta Lixo #2

Zine tesouro:
A ética do tesão na pós modernidade #1 editado pela Gabilovelove6.
Achei esse zine sem querer na casa de uma amiga e achei simplesmente sinistro de bom. Me lembro ter arrepiado quando terminei de ler. A entrevista que a Carla fez com ela no blog, também vale muito a pena ser conferida!
Leia o zine e leia a entrevista com Gabilovelove6
Surpresa em forma de clipe: 
Videos rivaiverianos feitos pelo Kevin (Clipes do RVIVR)

Começo de show mais maneiro:
Parte Cinza (Rio de Janeiro/RJ) tocando a música "Ela também"



Lista do Nandolfo:

Melhor banda de 2013:
Parasol (Boston, MA) - Essa banda me fez gostar de pop punk de um jeito muito bom. Me fez ver um punk além das letras e discursos de bandas, no "ser quem sou fazendo a minha música" uma política mais forte que qualquer panfleto ou conversa atravessada. E não só por isso. Começou 2013 com as boas vozes de um 7" lançado no finalzinho do ano anterior, chamado Scoot Over, com um apaixonante split com a banda Prank War, lançado em Fevereiro e pra fechar nos dez minutos finais do ano, um full cassete coisa-finíssima que saiu agorinha, com as músicas mais viciantes do mundo, com os riffs mais fortes e convidativos, com lançamento em vinil previsto pra janeiro. Além da música boa, a pessoal da banda esteve envolvida em organização de festivais e coletivos durante todo ano, fazendo da Parasol a melhor banda de 2013, ever!
Ouça Parasol

Melhor disco de 2013: 
Betterment (Caves - Bristol, UK) - Caves teria meu voto de melhor banda fácil, fácil.. mas como só posso escolher uma, vou bater palmas pro disco da Caves lançado esse ano, o Betterment. A voz da Lou Hanman continua forte, presente e linda, mas eu senti esse disco bem mais denso, como se o disco rodasse na vitrola de um jeito lento, difícil.. e é isso que faz esse 12" ser tão bom, desvia um pouco do ritmo do disco anterior, "Homeward Bound" (que pra mim é o melhor de todos), retira uns vícios dele que tanto gosto, é a trio pop punk de Bristol lapidada, polida e emoldurada. Pode parecer contraditório o que estou escrevendo, mas é a real. Betterment é o melhor disco de 2013 porque traz a Caves no melhor nível, e aí acho que não tem pra ninguém, hein.
Ouça Betterment

Melhor post do Cabeça Tédio em 2013 :
Bandas do coração: Lemuria - Ahh, esse post.. Não tem como não gostar dele, Mama te leva pra outro mundo falando dessa banda. Ele escreve de forma apaixonante e isso torna a banda também apaixonante. O post é cheio de informações, ele comenta sobre as músicas e discos preferidos e como não ser os nossos preferidos também, né. E sem falar que Lemuria encanta, é uma daquelas bandas que se você não pirou na primeira ouvida, vale muito a pena ouvir de novo, mais tarde, com calma.  O que mais gosto são as referências, como "desenhos animados" e "sofá da casa da vovó". Mama, é covardia!! Mas ele sabe muito bem do que está falando.

Música favorita do ano: 
I'm Not Sorry - Caves (Bristol, UK)  

Melhor banda nova: 
All Dogs (Columbus, OH)

Melhor blog feminista: 

Melhor cantora:

Carlee Hendrix, da banda You Me & Us.
Veja um vídeo deles


Música que mais escutei em 2013:
"Had Enough" - RVIVR (Olympia, WA)

Banda gringa para ver em 2014:

Hysterics (Olympia, WA) 

Banda nacional pra ver em 2014:
The Renegades of Punk (Aracaju, SE) 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

resenha:The Punk Singer documentário sobre Kathleen Hanna

Os comentários de duas amigas sobre um amor compartilhado

 



Por Carla Duarte e Camila Puni

Na verdade isso não é uma resenha. Utilizei esse termo para que a palavra agregue mais acessos ao post. Mas sim, falamos sobre o documentário The Punk Singer, lançado em 2013, e que fala sobre a vida e obra da artista feminista norte-americana Kathleen Hanna. A película, dirigida por Sini Anderson, apresenta a frontwoman do Le Tigre de forma que ainda não conhecíamos. Seja mostrando um pouco das performances da época em que ela estudava no Evergreen State College, em Olympia (Washington) ou seja a parte que fala do tratamento de KH, que foi diagnosticada com doença de Lyme. 

