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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Mixtape#18: Sleater Kinney For Babies

Arte: Cabeça Tédio

Sabe, além de Carla e BoredCarla eu também sou a ‘Tia Carla’. E uma coisa que combina com crianças e bebês é Sleater Kinney! Nada melhor do que ninar o bebezinho ao som da ‘mama’ Corin, ou assistir o clipe de 'A New Wave’ com os pequenos de 5 anos, que já se amarram nelas em versão Bob’s Burguers.

Pensando nas pequenas e nos pequenos da minha vida (e na de vocês), nada mais apropriado do que presenteá-los com a Mixtape#18: Sleater Kinney For Babies. Tentei selecionar o máximo de letras fofas, que poderiam ser cantadas para um baby. E claro, os sons alegres, dançantes e que mais falam sobre crianças também estão na mixtape. ‘Lions and Tigers’, por exemplo, é a música que Corin escreveu para Marshall, seu filho. É amor de mãe pra filho – e, para mim, de irmã para irmão – que cuida e tenta ser sempre melhor.

“I’d like to show you a million things. I’d like to make the world for you a better place”

E a música ainda termina com ele balbuciando. É uma belezinha pro coração e pros ouvidos! Se você ainda não ouviu, 'Lions and Tigers' e também 'Off With Your Head' são bonus tracks de uma edição limitada do álbum One Beat. A música para Marshall, é uma das que mais se diferencia dentro deste álbum que é extremamente político.   

Fico na torcida para que ‘Little Babies’, ‘Modern Girl’, ‘Get Up’ embalem momentos lindos, seja quando você dançar com algum baby ou sozinha.O 8tracks, site em que hospedo as mixtapes, tem uma regra chatinha. Eles não aceitam tracklists de apenas um artista. Por isso, esta mixtape só será disponibilizada para download e não para audição online. E para dar um gostinho, deixo aqui a tracklist:

Tracklist Mixtape #18: Sleater Kinney For Babies

01 – Modern Girl
02 – A New Wave
03 - A Quarter To Three
04 – Lions and Tigers
05 – Little Babies
06 – Get Up
07 – Buy Her Candy
08 – Oh!
09 – Burn, Don’t Freeze!
10 – No Cities To Love



domingo, 6 de dezembro de 2015

Mixtape#17: Top 10 Riot Grrrl

Colagem digital por Carla Duarte

Há um tempo atrás fiz uma pequena enquete na página do Cabeça Tédio, perguntando qual era o Top 5 Riot Grrrl das minas. A proposta era conhecer mais sobre as músicas e bandas que marcaram as garotas brasileiras. Recebi 11 respostas e foi a partir delas que montei a Mixtape#17: Top 10 Riot Grrrl.

Na votação, a música mais citada, no total de quatro vezes, foi "Punk Rock Não É Só Pro Seu Namorado", de Bulimia! É muito foda ver que uma banda brasileira ainda é uma referência tão forte assim. Na sequencia,  "Words and Guitar" de Sleater Kinney tiveram três votos; "Rebel Girl" e "Double Dare Ya", do Bikini Kill tiveram dois votos cada; "Deceptacon" de Le Tigre tiveram 2 votos cada, e assim fechamos o Top 5!
O restante das bandas que participam da mixtape são as que foram mais citadas, mesmo que com músicas diferentes. São elas, Bratmobile, L7, Dominatrix, Cosmogonia e Team Dresch. Algumas dessas foram citadas apenas uma vez, junto com outras bandas. O critério que selecionei essas bandas foi dar espaço pra bandas lésbicas e brasileiras.

Foi muito legal organizar uma mixtape feita por quem lê o blog e meu muito obrigado à todas que responderam a enquete: Amanda Hawk, Danielle Sales, Dejane Grrrl, Elena David, Gabriela Gelain, Halina Gricha, Íris Nery, Jessica Nakaema, Luan Nascimento, Marcelo Rachmuth e Thais Nascimento.

Embora na arte esteja que esta é a mixtape15, ela é na verdade a 17 (depois acerto esses detalhes). Essa é a última mixtape de 2015,  espero que gostem! Ah, e pra quem não sabe, estamos também no Instagram.

Tracklist Mixtape #17: Top 10 Riot Grrrl 

01. Bulimia - Punk Rock Não É Só Pro Seu Namorado
02. Sleater Kinney - Words and Guitar
03. Bikini Kill - Rebel Girl 
04. Le Tigre - Deceptacon
05. Bikini Kill - Double Dare Ya 
06. Bratmobile - Chool Schmool
07. L7 - Wargasm 
08. Dominatrix - Patriarchal Laws 
09. Cosmogoina - O Sentir Que Violenta
10. Team Dresch - Don't Try Suicide

domingo, 30 de agosto de 2015

Mixtape#16: Visibilidade Lésbica

Arte: Cabeça Tédio
No dia 29 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. É fundamental mostrar que as lésbicas existem, resistem, sofrem opressões específicas, são reais e incríveis. Especialmente em um mundo heterocapitalista como o nosso, é importante demais ouvir e celebrar músicas sapatãns que falam sobre crushs, alegrias, amores, tristezas e tudo mais que cabe numa música. Porque isso torna visível o amor entre mulheres e a cultura lésbica. Porque celebrar a resistência e a coragem de ser quem você é, é um ato afetivo, político e incrível de ser fiel a você mesma.

A melhor forma que encontrei para falar sobre a data foi fazendo a Mixtape#16: Visibilidade Lésbica que, obviamente, só tem músicas de bandas e artistas lésbicas. A nossa pauta é sempre divulgar bandas contraculturais feministas, queer e com mulheres. Por isso a capa da mixtape não podia ser outra: Team Dresch, fotografadas por Tammy Rae Carland, outra artista lésbica e feminista que tem como berço o Riot Grrrl.

Team Dresch é/foi uma banda formada por Donna Dresch, Kaia Wilson, Jody Bleyle e Melissa York em 1993. Elas são lésbicas e seus álbuns "Personal Best" e "Captain my Captain" são grandes referências no Queercore, assim como a própria banda.

Em 2013 o blog True Love convocou a Semana de Blogagem Coletiva pela Visibilidade Lésbica e Bissexual e rolaram posts muito bons, como este que fala sobre (in)visibilidades lésbicas na Literatura. O link do True Love está quebrado, mas esta semana o Imprensa Feminista postou muitos textos que recomendo que todxs leiam. Nos educando temos maior potencial para minimizar nossa lesbofobia e sermos pessoas menos babacas.

Alguns blogs celebram a data como dia da Visibilidade Lésbica e Bissexual. Eu não mencionei a bissexualidade para invisibilizá-la, apenas preferi focar na visibilidade lésbica porque acho importante, por ser uma pauta diferente da bissexual e por existir também o Dia Internacional da Visibilidade Bissexual, que é dia 23/09. Ou seja, uma oportunidade para falar apenas sobre as bees.
Tentei criar uma playlist que fosse diversificada para mostrar variadas músicas, artistas e sentimentos. Por isso, além de selecionar bandas da cena punk/hardcore e independente, coloquei artistas como Ellen Oléria e Mary Lambert. Também me preocupei com a sonoridade da mixtape como um todo, por isso tentei encontrar uma unidade musical entre todas. 

