sábado, 16 de outubro de 2010

Resenha: Exposição Caminhos Contemporâneos

Foto: Carla Duarte

Texto e imagens: Carla Duarte (exceto quando indicada outra fonte)

Já está aberta a exposição Caminhos Contemporâneos, no Centro de Cultura Estação das Artes, que vai até o dia 26 de outubro. A mostra apresenta o trabalho de jovens artistas da região sul fluminense. A abertura da exposição, (1º de outubro), contou com a apresentação do Quarteto de Cordas por volta das 20:30h, que mesclou elementos eruditos, ao apresentarem Mozart e da cultura pop, quando foi tocado Over the Rainbow, do Mágico de Oz.

Trabalhos de Paulo Werdan - Imagem: blog Estação das Artes
Os trabalhos expostos são os mais variados. Há fotografia, desenho, telas a óleo, obras que remetem à solidão, à cultura pop e aos universos internos dos artistas. Participam os artistas: Paulo Werdan, Flávia Velozo, Lúcia São Thiago, Marcelo Angu e Fernanda Líder.

Utilizando tintas, pincéis, cores, desenho a lápis na tela e colagem estava Paulo Werdan. Seus quadros trazem elementos do século XX, como suástica, o filósofo francês Michel Foucault, Salvador Dali entre outros. Além disso, frases e palavras soltas, pinceladas grossas e fortes, em cores intensas marcavam as telas.



Foto: Carla Duarte
Lúcia São Thiago apresenta um traço delicado. Ela explica que se considera uma pessoa paciente, e é possível ver essa característica em sua forma de desenhar. O traço pequeno, feito com tinta nanquim, e os pontos que formam o desenho, retratam a infância, o campo e pessoas. Todos muito espontâneos. A artista se inspira no poeta Manoel de Barros. Ela explica que, por vezes lia a poesia dele para desenhar, ou, desenhava e encontrava na poesia Barros o complemento para seus desenhos.






Imagem: Blog Estação das Artes
As fotografias da exposição são de autoria de Fernanda Líder. Ela cursa o último ano de História – é a única que não cursou Artes Visuais - e conta que sempre se interessou por fotografia. Foram expostas quatro fotos de Fernanda. Elas foram tiradas na casa dela, utilizando elementos do cotidiano. Mais precisamente, bolas de silicone. As fotos, com tons variando entre o azul e o verde, remetem à solidão. A disposição das bolas faz pensar nas opções de exclusão, tema que permeia o trabalho da fotógrafa. Fernanda busca retratar o diferente, e também traz de forma subjetiva em seus registros alguns elementos da contra-cultura.

Inspiração em Vik Muniz


Foto: Carla Duarte
Flávia Velozo cursa o último ano de Artes Visuais do UBM, e essa não é sua primeira exposição. Devotada a desenhar, a série apresentada por ela é inspirada no trabalho do artista brasileiro Vik Muniz. Flávia produziu seis quadros que mostram a gradação do rosto de uma criança. A criança é a mesma criada por Vik Muniz, em sua obra “Valentina, a mais veloz”. Flávia disse que sua série busca entender o processo de criação do artista. E complementa: “às vezes queremos saber como as coisas são feitas”.


A exposição traz para Barra Mansa o bom trabalho dos artistas que estão iniciando a carreia. E que iniciativas como essa sejam cada vez mais celebradas!

Serviço
Estação das Artes
Rua Orozimbo Ribeiro, s/nº - Centro - Barra Mansa – RJ
(24) 3323-0496
De 02/10 a 26/10

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Silêncio das Inocentes

Silêncio das Inocentes é um documentário sobre a lei 11.340, mais conhecida como, Lei Maria da Penha. O documentário foi lançado dia 13 de setembro de 2010, tem argumento e produção de Naura Schneider, da Voglia Produções, e direção de Ique Gazola.

Maria da Penha Fernandes, farmacêutica e bioquímica de 38 anos, mãe de três filhos, foi baleada pelo marido enquanto dormia. Duas grandes conseqüências surgiram do ato de violência praticado por ele. Primeiro, a cearense ficou paraplégica, fato que alterou radicalmente a vida dela. Segundo, só após 19 anos e meio o agressor Marco Antonio Heredia Viveros, foi preso.