Mas, isto não trata-se de uma resenha, de um texto preocupado com a crítica, com a forma e com a estética da coisa. Tão pouco fazemos um resumo da obra ou a destrinchamos por inteiro. Este texto traz as nossas impressões sobre o documentário, carregado pelas nossas subjetividades e próprias experiências com o punk feminista. O que segue abaixo são as minhas falas e da minha amiga Camila Olivia de Melo (Puni), zineira, bruxa e tutora da Frida, uma gatinha dahora. Mantendo o espírito da conversa, que foi por email, costuramos esse texto a partir de pequenos parágrafos que trazem os tópicos que mais chamaram nossa atenção.

Em tempo: disponibilizamos dois links para download do documentário no fim deste post


Trecho do filme. KH ainda no Bikini Kill


Puni escreveu:
Achei a narrativa - talvez a forma como foram escolhidas as temáticas tratadas - um tanto quanto heteronormativa. Colocando fotinhos do casamento dela, e da paixão "linda e feliz" que teve. O que acho que não colou muito, porque em um dos depoimentos ela diz algo como "eu super pirei quando me apaixonei pelo Adam - MCA". Essa fala me faz pensar como ela não compreendeu muito bem essa paixão, pois em outro momento (bem rápido do doc) ela diz que "esteve ficando com garotas". Achei que, na maioria das vezes houve uma invisibilidade lésbica, ou no mínimo bissexual de Kathleen Hanna.



                                                                                                                             Carla escreveu:
Uma das coisas que mais me marcou foi ver a cronologia do trabalho dela. Principalmente a segurança ou a gana, alguma coisa, que a fez fazer toda sorte de coisas intensas na juventude e na idade adulta. Me refiro a gritar, fazer spoken word e não se importar se os outros vão acreditar no teor da fala dela ou não. Acho que o que falo aqui tem a ver com o que ela fala no final do documentário, que quando uma mulher fala alguma coisa ela tem que estar preparada para provar o que faça, porque ela pode (e provavelmente será) questionada pelos outros, como se sua palavra, sua motivação não fosse válida. 

O fato de fazer e de acreditar no que se diz/sente é algo que deu um nó na minha cabeça. Porque é isso que fez, de certa forma, o Riot Grrrl.  Porque pra mim o Riot Grrrl tornou visível uma série de coisas que as garotas da cena punk passavam e que antes não eram discutidas. Ou seja, elas falaram aquilo que estavam sentindo, mesmo que os caras ou outras garotas dissessem que aquilo não era "real".

KH na época da faculdade

Hanna e suas amigas chamaram outras garotas da cena para uma reunião só de garotas, para falarem sobre o que as incomodava, para fazer zines, para criarem. Elas saíram da zona de conforto, apesar de correr o risco de ouvir um "não queremos". E acho que isso falta em mim, e talvez em outras garotas que, por uma série de fatores não fazem parte de uma ~comunidade~ formada por feministas, bruxas e etc.




Puni escreveu:
Achei, como você, a retrospectiva da própria vida de Kath completíssima. E com isso, pude entender melhor a relação dela com a mídia tradicional e a postura em evitá-la. O que a fez produzir fanzines ou gravações em seu próprio quarto, como o Julie Ruin que sim, é a expressão máxima do:

"Faça você mesma"
fazendo você mesma...
mesmo que esteja se
sentindo sozinha"
 

A biografia completa no doc também desmistificou algo que - para mim - ainda era tido como verdade: que ela não foi violentada sexualmente por seu pai.




                                                                                                                        


 
                                                  Carla escreveu:
Outra coisa que me impressionou (ou com a qual eu mais me identifiquei) foi como nasceu o Julie Ruin (o álbum solo). Kathleen Hanna saiu do Bikini Kill com um clima difícil, se ilhou em seu quarto (que é um lugar mágico) e foi fazer algo diferente do que ela tinha feito antes. Ela tentou ainda assim criar coisas dentro de uma comunidade a qual não se relacionava tanto em função das tretas.


Esse gif faz parte da palestra "Herstory Repeats: Kathleen Hanna" que é bom


Acho que essa parte do doc é uma inspiração para as garotas que estão desanimadas (por  qualquer treta em sua ~comunidade~, em seu ~role~),  que querem fazer alguma coisa e não sabem como; ou que querem fazer alguma coisa, mas não fazem por desanimo causado pelas tretas. 
Então, acho que a parte que fala sobre o Julie Ruin estimula as garotas a começarem (ou recomeçarem) a fazerem suas coisas, apesar do possível isolamento que estejam vivendo.

E o melhor de tudo é que a Hanna não se afastou, ela fez o Julie Ruin e depois ainda fez uma das coisas mais inteligentes da carreira dela: Le Tigre.


Puni escreveu:
O que mais me chamou a atenção foi realmente essa força em fazer o que quisesse fazer. E com isso pensar como a autoestima é fundamental para criarmos e potencializarmos nossa criatividade. Nesse sentido, acredito que o feminismo para Kathleen Hanna foi o furacão potencializador para a artista presa dentro dela. A formação de espaços seguros (como o ateliê de artes que ela montou), as poucas - porém fortes - amizades que ela foi atraindo com a trajetória dela. 