Para quem gosta de uma sonoridade mais indie, tem a incrível Allison Weiss. As bandas propriamente ditas do punk/hardcore/queercore são Team Dresch, Longstocking, Songs for Moms, Little Lungs e Feral Future. Não resisti e tive que colocar uns sons mais pop feat bate cabelo com Gossip, The Butchies (num som remix), Uh Huh Her, Tegan and Sara, MEN e fecho a playlist com a calientíssima "Don't You Want It", de Lovers. Fazer mixtapes não é fácil e especialmente esta foi difícil, mas espero que alguém curta, que faça sentido pra você, que seja uma boa trilha sonora e que até mesmo te faça pensar naquela crush que até hoje você tenta entender o que foi. Ufa.

(Temos outras duas mixtapes sobre a comunidade LGBT: Stonewall Riots e Love Wins!)

Tracklist Mixtape #16: Visibilidade Lésbica

01. Ellen Oléria - Geminiana
02. Mary Lambert - She Keeps Me Warm
03. Allison Weiss - Fingers Crossed
04. Little Lungs - Loft Coffin
05. Longstocking - Goddess pt.4
06. Team Dresch - Take On Me
07. Songs For Moms - Coney Island
08. Gossip - Dangerr
09. Feral Future - Xoko
10. The Butchies - Disco
11. Uh Huh Her - Many Colours
12. Tegan and Sara - I Couldn't Be Your Friend
13. MEN - All The Way Thru

domingo, 28 de junho de 2015

Pra bater o cabelo Mixtape#15: Love Wins!

JD fucking Samson 

A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento homoafetivo em todos os estados do país, na sexta-feira, dia 26. Por isso, o Facebook criou o app "Celebrate Pride", que permite você deixar a sua foto de perfil com as cores do arco íris e a minha timeline inteira virou um arco íris e ainda está bem colorida. YAY!

Um gesto simbólico apenas, mas que pode renovar a simpatia de algumas pessoas pela humanidade, especialmente em tempos em que a bancada do Congresso é extremamente conservadora. Essas cores todas deram um quentinho muito bom por dentro! Lembrando que desde 2013, casais do mesmo sexo podem se casar no Brasil.

Claro, tudo não são flores, os EUA continua sendo um país imperialista e isso é sobre respeito e não sobre assimilação. A luta continua, com certeza, mas por aqui aproveito esse clima incrível de um momento histórico para fazer a Mixtapex#15: Love Wins!, só com destruidor les-bi-cha pra bater a cabela na buacthy. Vem botar a cara no sol!


Tracklist Mixtape #15: Love Wins!

01. Le Tigre - Dyke March 2001
02. Lovers - Boxer
03. Gravy Train - You Made Me Gay
04. Peaches - I U She
05. Chicks On Speed - For All The Boys In The World
06. Lesbians On Ecstasy - Summer Luv
07. Tegan and Sara - Closer
08. The Gossip - Men In Love
09. JD Samson & MEN - Who Am I To Feel So Free?
10. Gloria Gaynor - I Will Survive

Mixtape #15: Love Wins! - Download




sexta-feira, 27 de março de 2015

É pra pogar: mixtape#14: Grrrl Power II

Colagem: Laíza Ferreira

Tem coisas que não mudam. Quando ouço um "tupá tupá" torto e uma voz gritada me sinto em casa e quando vejo já estou simulando um pogo. Quando esse "tupá tupá" racha macho então, aí a não tem preço. A mixtape#14: Grrrl Power II vem para nos lembrar - porque é gostoso, necessário e digno - que "uma mulher sem um homem é como um peixe sem bicicleta".

Uma vez que isso faz sentido para nós, acho que acontece um empoderamento forte (pelo menos foi assim comigo). E quando isso acontece, é muito mais fácil - e os laços se tornam mais fortes - quando você se engaja em construir comunidade com outras mulheres. Há alguns anos é assim para mim, e mesmo sendo poucas as vezes que consigo viver isso, é intenso demais. Por isso, os atos do 8 de março, os festivais feministas e a cultura feminista são fortes para mim.

E como estamos falando sobre empoderamento no mês da mulher, nada melhor do que celebrar as minas do punk-hardcore feminista.


Tracklist Mixtape 14: Grrrl Power II

01. Pagu Funk - A Missão Vai ser Cumprida
02. Kaos Klitoriano - Antipatriarca
03. Hitch Lizard - Girl Pride
04. Las Otras - Las Otras
05. Rape Revenge - More Mosh Less Macho
06. Bikini Kill - Don't Need You
07. Bulimia - Punk Rock Não É Só Pro Seu Namorado
08. Dominatrix - Die Die

Mixtape 14: Grrrl Power II - Download


terça-feira, 3 de março de 2015

Mixtape #13: Grrrl Power I

Lauryn Diva Hill


Finalmente março chegou, e com ele - me arrisco dizer -, que o dia mais importante da agenda feminista: o Dia Internacional da Mulher. Esse ano nós vamos tratar o tema a partir do empoderamento: músicas,  textos e entrevistas vão falar sobre esse difícil, porém necessário, ato. Por isso, durante esse mês que também rola meu aniversauro nós vamos falar mais sobre empoderamento.

E para começarmos muitíssimo bem, vai rolar a primeira Mixtape #13: Grrrl Power I, que tem como principal característica celebrar a música empoderada e a força das mulheres negras. Pode espiar, só tem diva na mixtape. No tópico estilo de som, rola o peso e a batida do rap e do hip hop, mas não somente. É a primeira vez que me arrisco a fazer uma playlist com principalmente hip hop e rap, e foi bem legal porque durante o processo conheci mais sons fodas. E claro, mais do que o estilo de som, o que me pautou foram as letras das músicas. As professoras do Tarja Preta dão uma aula de história em "Falsa Abolição" num clipe pesadíssimo:



Yzalú se emociona e a nós também em "Mulheres Negras", que com a leveza do violão não deixa de ser combativa e mostrar os efeitos do racismo e da colonização.
A minha letra preferida é de "Antiga Poesia", da brasiliense Ellen Oléria. Quando eu penso na música que remete à revolução feminista, às combativas, às mulheres negras, as que se empoderam em outras mulheres e celebram o amor e a amizade entre mulheres não penso em Riot Grrrl. Penso nessa música, que meche comigo como poucas outras. O peso da minha língua, a força da voz dela, as mulheres que mostraram um novo caminho e resistiram: estão nessa música. Salve, Ellen Oléria! Com esse som permanecemos vivas.


