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| Carolina autografando "Quarto de Despejo" |
Para as adeptas da leitura no computador e para aquelas que se aventurarem a imprimir, a dica é incrível. Da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, que mostrou para o mundo a sua escritora bonita e dolorida em "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada", é possível baixá-lo e também "Casa de Alvenaria", "Pedaços de Fome", "Provérbios", "Diário de Bitita" e "Antologia Pessoal".
No momento estou lendo Quarto de Despejo, e a rotina é sempre essa, não necessariamente nesta ordem: minha feição tranquila, minha feição alegre por alguma passagem com uma metáfora incrível e um suspiro com feição triste, em trechos como:
"Está chovendo. Eu não posso ir catar papel.O dia que chove eu sou mendiga. Já ando mesmo trapuda e suja. Já uso o uniforme dos indigentes"
O livro foi lançado em 1960 e mostrava como era a vida dela, de mulher negra, catadora de lixo e escritora morando na favela do Canindé, que já foi desapropriada e não existe mais. Ainda não terminei o livro, mas recomendo muito a leitura. Para saber mais se você tiver paciência confira este artigo do O Globo e conheça o projeto Carolina em HQ.
Download - livros Carolina Maria de Jesus
Já da escritora bell hooks, está disponível a livre tradução de "Não sou eu uma mulher. Mulheres negras e feminismo", para a Plataforma Gueto. A autora aponta as conexões entre sexismo e mulheres negras escravas; imperialismo do patriarcado e racismo e feminismo.
O primeiro texto de bell hooks que li, e um dos mais famosos, é "alisando o nosso cabelo" que fala sobre experiências de alisamento dos cabelos das mulheres negras e da dificuldade de aceitação do mesmo. Ela é uma autora interessante para quem quer fazer leituras que conectam racismo e feminismo. Para quem quiser saber mais sobre ela, recomendo esse tumblr.
Download - Não sou eu uma mulher. Mulheres negras e feminismo