Época do Le Tigre
 
Tudo isso (tudo isso mesmo...) acabou tendo como ápice o Le Tigre, que como você colocou, foi uma das ações feministas mais brilhantes que já vi. E acho isso porque, como ela mesma comenta, com o Le Tigre "foi o momento de parar e dizer o que de bom acontecia". Arrepiei quando ela disse isso. Acredito que esse ranço negativista e denunciativo - que muitas vezes se pratica no Punk - me incomoda, e acho que em um certo momento da vida dela, também a incomodou. O que a fez propor e imaginar um mundo feminista palpável, aqui e agora.



                                                                                                                             Carla escreveu:
O documentário também me fez pensar em como nos tornar aquilo que gostaríamos ser. Como potencializar a criatividade e fazer coisas. Como continuar, apesar de todas as coisas.


Puni escreveu:
Corajosa, colorida, criativa, empoderada, com rugas e cabelos brancos: Kathleen Hanna mostrou-se para o mundo no documentário The Punk Singer. Só que dessa vez diferentemente do que aconteceu na década de 1990 - lembrando dos abusos que sofreu com a mídia tradicional - ela fala a partir da sua própria história, usando mais uma vez a sua estridente voz para comunicar ao mundo a potência feminista que é.

KH atualmente

Links e mais links:
Assista o vídeo produzido para arrecadar fundos para a feitura do documentário
Entrevista com Sini Anderson sobre o documentário
Primeira premiere do filme (no SXSW) com Kathleen Hanna

Site oficial do filme


Bom, o que a maioria espera nesse post é um link pra baixar o documentário né?  
Link 1 - upado por Amanda Monteiro
Link 2 - torrent
Link 3 - torrent

segunda-feira, 15 de abril de 2013

The Punk Singer: documentário fala publicamente sobre Kathleen Hanna ter contraído doença de Lyme

Filme foi lançado em março de 2013 e é dirigido por Sini Anderson




Foi lançado no início de março, no festival SXSW, o documentário The Punk Singer,dirigido por Sini Anderson, que fala sobre a ícone do punk feminista Kathleen Hanna. O longa aborda a história da vida de Hanna - e consequentemente fala também da história do movimento Riot Grrrl - e de suas bandas mais famosas, Bikini Kill, Julie Ruin e Le Tigre. Ainda, a película abre espaço para falar publicamente da saúde de Kathleen Hanna, mostrando pela primeira vez a relação da cantora com o diagnóstico da doença de Lyme. Atualmente, o filme está sendo exibido em diversos festivais nos Estados Unidos.

Os momentos mais delicados do filme, em que Hanna fala sobre sua saúde, foram filmados pelo marido dela, Adam Horovitz. Kathleen conta que demorou seis anos para ser diagnosticada, o que permitiu a evolução da doença a estágios finais. Foi em função da doença de Lyme que a feminista deixou os palcos para se concentrar em cuidar da saúde. Em entrevista para Badass Digest, ela afirma:

 "Eu não sou a doença de Lyme, essa não sou eu, eu ainda sou uma artista feminista, mas essa é uma parte da minha história também, e eu não vou deixar de falar sobre isso para parecer mais legal. [risadas] Quero dizer, como eu posso parecer ainda mais legal?!". 

Kathleen não esconde como é difícil lidar com o estágio tardio da doença. Em entrevista para Pitchfork, ela diz: "Eu só não queria ter que encarar o fato de que estava realmente doente. Me disseram que eu precisava parar meu corpo. Eu disse ao mundo que ia parar de tocar. Era melhor do que enfrentar a realidade de não ser capaz de fazer o que eu mais amo do que qualquer coisa no mundo".

A premiere do The Punk Singer está online, e rola até a participação da Amanda Palmer



Atualmente Kathleen Hanna passa pelos últimos quatro meses de remissão. E como nós já falamos no Cabeça Tédio, ela está trabalhando no segundo álbum de The Julie Ruin. Além disso, no período em que esteve afastada dos palcos para cuidar da saúde, Hanna cursou Design de Interiores, deu aula por um tempo e percebeu que não era sua atividade preferida. Deu várias palestras e lá sim, viu que era disso que gostava, ainda disso, ela participou do evento sobre Planned Parenthood.

Kathleen e Kathi


E para deixar o clima um pouco menos triste/pesado, confiram esse vídeo em que Kathleen Hanna e Kathi Wilcox tem seu relacionamento testado ao jogarem o jogo da amizade! É aquela brincadeira em que alguém faz a mesma pergunta para as duas, e Kathi tem que responder o que acha que Kathleen responderia, sabe?