Tracklist: Grrrl Power I

01. Jill Scott - Womanifesto
02. Tarja Preta - Falsa Abolição
03. Lauryn Hill - Doo wop (that thing)
04. Queen Latifa ft. Monie Love - Ladie's First
05. India Aire - Video
06. Tina Turner “What’s Love Got to Do With It
07. Izalú - Mulheres Negras
08. Nina Simone - I Got Life
09. Ellen Oléria - Antiga Poesia




Mixtape#13: Grrrl Power I - Download 

domingo, 4 de janeiro de 2015

Mixtape#12: Melhores de 2014


Foto: Downtown Boys
Nada melhor do que começar o ano com uma nova mixtape! Foi a lista dos Melhores de 2014 que pautou a seleção da Mixtape #12: Melhores de 2014, que é justamente com as bandas da lista. Hardcore, lo-fizeira, eletropunk, pop punk: tem sons para todos os momentos na tracklist. Pode aumentar o som e chamar azamiga pra dançar!


Tracklist 

01. Hysterics - Outside In
02. Downtown Boys - Haz Algo
03. Trash No Star - How Are You
04. Fleabite - Maybe Call Me
05. MEN - Making Art
06. Sleater Kinney - Bury Our Friends
07. Lily Richeson - Fast or Slow
08. Parasol - At Bay
09. High Dive - Seventeen
10. Martha - Bubble In My Bloodstream
11. VYVYAN - That's Not The Way We Do Things Anymore

Mixtape #12: Melhores de 2014 - Download


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mixtape #9: Mais Pop Punk

Quebra-cabeça das bandas pt I

Há um ano atrás, nós postamos a Mixtape#8: Pop Punk eita que o tempo passou rápido, para mim, tinha bem menos tempo.Pouco tempo depois, eu,Nandolfo e Marcelo nos animamos em fazer uma outra mixtape só com Pop Punk, porque curtimos muito a primeira. Organizar o tempo para dar conta da vida toda é foda, né? E é por isso que não estou conseguindo atualizar tanto o blog. Ainda assim, vou ouvindo meus pop punks e aprendendo a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo.

E com as frustrações da vida adulta - e vai, as partes boas também - vou descobrindo mais bandas. E já era, preciso compartilhar com vocês. O critério da Mixtape#9: Mais Pop Punk foi selecionar bandas de (ou que tenham) mulheres, queer/próqueer, feminista e que não tenham participado da mixtape anterior. Enfim, bandas que tornem as minas visíveis tipo, é o mesmo critério de sempre desse blog. Para a Mixtape#9: Mais Pop Punk escolhemos 13 bandas que honram o rolê. Uma pena que todas sejam dos Estados Unidos e que ainda - pelo menos que eu conheça - não tenham tantas bandas nessa pegada no Brasil. 


Quebra-cabeça das bandas pt II

Temos o tradicional Pop Punk fofolete, com vocais açucarados e riffs grudentos, da Very Okay, Crabapple, Sourpatch, Very Happy e All Dogs. Mas o primeiro som é aqueles que são tão fodas que merecem um cupcake de chocolate junto. Tô falando do som "Speech Patterns" do maravitudo Toby Foster. Os vocais de minas com voz mais arranhada e que dá vontade de ouvir até umas horas também estão rolando, com Slingshot Dakota, Hop Along, Good Luck, This Is My Fist, VYVYAN, e The Measure (SA).Se liguem: quem baixar a mixtape vai conseguir ouvir "Cynthia Ann", som do Sourpatch. Como deu um erro no 8track, essa música linda não subiu pra mixtape online.


Nesse um ano, aconteceram umas coisas né? O Mamá não escreve mais no blog por motivos de indo para gringolândia e vida acontecendo demais. O Nandolfo tem uma filhota amada demais e está fazendo um zine novo. Então em breve vamos lê-lo novmente. Eu estou com um zine novo e com o Witchcraft Collage, em que faço colagens com a talentosa Laíza Ferreira. Eu sei que estou falando demais, maaas.. fazia tanto tempo que não postava. Estava sentindo falta. Para quem leu até aqui sem cochilar, valeu :)
E sem mais palavras, bora se viciar no pop punk que não é de macho? 



Foto de um show do Hop Along


Tracklist Mixtape#9: Mais Pop Punk

01 - 
Toby Foster - Speech Patterns
02 - Very Okay - Where Do You Go 
03 - Sourpatch - Cynthia Ann 
04 - Crabapple - By Your Side
05 - All Dogs - Love Song
06 - 
Hop Along - Tibetan Pop Stars
07 - 
Slingshot Dakota - The Golden Ghost
08 - Good Luck - Novel Figure   
09 - VYVYAN - Saint Mary's River
10 - Very Happy - May Day
11 - This Is My Fist - I'm Not Even Trying
12 - The Measure (SA) - Drunk By Noon
13 - RVIVR - Wrong Way, One Way

domingo, 29 de dezembro de 2013

Resoluções de fim de ano e obrigada [2]

Tá na hora do blábláblá





No calendário, 2013 está quase ficando para trás. Esse é o segundo ano que fazemos um post de resoluções do Cabeça Tédio, e acho que isso serve principalmente pra quem está envolvidx fazendo o blog. Rever o que fizemos, o que gostaríamos de ter feito, etc e tal.

Em 2012, também fizemos um post de resoluções, e nele falávamos dos planos do próximo ano, este que está quase acabando. Disse que queria um novo header pro blog. Até tínhamos uma colega super talentosa para fazer, mas não me movimentei muito em relação a isso e ficamos com o header purpurinado mesmo.

Esse ano conseguimos tirar várias ideias da gaveta, como ter uma certa frequência nos posts das Mixtapes. A TV Tédio não foi muito ativa, mas também não era algo urgente.

Até agora nós publicamos 99 posts esse ano. Pra mim é bastante. Porque um post não envolve apenas a atualização. Envolve tratamento de imagens, que devem ser escolhidas, ter ideia do texto e escreve-lo, esperar todxs poderem escrever, revisar, tentar sair do lugar comum. Não que tenhamos feito isso em todos os posts, mas acho que em alguns, sim.

Esse ano nós continuamos com a Coluna do Mama, escrita pelo Marcelo, que além de tocar no Doppelgangers e no E a Terra Nunca me Pareceu Tão Distante e fazer muitas outras coisas, escreveu posts que eu li animadíssima, e que me deixaram bem satisfeita por poder publica-las.

Como dizem por aí, "o bom filho à casa torna", e esse ano um outro amigo meu - afinal de contas, quem tem carne pra gastar se envolvendo em projetos com gente que não é amigx? - voltou com sua coluna no blog. Estou falando do Fernado Nandolfo, que nos idos de antigamente dividia os posts comigo. Ele ficou um tempo off, e esse ano retornou com a Coluna do Nandolfo, e entrevistou o Eekum Seekum, falou sobre música, teatro e as intermitências de se sentir e não sentir parte do punk.

Acho que a melhor coisa de se fazer coisas com amigos é a troca de ideias a respeito, e as outras coisas que conhecemos no processo. Por isso, eu gostaria de agradecer o Mama e o Nandolfo por estarem por perto. Ah, e obrigada a quem ajudou a fazer mixtapes, a quem colaborou com arte para elas, a quem escreveu guest post e claro, a quem lê o blog e aproveita alguma coisa daqui.