Os quase 20 anos de Marco Antonio em liberdade mostra que a Constituição brasileira tratava a violência contra a mulher como crime de "menor potencial ofensivo”. Pela singela demora na punição do agressor, a Organização dos Estados Americanos (OEA), condenou o Brasil por negligência.

Maria da Penha escreveu o livro “Sobrevivi... posso contar”, que foi lançado na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto desse ano. Penha escreveu porque descobriu que “para o Estado, vítima e nada eram a mesma coisa”.



Desde setembro de 2006 a Lei Maria da Penha aumenta as punições nos casos de violência doméstica. A lei cria um capítulo à parte no tratamento das vítimas e dos agressores. Para as vítimas existe uma melhor e maior orientação, tanto jurídica quanto psicológica, feita pelo Instituto Maria da Penha, organização criada por Penha. Para os agressores, a condenação giram entre três e seis anos de detenção.

O direito de viver em paz, com dignidade e sendo respeitada não deveria ser tão difícil de ser conquistado, se pensarmos de acordo com quem diz que o machismo não existe, que vivemos em condições iguais. Muito pelo contrário. A cada quatro minutos, uma mulher é agredida em seu próprio lar por uma pessoa com quem mantém relação de afeto.
Tanto o documentário como o engajamento de Penha, de juízas, delegadas, feministas e Ongs demonstram a urgência de se exigir o direito, e de denunciar agressores.

(Texto escrito por mim. Primeiramente publicado no blog e no informativo Entrelinhas)

Trailler do documentário

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Las Señoras



Conheci a banda no What we want is free, que quem não é boba visita com frequencia. Pelo nome da banda talvez você imagine que é uma banda dos 00's da chuva lo-fi inundou o punk. Nope.
A all girl band de Madrid lembra aquele hardcore oitentista, nos moldes americanos. E adicione aí vocais alternados em espanhol. No site da banda é possível baixar o 7" Digitación Alternativa. Não perca tempo, é muy bueno.

sábado, 2 de outubro de 2010

Girls to the Front: The True Story of the Riot Grrrl Revolution

É o livro escrito por Sara Marcus, sobre o Riot Grrrl, lançado dia 28 de setembro.



Kathleen Hanna disse que "é o primeiro livro que pesquisou meticulosamente o Riot Grrrl", e isso é algo que tem sido dito sobre o livro. Ainda não tive oportunidade de ler, mas é um livro que certamente deve ser lido por nerd chicks.É possível comprar no Amazon. Será que em breve algum coletivo bahiano o venderá?



A jornalista Sara Marcus cresceu nos subúrbios de Washington, DC, e lá ela se envolveu com o Riot Grrrl, participiando de reuniões, escrevendo zines e tocando em bandas.
As várias conversas sobre o RG e seu legado fez Sara ter a idéia de abrir um espaço no blog, perguntando para os outros: como descobriram o RG? Como isso mudou a sua vida? As pessoas responderam em vídeos, e um bem bacana é desse homem, pai, que fala sobre a relação dele e do desafio de criar uma criança numa perspectiva feminista.


MARK GOOD FATHER from cat on Vimeo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Abertura da exposição Caminhos Contemporâneos

A exposição Caminhos Contemporâneos é realizada pelo Centro de Cultura Estação das Artes, da Prefeitura de Barra Mansa e da Fundação de Cultura. Eles convidam todos e todas para a abertura da exposição.
A abertura É hoje, dia primeiro de outubro, às 20h, na Estação das Artes, e contará com o Quarteto de Cordas do projeto Música nas Escolas.

A exposição contará com o trabalho de jovens artistas da região sul fluminense, a maioria iniciando sua produção. Com suas particularidades e formas de fazer artístico, os artistas criam suas obras. Participam: Paulo Werdan, Flávia Velozo, Lúcia São Thiago, Fernanda Líder e Marcelo Angu.
Quem não for à abertura poderá visitar a exposição, que estará aberta a visitação de 02 a 26 de outubro de 2010. A Estação das Artes fica na Rua Orozimbo Ribeiro, s/nº - Centro - Barra Mansa – RJ, (24) 3323-0496.