Ah, ainda, tivemos a contribuição da Anna Grrrl, com o Dia da Anna Grrrl, com seus desenhos simples e objetivos e que são a sensação do tumblr.

As boas coisas

Uma das coisas que mais gostei,foi ter falado mais sobre Pop Punk aqui no blog. Se antes eu queria guardar as minhas bandas só pra mim, como boa possessiva e viciada em certos tipos de música, esse ano consegui falar sobre isso chamando o Nandolfo e o Mama, e aí nasceu o 9 motivos para ouvir Pop Punk e a Mixtape Pop Punk, que acho que foi a mixtape que o povo mais gostou, pelo menos, foi a que mais comentaram comigo.

Claro que os posts sobre Sleater Kinney enxeram meus olhos. Como foi bom poder desembuchar todas as opiniões e viagens sobre elas, algumas vezes escrevendo com o  Mama, e outras sozinha. E ficar muito tempo procurando fotos velhas e improváveis e tendo outras ideias para posts que ainda não saíram do papel.

Ainda, o Mama trouxe muitas coisas legais pro blog. Tanto coisas inerentes a escrita dele e ao jeito dele, quanto as bandas que ele resolveu falar e as traduções que ele resolveu fazer. Um post que guardo com carinho é a resenha do primeiro show de volta do Polara, que além de falar sobre o som, ele falou sobre sexismo no punk e também no emo. Algo que eu considerava urgente e ele soube retratar de um jeito bem massa.

Esse ano falamos pouco sobre zines, mas adorei ter escrito o post sobre a editora Mend My Press Dress. Foi com tanta, ou mais, empolgação que eu traduzi o texto que fala da visita de Sophie Rae à New York University, local que guarda a Riot Grrrl Colection. No texto, ela fala principalmente sobre o zine I (heart) Amy Carter, zine dos anos 1990, feito pela Tammy Rae Carland. Acho que a única resenha de zine que postamos esse ano foi a do Pauta Lixo, zine do Nandolfo.

Outra coisa que me deixou satisfeita foi ter conseguido traduzir algumas coisas que queria já traduzir para o blog, como o Manifesto Riot Grrrl, e a carta aberta que fala sobre o abuso sexual que Beth sofreu, cometido pelo vocalista do Casualties, esse traduzido em parceira com várias garotas dahora.

Rolaram alguns guest posts esse ano que foram bacanas, como o do Ígor Patrocínio, sobre o Dia da Consciência Negra. E posts com álbuns que acho bacanas e que talvez não sejam tão fáceis de encontrar por aí, como a VA - Move To Villa Villakula.

Outra postagem que achei bacana, e que pode rolar mais vezes, foi a 5 bandas para ouvir, pogar e dançar já, que traz três bandas brasileiras de garotas e duas bandas que tem brasileiras mas que tocam na gringa.

E como esquecer dos vários posts sobre arte feminista que fizemos esse ano? Um assunto riquíssimo, quem estou aprendendo aos poucos, e que busquei abordar suas intermitências aqui no blog. O assunto rendeu tanto que aproveitei e fiz uma trabalho para a faculdade sobre mulheres artistas, e inclusive postei o resultado do trabalho aqui.

No primeiro semestre desenvolvi o programa Rockn'Roll Radio, como um trabalho da faculdade. O resultado foram 10 programas de uma hora cada, que deram um belo trabalho para serem feitos. Valeu cada minuto, e além de ter aprendido muito, pude aproveitar para falar sobre o que falo no Cabeça Tédio em outra mídia. Para quem quiser conferir, os podcasts são disponibilizados no blog do programa.

Posso estar esquecendo outros posts e outros projetos, mas acho que por hora, para terminar este ano, isso basta. Obrigada a quem tá sempre aqui por perto, e um bom 2014.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Celebrando o dia 31 de outubro com a duas mixtapes do Dia das Bruxas



Finalmente chegou: o Dia das Bruxas. Essa data, historicamente importante para as mulheres, não poderia passar sem uma comemoração aqui no blog. E acho que você concorda comigo, temos motivos para celebrar a data. Resistir diariamente no patriarcado, tendo que lidar com misoginia, sexismo, racismo, especismo, transfobia e ainda nos empoderando para criar a nossa própria cultura e nossas redes, isso tudo merece uma comemoração.

Que o dia seja bom para as bruxas, e que possamos coloca-los - nós ou as que levarem o legado pra frente - para queimar na fogueira, tal qual aconteceu com nossas ancestrais. Agora.. como exatamente nós vamos comemorar o dia? Com duas mixtapes pra lá de bruxônicas!







Que tipo de som faz pensar no dia das brujas? O primeiro que pensei foi o punk e o pós punk. Meio óbvio né? Então, fiz, com a ajuda do Luan, a Mixtape#10: Witch Punx, que tem 11 sons. Três bandas brasileiras e as outras gringas. Espere pogos, vozes lindas e aquele timbre de guitarra que só o pós punk pode te oferecer.





Tracklist Mixtape#10: Witch Punx

01 - Dança da Vingança - Espaço Que É Nosso
02 - No More Art - Perpeteia
03 - Doom Town - Shadowed
04 - Witch Hunt - Everyday
05 - Belgrado - No Answer
06 - Mercenárias - Me Perco
07 - Artic Flowers - Procession
08 - Dekoder - Hate Song
09 - Savages - Husbands
10 - Sect - Here We Stand
11 - Soror - Não Precisamos Ser Iguais

Download - Mixtape#10: Witch Punx

Ouça online












O que seria de uma bruxa sem outra para apoiá-la? Como aprender mais, compartilhar feitiços, saber como se defender da inquisição? Acho que seria difícil, né? Eu não manjo nada de Doom/Sludge e de Doom/Stoner, mas eu acho que esses sons são pra lá de bruxões. Por isso, convidei a Laiza Ferreira (do zine Cinisca e que faz colagens lindas) para desembolar isso, e ela aceitou e fez a Mixtape#11: Into The Coven. Então prepara, que o climão é pesado. As duas primeiras bandas são de Doom/ Sludge, e são formadas somente por mulheres e as outras Doom/Stoner, tem vocal de garota. 




Tracklist Mixtape #11: Into The Cove 

01 - 13 - Witch
02 - Saturnine - Death Reaper
03 - Dark Tharr - The Blinded
04 - WindHand - Libusen
05 - Acid King - Wheel Nation
06 - Cauchemar - Trois Mondes
07 - Blood Ceremony - My Demon Brother
08 - Jex Thoth - Equinox Suite C Invocation Pt.1

Download - Mixtape #11: Into The Coven

Ouça online 


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mixtape Pop Punk e 9 motivos para ouvir... pop punk!

Tem preconceito? Já ouviu falar mas não sabe por onde começar a ouvir? Não sabe do que estamos falando? Então leia este post!


Por Carla, Nandolfo e Mama



Por Taylor Ruth

Nós gostamos de pop punk. Cada um começou a ouvir em uma época, tem suas preferências e suas referências no assunto, e gostar dessas bandas foi algo que nos aproximou. Esse laço, de gostar muito de algumas bandas - que não é particular do pop punk, mas de quem gosta de música e de compartilha-la com quem se gosta - é forte. Quando um acha uma banda que gosta um tanto, vai e manda pro outro. Nessa hora, já se sabe que deve ser algo especial, e por aí vai. Por esses motivos, pela razão da tirinha acima, e porque as bandas são fodas, preparamos 9 motivos para quem ainda não ouve pop punk começar a ouvir. 

Mas antes da lista, é importantíssimo deixar algo bem claro: historicamente o pop punk é um subgênero musical misógino e machista. Assim como o punk, o death metal e tudo mais que nos rodeia. Machismo e misoginia aprende-se culturalmente e isso se infiltra mesmo. Existem muitas críticas - principalmente nos EUA, local onde o pop punk é bem forte -  as letras de bandas pop punk. Para ler mais sobre, confere a resenha do Marcelo sobre o primeiro show da volta do Polara, no intertítulotítulo "Emo e Sexismo" há uma discussão sobre o assunto.

Mas a nossa lista, os nossos motivos e mais importante - as referências musicais que pensamos e citamos - são de bandas que não são misóginas e machistas. Existem muitas bandas com discurso feminista, antisexista, queer, vegano que tocam pop punk. E existem outras tantas que não tem esse discurso e que também não tem letras preconceituosas. Nossa referência é essa. E falar delas é uma forma de mostrar que não existe só um pop punk.

E se os nossos motivos te convenceram.. ouça a Mixtape #8: Pop Punk, nós selecionamos várias bandas feras. Depois dessa, não há desculpa para não ouvir pop punk e não sorrir.


PS Eliot @ 10 anos de Salinas Recs - Foto Christopher Carreon

1
Aqui os singalongs pertencem a todxs e não apenas a meia dúzia de garotos que pisam na sua cabeça e te empurram pra fora do show. Cantar "and it goes on and on and on" com xs amigxs em espaços seguros (entenda como espaços que não toleram misoginia/sexismo/homofobia/etc, onde você pode ser quem é) parece ser algo muito bom! É claro que existem bandas de pop punk de todas as formas (mainstream ou não), mas se você acompanha este blog, sabe de que tipo de cena estamos falando. Cantar, dançar, se divertir, se emocionar, vivenciar e sim, cantar os melhores refrãos juntxs!! 

2
No pop punk os "tchururus" e os "uôuôôs" fazem sentido, se encaixam perfeitamente naquelas guitarras marotas, nas vozes mais doces e nas mais raivosas, nos ritmos cadenciados e nos agitados. As palavras aqui funcionam, grudam na cabeça e no coração, dão ritmo às suas vivências, acompanham suas idas e vindas. O pop punk tem o dom de criar bandas ótimas e músicas apaixonantes, além de possuir as pessoas mais simpáticas do punk! Deve ser a melodia que torna as pessoas mais amáveis e dispostas a criar bons laços.  

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E acho que o terceiro motivo é simples. Deve estar batendo pro lado esquerdo do seu peito enquanto você le isso.

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Dançar! Ok, dançar não é nenhuma coisa exclusiva desse estilo de musica, música é pra dançar seja lá qual for ela. Mas acho que eu queria chamar atenção pra de fato dançar ouvindo pop punk. A animação que toma conta do corpo, e que me faz até perceber melhor todo a minha extensão e quão desengonçado eu sou. Adoro isso. É um jeito muito bom de se soltar, seja pra começar o dia ou pra terminar ele em grande estilo, não necessariamente num show, mas ouvindo no fone no seu quarto e se remexendo muito, sem um ritmo ou passo definido mas uma coisa que acaba durando por muito muito tempo seguidamente! Dançar ouvindo pop punk é muito bom e as vezes é difícil fazer uma coisa sem a outra. É o movealong do corpo pra acompanhar o singalong da voz.


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Punk rock é um ótimo motivo para se ouvir pop punk. Como assim? Acho que é essa ideia de tentar não se rotular ou não se contentar com um rótulo. Sabe aquela ideia de não se fechar a uma coisa só? Por mais que numa micro escala, ouvir pop punk pra fugir daquela ideia de que punk é isso ou aquilo. Numa mesma ideia sobre ir atrás de bandas riot-grrrl pra não ter que ficar ouvindo aquela ladainha male values uber alles, mas como aqui estamos falando de pop punk até generalizando isso um pouco mais... Se reinventar, se reapropriar, brincar, se descobrir e descobrir muita coisa nova e que seguem outras direções daquela que é fácil se acostumar. Acho que o pop punk pode ajudar a dar novas ideias e de um jeito ainda leve sem precisar de tons agressivos. 


Little Lungs @ 10 anos de Salinas Recs - Foto Christopher Carreon
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Suas filhas e seus filhos vão adorar pop punk! Sem deixar de mencionar a origem de tudo (bandas, discos..), as bandas de pop punk são perfeitas para ser referência de punk para xs pequenxs. Há política, façavocêmesmx, há feminismo e diversão e você pode dançar muito com elxs colocando no aparelho o LP da Sourpatch ou a tape da All Dogs no volume máximo!!

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Ouvir pop punk pode ajudar a diminuir níveis de tristeza, e até mesmo a eliminar - mesmo que temporariamente - o mau humor. Uma pesquisa realizadas entre abril, maio e junho deste ano pelo Instituto Cabeça Tédio (ICT) aponta que 80% das pessoas que estavam tendo um dia ruim e foram expostas a "uo, uo, uo", riffs animados e à músicas do RVIVR se sentiram menos miseráveis depois da audição. Não há restrição da receita, a menos que você empreste seu disco/player para algum amigue. Para uso sem moderação, os pesquisadores indicam que é importante que cada um descubra o tipo de banda que se encaixa melhor no seu perfil. O resultado da pesquisa só pode ser aplicado a bandas que não são sectaristas, preconceituosas e tudo aquilo de ruim que a gente já sabe.

8
As letras. Uma vez que você já tem algumas bandas preferidas, que tratam de temáticas caras à você, é muitíssimo provável que você se identifique com as letras. É provável também que elas se tornem recortes de alguma época que você viveu, e que te lembrem coisas ruins e boas. E que elas te ajudem a pensar e mudar aspectos do seu comportamento. Obviamente, isso não é particular do pop punk, mas acho que elas podem ter uma certa magia especial.

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Se os outros oito motivos não foram suficientes, esse também não será. Vou ficar aqui ouvindo PS Eliot, até mais.

Mixtape #8: Pop Punk


O segredo dessa playlist do amor foi: cada cabeça tédio escolheu cinco tracks. Claro que perguntas como "me avisa se você for colocar High Dive para eu não colocar" foram feitas, afinal de contas, existem bandas que apenas não poderiam faltar. Tanto porque gostamos demais quanto pela qualidade delas. Então é isso, se você gostar da mixtape manda ela para alguém que você gosta, quem sabe assim vocês não começam uma banda e um dia a gente faz uma mixtape de pop punk com bandas brasileiras? 

Foto: Sourpatch

Tracklist Mixtape#8: Pop Punk

01 - PS Eliot - Incoherent Love Songs
02 - Travelling - Pt1. End of Summer
03 - Little Lungs - Pet Cemetery
04 - Aye Nako - The Rind
05 - Cheeky - Grow Fins, Turkey
06 - High Dive -Square One
07 - Omar - Candice Sells Out and Tries to Move to Brookly
08 - Latterman - An Ode To Jon Contra, Part 2
09 - Lemuria - Bristles and Ahiskers
10 - The Ergs - Every Romance Language
11 - Caves - Bows & Arrows
12 - Joyride! - Social Studies
13 - Parasol - Firecracker 
14 - Peeple Watchin' - Rainbow Water
15 - You, Me & Us - Steve Holt!


Ou.. ouça online

sábado, 29 de junho de 2013

Mixtape #7: Stonewall Riots

O Dia do Orgulho LGBT é celebrado no dia 28 de junho. A data marca um evento histórico de resistência e combate à homofobia, o Stonewall Riots (em português, Rebelião de Stonewall), e foi comemorada na última sexta, e contou com diversas manifestações no país contra a "cura gay" de Feliciano. Para lembrar e homenagear a data, fizemos a Mixtape #7: Stonewall Riots. Mas antes de falarmos de música, vamos à história. 

Bar Stonewall em 1969
O bar Stonewall (que fica em Nova Iorque, EUA), foi o palco do que tempos depois marcaria o dia do Orgulho Gay. Stonewall era frequentado pela comunidade LGBT, e em 1969 as batidas policiais em bar gays aconteciam regularmente. Segundo o site The Stonwall Inn NYC, era ilegal servir álcool em bar gays, e que homossexuais dançassem juntos. Durante as batidas policiais, as luzes eram desligadas, e os clientes eram colocados em fila para terem a identificação checada. Drags e pessoas sem identificação eram presas, e era pedido que mulheres vestissem três peças de roupas femininas. As que se recusavam a vestir eram e os empregados e gerentes normalmente eram presos. 






As batidas tiveram um fim diferente no dia 28 de junho de 1969. Houve resistência as prisões, e para se defenderem da violência policial barricadas foram montadas durante três dias. Por isso, a data marca o dia de luta do orgulho gay. Alguém aí se lembra do álbum solo de Renato Russo The Stonewall Celebration Concert? Então, trata-se de uma homenagem do cantor à data histórica.

Na última quarta-feira, 26, Stonewall foi palco de comemoração a decisão favorável da Suprema Corte dos EUA, que a partir de agora reconhece o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Quer saber mais sobre Stonewall Riots? Leia a HQ feita por Mike Funk. 

O preconceito, a violência - que as vezes resulta em morte, as piadas, a lesbofobia, transfobia, ainda se fazem presentes, e precisam ser destruídos, e para serem começa em você, que ainda é um preconceituosx toscx. E continua em todxs que estão atentxs a seus atos e sabem que não estão imunes ao erro, até porque desconstruir preconceitos é algo diário, e que nunca acaba. Respeito - e inteligência - não deveria ser assim tão difícil, e enquanto o patriarcado e homofobia são lentamente destruídos dá para ouvir muito som bom. Por isso, a Mixtape#7: Stonewall Riots, tem apenas música feita por queer, pra pra bater cabelo e pra pogar no queer punx style. Apesar do atraso, essa foi a homenagem que o Cabeça Tédio fez a essa data tão significativa.

Mixtape #7: Stonewall Riots 



Tracklist Mixtape 7: Stonewall Riots
01. Mal Blum - Baltimore
02. Ilinx - Queer
03. The Butchies - The Galaxy Is Gay
04. Team Dresch - She's Amazing
05. Longstocking - Equator
06. Dominatrix - Homophobia On A Tray
07. Teu Pai Já Sabe? - Desejos
08. Limp Wrist - The Ode
09. Aye Nako - The Rind
10. High Dive - Tennessee
11. Gossip - Standing In The Way Of Control
12. Le Tigre - Dyke March 2001
13. Tegan and Sara - Closer
14. Men - Who Am I To Feel So Free
15. Gossip - Moving In The Right Direction

Mixtape 7: Stonewall Riots - Download

Ouça online

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mixtape #6: Muita Polícia, Pouca Diversão

A raiva que muitas sentimos da polícia é sempre sentida com mais intensidade quando manifestações estão acontecendo, e os protestos contra o aumento da tarifa que se espalharam pelo país mostram, mais uma vez, como essa instituição é fascista e violenta. A combinação polícia + punk sempre foi violenta, mas gerou diversas músicas criticando os "porcos", "gambés".

Por isso, para a Mixtape #6: Muita Polícia, Pouca Diversão selecionamos músicas para pogar na cara deles. Nosso recorte de gênero foi mantido, e escolhemos bandas formadas só por mulheres ou que ao menos tivessem alguma integrante mulher, e tentamos colocar mais bandas que cantam em português/espanhol do que em inglês. Algumas músicas não falam especificamente sobre a polícia, mas não poderiam deixar de entrar. A colagem abaixo foi feita por Luan Nascimento, que deixou que a gente a usasse como "capa" da mixtape. Confiram outras colagens e o zine feito por ele, Desova. E valeu Íris e Luan que ajudaram na seleção das músicas.

Por algum motivo que desconheço o 8track não aceitou colocar na mixtape a música "Ingobernables" do Sin Dios, tentei várias vezes, mas sem sucesso. Por isso colocamos o link dessa música no youtube. Mas, quem baixar a mixtape ouve todos os sons, tudo completinho.

"Contos de Fardas" por Luan Nascimento
Tracklist Mixtape #6: Muita Polícia, Pouca Diversão

01. Gog - Polícia
02. Mercenárias - Polícia
03. Poison Girls - State Control
04. MDC - ACAB
05. Dead Kennedys - Police Truck
06. Discharge - State Violence State Control
07. Black Flag - Police Story
08. Cólera - Rebeldes
09. White Cristian Disaster - Hate The Police (cover do Dicks)
10. Contravene - Police Bastard (cover de Doom)
11. Migra Violenta - Un Militar
12. Ofensa - Continuamos Amando.. (policiais mortos)
13. Abuso Sonoro - PM
14. Life Is A Lie - Gasolina
15. Sin Dios - Ingobernables

Mixtape #6: Muita Polícia, Pouca Diversão - Download 

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sweet Sixteen do Dig Me Out

Um catatau de texto, Harry Potter, astrologia e uma mixtape no final


Por Carla Duarte e Marcelo Mama

O “Dig Me Out”, terceiro álbum do Sleater Kinney e um dos mais cultuados do trio, completou 16 anos no dia 8 de abril. Um sweet sixteen para comemorar a nova idade do disco me parece uma boa idéia, mas o que podemos fazer hoje nesse blog para celebrar o disco é um post, escrito à quatro mãos (eu e Marcelo entramos nessa empreitada) e claro, uma mixtape apropriada para o momento. Essa é nossa homenagem ao Dig Me Out, que mesmo atrasada é do coração.

O ano de lançamento? 1997. O mesmo ano em que o primeiro livro da coleção Harry Potter  - Harry Potter e a Pedra Filosofal - foi lançado. Sem dúvida 1997 foi um ano que valeu a pena. Uma parte sonhadora de mim gostaria de acreditar que Hermione seria fã de Sleater Kinney, mas o lado apegado aos fatos sugere que talvez ela seja um pouco conservadora para o som delas. Mas, ela é a nerd com a personalidade pouco simpática, e isso talvez pudesse ser uma porta de entrada para que ela gostasse do trio. Sleater Kinney em Hogsmeade, já imaginou? Mas, voltemos ao álbum.

Bela época, como todas as épocas, do Dig Me Out

O disco tem 13 canções, e foi o primeiro álbum da banda lançado pela gravadora Kill Rock Stars. Hits como “Dance Song ’97”, “Jenny”, “Turn It On”, “Words and Guitar” e claro, “Dig Me Out” são desse disco. Ele aparece na lista “Os 500 melhores álbuns de todos os tempos", da revista Rolling Stone, lá no número 272. Está presente também na lista dos “Melhores álbuns lançados entre 1985 e 2005”, da revista Spin, nela, o álbum fica na 24ª posição. Essas listas de melhores qualquer coisa, que são o grande vício de revistas de música, tem a frieza da Sibéria, e o terceiro disco do Sleater Kinney não tem nada a ver com isso. 

Se álbuns tivessem signos o do Dig Me Out seria áries.  Áries é o primeiro signo do zodíaco, por isso simboliza o começo de tudo. E o Dig Me Out é um novo começo para o Sleater Kinney, pois esse é o primeiro disco  que Janet Weiss grava com Corin e Carrie, e consolida seu lugar no banquinho da bateria. Os dois primeiros álbuns do trio – Sleater Kinney e Call The Doctor, ambos lançados pela Chainsaw Records – tinham nas baquetas Lora McFarlane.

O elemento de áries é o fogo, e a impulsividade é uma das principais características do signo. Se você está levando esse parágrafo e o anterior a sério – eu estou – percebe que essa impulsividade do signo está presente no álbum? Talvez não de maneira explícita e clássica, ateando fogo em tudo, mas está lá sugerindo em leve nervous breakdown.

O disco começa com “Dig Me Out”, com um riff que já cria expectativas, a bateria entra e logo depois a segunda guitarra. Na medida em que a música avança, o vocal de Corin vai mudando, e a música oscila entre momentos menos agitados e momentos em que o ritmo é mantido. É tudo sobre expectativa. Você espera pela explosão da música, o momento em que Corin vai chegar em agudos que são só dela. A música, por si só, não é uma grande explosão, mas é uma música que te deixa em alerta, talvez sugerindo que você faça algo impulsivo.

Foto retirada daqui

De um jeito a faixa de abertura já nos mostra como será o resto do cd. A guitarra de riffs e mais agudinha da Carrie Brownstein fica no lado direito, a bateria da Janet Weiss com um som sequinho que chega não só marcando, mas se impondo durante as músicas. E do lado esquerdo a guitarra da Corin Tucker que é mais grave no geral, mas que também faz seus riffs e levadas sejam elas graves ou passeando nos médios e agudos, dependendo da parte da canção. Também acho que fica mais para a esquerda a voz da Corin, e a da Carrie mais para a direita, mas isso pode ser só meu cérebro me enganando. Enfim, uma mix estéreo que funciona muito bem para esses sons do Sleater-Kinney.

A segunda é a muito bonita, e de adeus, “OneMore Hour”, que acalma o clima que tinha sido agitado pela primeira música, acalma, mas também tem momentos em que quer te agitar um pouquinho. Mas o que fica é o clima desajeitado que existe quando alguém se afasta de alguém.“Turn It On” chega pedindo para ser aumentada, e sem dúvida, é uma música para se ouvir em alto e bom som. Essa sim é a música da impulsividade, que segue em mesmo um ritmo acompanhando a voz de Corin, e os solos que se encaixam na batida de Janet. É um pouco depois do meio da música que as três diminuem o ritmo para o aumentar de novo, e “impulsivar” tudo.


Não sei se vale ficar falando de todas as músicas e acho que pode levar pra sempre. E tenho medo que nem eu tenho pra sempre para escrever ou você terá o pra sempre de ler. Até porque tem umas que tem certas teorias e bafões, e nem é uma boa ficar fofocando tanto assim na internet né? Vale mais pena a gente se encontrar pra comer umas delícias veganas e ficar falando sobre Sleater-Kinney e o que a gente acha sobre a banda, as musicas, os discos.

Mas o disco continua com “TheDrama You’ve Been Craving”, “Heart Factory” e chega à dançante e animada “Wordsand Guitar”, um dos hits da banda. O ábum segue uma linha de nunca deixar cair, mesmo com as músicas mais lentinhas, elas fazem o maior sentido estarem onde elas estão. Porque apesar disso, elas fazem a gente se mexer, e entre as mais animadas e elétricas, todas seguem essa linha de riffs e harmonias que marcam e ficam, melodias para cantar junto mesmo sem saber a letra e uma rítmica dançante.

Foto: Cabeça Tédio

As mais que animadas “LittleBabies” e “Dance Song ‘97” te fazem querer dançar, não importa o quão mau humoradx você esteja. Não é a toa que a segunda seja é justamente baseada em loops e repetições na bateria que vão chamando as partezinhas da música e aonde entram certas levadas e notas. Aliás, “Dance Song ‘97” é a única música do Sleater-Kinney que tem um baixo! 

O álbum é um clássico do Sleater Kinney, daqueles para ouvir em longas caminhadas, em casa, numa viagem e ficar cantarolando sozinha. Ele é um dos favoritos de muita gente. E ele existe pra um monte de gente gostar mesmo! Seja o seu disco preferido do Sleater-Kinney, ou mais um dos discos preferidos da banda, ou só um disco que acha bom de uma banda que você nem conhece. O importante é que é bom e um monte de gente gostar mesmo, pra provar que essas músicas que vêm de dentro delas e podem atingir qualquer pessoa, é só estar abertx a elas! E deixar se surpreender bastante.

“Dig Me Out” é o primeiro álbum de Janet Weiss no Sleater Kinney

Me lembro de ter lido a Carrie contar que no primeiro ensaio que elas fizeram com a Janet ela e Corin resolveram mostrar um som novo que elas ainda estavam fazendo. Elas começaram tocando esse riffzinho e Janet foi acompanhando, e essa musica era e virou a “dig me out”! A primeira baterista do Sleater-Kinney era a australiana Lora Macfarlane, que saiu da banda e voltou para seu país. Num breve período o SK tentou mais duas bateristas, mas quem chegou para ficar foi Janet, que tocava/toca no Quasi, dentre muitas outras bandas.

Foto: Cabeça Tédio

Lora gravou os dois primeiros cd’s e Janet entrou no terceiro para ficar pra sempre. Quanto ao estilo de bateria, cada uma tem a sua maneira, e dentro da banda cada cd tem uma pegada diferente, então as musicas já tem baterias diferentes. Mas de uma maneira geral o estilo de Lora é mais tradicional usando os pratos com freqüência e o bumbo que marca e às vezes põe um momento mais marcante, mas esse estilo tradicional dela não é bem o retão do punk/rock/pop pensando em como as musicas do Sleater Kinney pedem uma rítmica pra poder contrapor as guitarras e os vocais.

Mas quando Janet Weiss entra na banda ela trás a sua perspectiva por trás do kit, não a toa que ela é considerada uma das melhores bateristas dos Estados Unidos. Eu também acho, mas não vou dizer a melhor porque tem muita gente boa, mas é uma das melhores pessoas que eu já ouvi tocando bateria com certeza!
 A bateria de Janet tem um ar mais sequinho, tem menos sobra, e parece que anda em conjunto. Eu sinto que ela separa bastante as peças, então o ritmo quebrado ganha uma outra força porque a bateria age como não se espera tanto. 

Foto: Cabeça Tédio
Ela cria bastantes riffs escolhendo a hora certa para cada peça ao invés de só sobrepor a todo momento e criar o ritmo da interação direta. Assim ela chama atenção para cada batida em cada lugar. Por não ter um baixo, o SK cria um efeito legal pra bateria, onde os tambores mais graves (pensando mais no bumbo e surdo mesmo) criam um corpo que não pode ser colocado e usado de qualquer jeito, e Janet já mostra isso com tudo nessa sua primeira participação na banda. Estilo que ela vai criando e demonstrando a cada novo lançamento Kinney!

Não sei se ficou muito confuso, e também não quero generalizar o estilo dela. Porque acho que tem muito mais a se falar, e eu mesmo não sou baterista. Mas eu sei de algumas coisas que eu gosto, e puxa como eu gosto dela na bateria!

A homenagem do Sleater Kinney ao The Kinks





A capa do Dig Me Out é uma homenagem a outra capa de um outro disco. O álbum “The Kink Kontroversy” dos britânicos The Kinks, lançado em 1965, foi homenageado pelo Sleater Kinney, de forma muito bem feita e totalmente apropriada, com uma foto da Carrie tocando uma Rickenbacker. O “The Kink Kontroversy” é um cd bem legal, mas não é meu preferido deles (me julguem).




Quando a contracapa do encarte  é virada  claro que damos de cara com uma foto fofíssima de uma menina pequena e um cachorro e seu focinho dando um alô. De resto, o encarte (pelo menos da versão do cd que eu tenho) é bem simples, tem as letras, e algumas fotos delas. Não sei se o encarte também é baseado no cd do Kinks por que eu não tenho. Se alguém souber dizer, me conta tá?



Não conhece o Sleater Kinney?

O Sleater Kinney foi formado em 1994 em Olímpia (Washington, EUA). A banda era um projeto de Carrie Brownstein que tocava no Excuse 17 e de Corin Tucker que tocava no Heavens to Betsy. As duas são guitarristas e no início o Sleater Kinney era um projeto paralelo das duas, mas com o fim do Excuse 17 e do Heavens to Betsy elas passaram a se dedicar somente ao Sleater Kinney. A banda nasceu dentro do Riot Grrrl, mas há quem as considere uma banda alternativa, em função de características musicais.

Elas lançaram 7 álbuns oficiais, o mais famoso é o “The Woods”, de 2005, que foi lançado pela Sub Pop, e tem clássicos como “Jumpers” e “Modern Girl”. A banda participou de várias compilações, e fizeram uma participação especial no The L Word, tocando em um dos episódios. Um pouco da magia da banda está em sua linguagem musical, que é muito própria e da todo o espírito da banda. E para quem quiser ouvir o Dig Me Out, nós upamos e disponibilizamos ele para download.  


Dig Me Out  Tracklist 
01. Dig Me Out
02. One More Hour
03. Turn It On
04. The Drama You've Been Craving
05. Heart Factory
06. Words And Guitar
07. It's Enough
08. Little Babies
09. Not What You Want
10. Buy Her Candy
11. Things You Say
12. Dance Song '97
13. Jenny

Download - Dig Me Out - Link

Sleater Kinney Road, a nossa quinta Mixtape

É tradição: se você vai ao aniversário de alguém é de bom tom que leve um presente. E nada mais natural do que falar do aniversário do Dig Me Out e fazer uma mixtape em sua homenagem, não é mesmo? Nós fizemos isso, e o formato da mixtape - uma música de cada álbum, e uma de alguma compilação - é idéia do Mama. As músicas estão na ordem cronológica, e para não quebrar o ritmo, colocamos no final as músicas da compilação, os "bsides". E foi assim que nasceu a Sleater Kinney Road - Mixtape #5.

Fizemos a mixtape dessa forma porque, como vocês bem sabem não é possível fazer uma mixtape com um único álbum. E esse foi o motivo de não disponibilizarmos essa mixtape online. Nós hospedamos nossas mixtapes no 8tracks, e uma das inúmeras regras deles é: não repetir a mesma banda mais de duas vezes. Por isso, quem quiser ouvir a Mixtape #5 pode fazer o download. 




Tracklist Mixtape#5: Sleater Kinney Road 
Sleater Kinney - The Day I Went Away (Sleater Kinney, 1995)
Sleater Kinney - Be Yr Mama (Sleater Kinney, 1995)
Sleater Kinney - Little Mouth (Call The Doctor, 1996)
Sleater Kinney - Anonymous (Call The Doctor, 1996)
Sleater Kinney - Not What You Want (Dig Me Out, 1997)
Sleater Kinney - Dance Song '97 (Dig Me Out, 1997)
Sleater Kinney - Don't Talk Like (The Hot Rocket, 1999)
Sleater Kinney - A Quarter To Three (The Hot Rocket, 1999)
Sleater Kinney - Youth Decay (All Hands On The Bad One, 2000)
Sleater Kinney - The Professional (All Hands On The Bad One, 2000)
Sleater Kinney - One Beat (One Beat, 2002)
Sleater Kinney - The Remainder (One Beat, 2002)
Sleater Kinney - Jumpers (The Woods, 2005)
Sleater Kinney - Modern Girl (The Woods, 2005)
Sleater Kinney - Write Me Back Fucker (V.A. Move Into The Villa Villakula, 1994)
Sleater Kinney - More Than A Feeling (V.A. Move Into The Villa Villakula, 1994)

Mixtape#5: Sleater Kinney Road - Download